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    MEDIUNIDADE NA INTERNET
    - Blog do Dr. Inácio Ferreira -
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    CHICO COMPLEMENTA KARDEC?!
     
    Temos repetido, à saciedade, que a Obra Mediúnica de Chico Xavier complementa a Obra de Allan Kardec, todavia, carecemos de melhor refletir sobre o significado do verbo complementar.
    Alguns dicionaristas atribuem ao termo complementar o significado de “completar”, “concluir”, e, neste sentido, cremos que, em se tratando de Doutrina Espírita, ele não esteja bem posto, quando, com ele, se pretende dizer que Chico completa Kardec, porque, em verdade, a Obra Xavieriana, se é o legítimo desdobrar da Codificação, não a conclui.
    Sendo o Espiritismo, como escreveu o Codificador, “a ciência do infinito” (“Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita”, em “O Livro dos Espíritos”, item XIII), ele nunca poderá ser complementado, ou completado.
    A extraordinária Obra Mediúnica devido à lavra de Chico Xavier representa, pois, com mais propriedade, um acréscimo ao conteúdo do Pentateuco, que, em seus Postulados, há de sempre ampliar-se.
    Efetuamos semelhante reflexão porquanto, igualmente, não podemos, em termos de Revelação, considerar qualquer obra espírita, de autor encarnado ou não, como sendo definitiva.
    Em louvor à Verdade, carecemos dizer que nós, os desencarnados, apenas nos situamos no “andar de cima” do edifício habitado pelas criaturas humanas em suas diversas condições evolutivas, sendo que o fato de sermos inquilinos do “andar de cima” não nos habilita a tudo saber, por vezes, nem do próprio pavimento em que nos encontramos alojados.
    Se, em relação aos encarnados, alguma visão mais ampla nós possuímos da paisagem que quase nos é comum, ela ainda se nos mostra extremamente limitada, num permanente convite à exploração de seus vastos horizontes.
    Assim, precisamos dizer que, embora esteja em a Natureza, conforme os Espíritos Superiores disseram a Kardec, e, portanto, seja tão antigo quanto à própria Criação Divina, o Espiritismo, em termos de Conhecimento possui característica dinâmica, progressista, que se remete ao Futuro. Aliás, quando se refere ao Advento do Consolador, que é o Espiritismo, Jesus utiliza o verbo “conhecer” no Futuro do Presente: “Conhecereis a Verdade...”, ou seja: vós conhecereis...
    Ele, o Cristo, nos disse que conheceríamos a Verdade, sendo que, com certeza, estava se referindo à Verdade relativa, e não Absoluta, que somente a Deus pode pertencer. Não obstante, pelo que se depreende mesmo o conhecimento relativo da Verdade seria capaz, qual o é, de promover a nossa libertação da ignorância.
    Conhecimento algum, em qualquer campo do Saber, deve ser considerado definitivo.
    Em termos de Conhecimento Espírita, a Obra Mediúnica que os Espíritos escreveram através de Chico Xavier, representa um “passo adiante”, definindo, em seus contornos doutrinários, o Espiritismo como sendo a Restauração do Cristianismo. Contudo, a jornada evolutiva a ser empreendida pelo espírito é extremamente longa e laboriosa, e perante o vertiginoso avanço da Ciência, o campo do Conhecimento Espírita, a partir de Allan Kardec e Chico Xavier, permanece aberto aos estudiosos.
    O Pentateuco não se complementa com a Obra Xavieriana, ou Emmanuelina, mas, sem dúvida que se atualiza e se enriquece com ela, de vez que, a ficarmos apenas e tão somente com o Pentateuco, adotaríamos a mesma postura dos religiosos ortodoxos, em seu fanatismo, ou mesmo dos cientistas não adeptos da tese evolucionista de Darwin, ou de quem se queira atribuí-la que não ao célebre autor de “A Origem das Espécies”.
    Sinceramente, repugna-me ao espírito o enfatizar-se ser o Espiritismo uma doutrina pronta e acabada e que nós, os espíritas, no corpo ou fora do corpo, sejamos criaturas, que já tudo saibamos a respeito da Vida além da morte, da qual, praticamente, ainda somos quase todos analfabetos. 
     
    INÁCIO FERREIRA
     
    Uberaba – MG, 29 de agosto de 2016.



    Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 08h01
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    ESTRANHO, NÃO?!

     

    Vocês já repararam?!...

    De nossos considerados companheiros de ideal espírita-cristão, creio, que, sinceramente, sem nenhuma exceção:

    Os que mais estimam polemizar...

    Os mais teóricos e que se julgam mais sabedores de Espiritismo...

    Os que ocupam cargos de uma suposta liderança dentro do Movimento...

    Os que, consciente ou inconscientemente, incentivam o elitismo...

    Os mais ortodoxos...

    Os que mais falam em “pureza doutrinária”...

    Os que controlam as páginas da imprensa espírita e se consideram “donos” de jornais e revistas...

    Os menos vinculados às obras assistenciais...

    Os que menos se preocupam com a necessidade de reforma íntima...

    Os que mais disputam no campo da mediunidade...

    Os que mais bajulam...

    Os que mais fazem política de bastidores...

    Os que mais difamam os confrades...

    Os que exigências fazem até mesmo para a realização de uma simples conferência...

    Os que não querem falar em Centros Espíritas pequenos...

    Os que se preocupam com currículo, inclusive com viagens realizadas ao Exterior...

    Os que trocam uma amizade de longos anos pelo poder...

    Os que menos se candidatam a serem médiuns passistas...

    Os que menos visitas fazem aos doentes acamados...

    Os que menos cultivam o hábito da oração...

    Os que não sujam o carro de poeira na periferia...

    Os que combatem a distribuição de sopa nos Centros...

    Os que afirmam que Caridade é assistencialismo...

    Os que são mais invejosos do esforço alheio...

    Os que, com facilidade, rotulam aos outros de obsidiados...

    Os que acusam os médiuns de mistificadores...

    Os médiuns, em geral, que adoram aplausos e elogios...

    Os que dirigem os Centros com autoritarismo...

    Os que são pouco fraternos e solidários...

    Os que apenas querem “receber” Mentores, e, consequentemente, nada querem com os espíritos sofredores...

    Os excessivamente preocupados com dinheiro...

    Os que não sabem se apresentar na tribuna com simplicidade...

    Os que, ainda que veladamente, fazem insinuações maledicentes sobre o esforço alheio...

    Os que não saem da Internet para difundir calúnias...

    Enfim, os que, de maneira sistemática, criticam a tese de que Chico Xavier tenha sido a reencarnação de Allan Kardec, não hesitando, para tanto, em atacar o moral de seus irmãos de fé espírita...

    Vocês já reparam?!...

    Estranho, não?!...

    Prestem atenção: todos esses não são dos mais empenhados seguidores das LIÇÕES DE VIDA DO MÉDIUM CHICO XAVIER?...

    São os que menos falam em suas Obras psicografadas...

    São os que menos o citam em palestras...

    São os que quase nunca procuraram estar, pessoalmente, com ele...

    São eles também que, inclusive, menos falam em Jesus Cristo!...

    Vocês já reparam?!...

    Estranho, não?!...

    Muito estranho!...

     

    INÁCIO FERREIRA

     

    Uberaba – MG, 22 de agosto de 2016.

     

     



    Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h35
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    “CARNE TERRESTRE”

    (A propósito da Reencarnação no Mundo Espiritual)

     

    O livro “Nosso Lar”, de André Luiz, psicografado, em 1943, por Chico Xavier, é, deveras, surpreendente. Cada vez que temos oportunidade de lê-lo com atenção, as suas páginas nos descortinam novas revelações sobre a vida no Mundo Espiritual, com informações sobre as quais, numa leitura ligeira, havíamos passado por cima, sem atentarmos para a sua importância e transcendência.

    É o caso, por exemplo, do que se encontra inserido no capítulo 7 – “Explicações de Lísias” –, numa simples conversa de André Luiz com o filho de Laura, que haverá de hospedá-lo em sua residência na referida cidade espiritual.

    No 7º parágrafo, Lísias, em seu diálogo esclarecedor, considera: “A morte do corpo não conduz o homem a situações miraculosas (...). Todo processo evolutivo implica gradação. Há regiões múltiplas para os desencarnados, como existem planos inúmeros e surpreendentes para as criaturas envolvidas de carne terrestre.”

    A referência à “carne terrestre” nos leva, naturalmente, a refletir acerca da existência de uma carne que não é terrestre, mas, sim, de natureza espiritual!

    Aliás, toda palavra do vocabulário humano não passa de nomenclatura, que, segundo os Espíritos, é muito limitada para que seja utilizada em assuntos do Mundo, ou Planeta, Espiritual para a Terra.

    Segundo os estudiosos, a “dedução consiste em se chegar a uma verdade particular e/ou específica a partir de outra mais geral ou abrangente.” Portanto, em Lógica, aprende-se também raciocinando por “dedução”. Aliando Fé e Razão, o Espiritismo é Lógica pura!...

    Quando Lísias, no diálogo com André Luiz, refere-se à “carne terrestre”, ele, naturalmente, nos enseja a raciocinar por dedução, sendo-nos, portanto, lícito admitir a existência de carne não terrestre...

    Logo, de acordo com o pensamento de Aristóteles, que é considerado o “pai” da Lógica, o corpo espiritual, ou perispírito, igualmente, é feito de carne!

    Continuando a raciocinar, sendo o perispírito, ou corpo espiritual, constituído de carne – uma simples nomenclatura –, o termo “reencarnação”, empregado para o espírito que renasce em diferentes Mundos Espirituais, não é fora de propósito.

    Aliás, o que é carne?! Você já se fez semelhante pergunta?! Ao comer, por exemplo, um pedaço de carne o que você está comendo?! Nada mais e nada menos, imaginando comer carne, você está “comendo” água, proteína, gordura, minerais e carboidratos. E “comendo” proteína você está “comendo aminoácidos”, ou seja, moléculas atômicas de Carbono, Oxigênio, Hidrogênio e Oxigênio. Então, aquela picanha assada que você adora degustar não é mais do que um composto químico quartenário, que, às vezes, pode conter até Enxofre.

    Então, é isso aí. Os ferrenhos contestadores da Reencarnação no Mundo Espiritual, além de não estarem bem informados a respeito de Espiritismo – não leram sequer “Nosso Lar”, ou se leram, não conseguiram lhe penetrar a essência – me parecem não saber nada de Química.

    Paciência, fazer o quê?! De minha parte, também confesso que muito pouco sei da ciência do irlandês Roberto Boyle – eu mal conheço a fórmula química da água!...

    Negar-se, pois, a tese da Reencarnação no Mundo Espiritual, por não se admitir que os átomos possam, igualmente, sobreviver ao fenômeno da “morte”, voltando a se unirem no Mais Além, para constituírem uma espécie de carne celeste, é não conseguir raciocinar por “dedução” e nem por “indução”.

    Aliás, noutro capítulo de “Nosso Lar”, o de número 9 – “Problema de Alimentação”, André Luiz chega, inclusive, a se referir à grave questão de tráfico de alimentos na cidade espiritual, envolvendo, principalmente, alimentos proteicos.

    Se para bom entendedor, uma palavra basta, e para péssimo entendedor toda palavra é inútil, vamos parando por aqui, esperando que os que menos tiverem a cabeça feita (nada tem a ver com o significado de “cabeça feita” na Umbanda ou no Candomblé) na teimosia e na “política” doutrinária, ponham-se a pensar, porque, afinal, as únicas cabeças que não foram feitas para pensar são as do alfinete, do parafuso e do prego.

     

    INÁCIO FERREIRA

     

    Uberaba – MG, 15 de agosto de 2016.

     

     

     

     



    Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h20
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    FAÇO QUESTÃO

     

    Faço questão:

    Que o sangue que corre em minhas veias seja a mistura de todas as raças...

    Que a minha pele seja policromática...

    Que a tua dor, ou a tua alegria, seja minha também...

    Que os meus sonhos sejam os mesmos que os teus...

    Que a tua crença em Deus seja o meu altar...

    Que a tua voz por justiça encontre eco na minha...

    Que a tua luta seja aquela que luto...

    Que o meu corpo seja um pedaço do teu e a tua alma o complemento da minha...

    Faço questão:

    De ser homem e de ser mulher...

    De ser criança e de ser velho...

    De falar em todas as línguas, mesmo naquelas que já morreram...

    De aprender contigo um pouco do muito que não sei...

    De juntar-me a ti na rebeldia de derrubar muros e fronteiras...

    De sofrer as discriminações que sofres...

    De mendigar o pão que mendigas...

    De ter nascido do ventre humilde e pobre que te gerou...

    Faço questão:

    Que os teus medos sejam os meus...

    Que a minha felicidade não exista sem a tua...

    De não seguir à frente, deixando-te ficar...

    De ser um refugiado como és...

    De não consentir que me ames em vão...

    De dividir contigo o meu pão...

    De sentir-me abraçado por teus braços...

    De nos unirmos às plantas e aos bichos...

    Faço questão:

    Que saibas que, também, sou morador de rua...

    Sou travesti...

    Sou prostituta...

    Um biscate qualquer...

    Um esmoler sem nome...

    Sou o menino drogado dali da esquina...

    O homem caído mais adiante...

    A mulher ultrajada...

    Enfim, desde que eu possa ser teu irmão,

    Ou tua irmã,

    E que tu meu irmão,

    Ou irmã, possa ser,

    O que quiseres que eu seja

    Faço questão de ser!...

     

    INÁCIO FERREIRA

     

    Uberaba – MG, 8 de agosto de 2016.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     



    Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h21
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    “... AO DARES UM BANQUETE...”

     

    Falando aos discípulos, logo após ter entrado num sábado na casa de um dos principais fariseus para comer pão, Jesus foi incisivo: “Antes, ao dares um banquete convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos...”

    O Mestre, ao que se percebe, indiretamente, recomendou que os hipócritas fossem deixados de lado, ou seja, não deveriam ser convidados à mesa.

    Notemos, ainda, que o convite deveria ser direcionado aos reais necessitados, e não aos que aparentassem humildade, inclusive, fazendo constar de Sua lista proibitiva os amigos, os irmãos, os parentes, os vizinhos ricos...

    Os convidados para o banquete, a fim de que não tivessem meios de retribuir – com lisonja, elogio barato, amizade interesseira, etc –, deveriam ser os pertencentes às classes menos privilegiadas em todos os aspectos.

    Repetindo, ele não recomendou que os invejosos e os maledicentes, os que se julgam poderosos e os orgulhosos fossem chamados para banquetear-se conosco na intimidade de nossa casa.

    Aliás, noutra passagem, a da Parábola da Festa de Núpcias, o rei, ao se deparar com um “penetra” na festa de casamento de seu filho, por ele não estar trajando a túnica nupcial, mandou que os seus servos simplesmente o colocassem para fora da cerimônia...

    Tais conjeturas, com base nas severas advertências do Senhor, fazem-me lembrar de um episódio contado por Chico Xavier, quando, evidentemente, ele ainda se encontrava encarnado.

    Desencarnara o presidente de certa Instituição Espírita. No passado, haviam eles mantido estreita relação de amizade, inclusive epistolar, até que, por questões que agora não nos compete mencionar, romperam com o seu relacionamento de vários lustros.

    Desencarnado, logo após desembaraçar-se de seus comprometimentos cármicos mais imediatos, o referido presidente, viajando pelo Espaço, veio ter à cidade de Uberaba, profundamente arrependido de determinadas posturas adotadas por ele em relação ao médium e ao seu trabalho.

    Queria conversar com Chico e pedir-lhe desculpas, ou, para falar mais claramente, perdão! Deixara que o cargo lhe subisse à cabeça, e embora os relevantes serviços prestados à Causa, colocara os pés pelas mãos. Agira de modo arbitrário e elitista.

    Um dos espíritos colaboradores da equipe de Emmanuel, sempre de plantão na residência de Chico, informou-lhe que fulano de tal, que permanecia do lado de fora da casa, desejava entrevistar-se com ele.

    A resposta do devotado médium, que, à época, houvera sido bastante menosprezado, não se fez esperar:

    - Diga a ele que agora, infelizmente, não posso, e que eu só voltarei a conversar com ele no Mundo Espiritual!...

    Embora todos os seus títulos, o presidente da renomada Instituição não seria admitido à ceia de luz, da qual, diariamente, na residência de Chico Xavier, os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos participavam sem nenhuma restrição.

    Passados quase quinze anos da desencarnação de Chico, sinceramente, de minha parte, não sei se o nosso ilustre confrade, em espírito, já conseguiu se avistar com o nosso Codificador, que, como não poderia ser diferente, sempre andou com a sua agenda muito ocupada.

    Diante do exposto, sinto informar que, embora sendo eu muito pobre para oferecer um banquete em minha residência, os hipócritas jamais se sentarão à minha mesa para comer arroz e feijão comigo.

    Todavia, igualmente, informo que as portas de meu domicílio espiritual estarão sempre abertas aos amigos sinceros, que, desde já, sintam-se convidados para, um dia, se dignarem vir comer de meu pão em minha companhia e de meus bichanos.

     

    INÁCIO FERREIRA

     

     

    Uberaba – MG, 1 de agosto de 1016.



    Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h12
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