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    MEDIUNIDADE NA INTERNET
    - Blog do Dr. Inácio Ferreira -
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    FRATERNA CONVOCAÇÃO

     

    O Espiritismo, em sua característica progressiva, necessita avançar, mesmo porque, a menos que queira se nivelar às doutrinas secularmente estacionárias, não lhe sobra alternativa.

    Avançar, sem perder, é claro, a sua condição de Consolador, pois, sem o Evangelho, ele será apenas e tão somente um repositório de belas elucidações de natureza filosófica.

    Mais do que conhecer, o homem carece de amar.

    A Humanidade, nos tempos atuais, está a revelar o que o progresso material, por si só, pode representar para ela no que tange ao perigo de autodestruição.

    Neste sentido, endereçamos fraterna convocação aos adeptos espíritas de mente arejada, que não se prendem a dogmas e ortodoxias.

    A Codificação Espírita, que se complementa nas obras mediúnicas da lavra de Chico Xavier, carece de prosseguir se desdobrando, estabelecendo conexões, sobretudo, com a Ciência.

    A expressão atribuída a Kardec de que o Espiritismo haverá de ser científico, ou não sobreviverá, não precisa ser de sua lavra para ser autêntica.

    Na Introdução de “O Livro dos Espíritos”, porém, ele consignou com meridiana clareza que “o Espiritismo é a ciência do Infinito”.

    Mais do que médiuns na psicografia de obras que, em geral, apenas reafirmam os seus Princípios Básicos, a Doutrina está necessitando de estudiosos e pesquisadores, enfim, de pensadores encarnados que lhe ampliem os conceitos.

    O Espiritismo, em seu aspecto científico, com uma ou outra exceção, não está se desenvolvendo por obra de seus seguidores.

    Os “construtores” da Doutrina, em pequeníssimo número, estão sendo sufocados apenas pelos que sabem implodir o acanhado esforço dos que estão procurando algo acrescentar ao seu magnífico edifício.

    Não é lícito que os encarnados permaneçam na expectativa de que toda a Revelação provenha dos desencarnados.

    Carecemos de incentivar, em nossos Centros, maior diálogo em torno dos postulados doutrinários, não deixando que esses mesmos Centros percam a sua característica de escola.

    O Movimento Espírita de difusão da Mensagem da Terceira Revelação, igualmente, precisa ser Movimento de Expansão do Pensamento Espirita em si mesmo.

    Muitas perguntas permanecem sem respostas.

    Pior: muitas perguntas sequer têm sido formuladas com receio das respostas que, para elas, possam ser obtidas.

    André Luiz, através de Chico Xavier, disse que “a ortodoxia no mundo costuma ser o cadáver da Revelação”.

    Não estamos, convém repetir, desconsiderando o valor da Mensagem Espírita, que, sobretudo, nos exorta à renovação íntima. Porém, até o presente momento, as pesquisas, por exemplo, sobre Reencarnação e Mediunidade, têm se mostrado excessivamente tímidas.

    Os críticos de Doutrina agem movidos pelo “achismo” – opiniões pessoais que, não raro, ocultam intenções menores, esquecidos de que a Verdade não pode ser tomada de assalto.

    Estamos, todavia, esperançosos na nova geração de espíritas, que, a pouco e pouco, naturalmente, há de substituir os que tendem à igrejificação do Espiritismo, com pretensão a seus “bispos” e “cardeais”.

    Convocamos, pois, a todos os irmãos e irmãs de boa vontade, sem comprometimento com políticas doutrinárias de bastidores, a que nos unamos pela libertação do Pensamento Espírita, não consentindo na sua elitização e, muito menos, no “controle pessoal” que alguns encarnados querem ter sobre ele, esquecidos de que o “espírito sopra onde quer”!...

     

    INÁCIO FERREIRA

     

    Uberaba – MG, 25 de julho de 2016.

     

     



    Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h19
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    DIFERENTES NÍVEIS DE OBSESSÃO

    (OBSESSORES “PÉ DE CHINELO” E DE “COLARINHO BRANCO”)

     

    Em “O Novo Testamento”, deparamo-nos com diferentes episódios de influenciação espiritual nociva, deixando evidentes que, de fato, são diferentes os níveis de obsessão que podem acometer as criaturas encarnadas, de acordo com a natureza dos espíritos que lhe são causadores.

    Inicialmente, analisemos o episódio do obsidiado de Gadara, que vivia atormentado por uma “legião” de entidades infelizes que, inclusive, o obrigavam a viver entre sepulcros.

    Os espíritos que atormentavam aquele homem, ao que tudo indica, eram os de mais baixa condição, tanto assim é que, segundo a narrativa de Lucas, “os demônios saído do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do lago, e se afogou.” Os porcos, que alguns estudiosos afirmam não existir naquela região, eram considerados impuros pelos judeus, tendo Moisés, em Levíticos, capítulo 11, versículo 7, proibido que a sua carne fosse consumida: “Também o porco, porque tem unhas fendidas, e o casco dividido, mas não rumina; este vos será imundo.”

    Os obsessores do possesso de Gadara, salvo melhor interpretação, viviam nas regiões subcrostais, ou seja, no interior da Terra – o que, através das obras de André Luiz, notadamente “Libertação”, nos será dado mais facilmente compreender. O vampirismo exercido por eles era da ordem mais primitiva, visto que, ao que nos parece, visavam, com exclusividade, sugar o princípio vital de sua vítima, fazendo pasto de seu corpo a fim de se saciarem em seus animalescos apetites.

    Do episódio envolvendo o gadareno passemos, agora, a refletir em torno da controvertida tentação de Jesus, que, de acordo com Mateus, no capítulo 4 de suas anotações, teve como palco o denominado Monte da Quarentena, em pleno deserto.

    O espírito tentador do Cristo revela-se ardiloso, possuidor de considerável capacidade intelectual, visto que chega a tentá-Lo com as letras das Sagradas Escrituras, argumentado ao transportá-Lo para o pináculo do templo: “Se és filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.” Ele cita os Salmos, no capítulo 91, versículos 11 e 12. Vejamos, pois, que o tentador, além da arte de sofismar, era versado nas Escrituras!...

    Mais do que claro, pois, que, se os espíritos que perturbavam o gadareno vinham “de baixo”, o tentador de Jesus provinha “de cima”.

    Os obsessores do homem gadareno se revelam totalmente desprovidos de poder para algo oferecer em barganha e, portanto, sequer tentaram “negociar” com o Mestre a sua permanência naquela situação degradante. Já o tentador do Monte da Quarentena, ao conduzir o Senhor ao cume de um monte muito alto, tenta suborná-Lo, dizendo ao mostrar-Lhe “todos os reinos do mundo e a glória deles.”: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.”

    Não acreditemos, portanto, que todos os espíritos obsessores, que atormentam os homens na Terra, provenham das consideradas regiões inferiores do Mundo Espiritual, visto que, muitos deles, aquartelam-se em Dimensões, das quais, segundo André Luiz, em “Libertação”, “buscam, acima de tudo, a perversão dos processos divinos que orientam a evolução planetária.”

    Obsessores “pé de chinelo”, em sua miséria, existem aos montes perambulando pelas ruas das cidades, atuando no campo da obsessão individual, no entanto, aqueles que podemos chamar de “colarinho branco”, que, dos homens encarnados e desencarnados, pontificam nas altas esferas, são os obsessores da coletividade.

    Os obsessores do gadareno, embora obsessores fossem não deixaram de se aproximar com respeito do Divino Mestre, mas o outro, o tentador, se Lhe mostrou com toda a sua desfaçatez e ironia, destituído mesmo até da autocrítica de quem estivesse oferecendo tudo a Quem já era dono de tudo.

     

    INÁCIO FERREIRA

     

    Uberaba – MG, 18 de julho de 2016.   

     

     

     

     



    Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h25
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    O “SUCESSO” DOS CRÍTICOS

     

    Triste e lamentável que esse ou aquele companheiro de Ideal, para alcançar o que interpreta por “sucesso” no campo doutrinário tenha que recorrer a critica em torno do esforço alheio.

    Irmãos e irmãs que, desconhecendo o próprio valor, ainda passível, claro, de desenvolvimento, buscam projeção tecendo maledicentes comentários sobre a produção literária de autores encarnados e desencarnados.

    Sob o pretexto de defenderem a tão propalada pureza doutrinária, encomendam artigos de combate a terceiros, acovardados de oferecerem à própria cara a tapa, ou, então, numa explícita confissão de sua incapacidade intelectual para o fazerem por si mesmos.

    Em meu tempo de espírito encarnado, eu também me deparei com semelhante mediocridade, quando, pretensos confrades, a fim de se abstraírem no anonimato em que viviam, careciam de malhar os artigos e livros que, para escrever, me requisitavam boa cota de tempo e consumo de fosfato.

    Digo-lhes, no entanto, que nunca pude identificar em nenhum deles, nesses teóricos da Doutrina, a coragem, por exemplo, de se alistarem como voluntários numa Casa de Caridade para lavaram as sujas nádegas de pequerruchos órfãos e de pobres idosos abandonados pela família.

    Nunca pude constatar, repito, em nenhum deles, o Evangelho do Cristo vivenciado na prática, posto que, quase sempre, efetuavam os seus comentários malsãos acomodados em suas poltronas giratórias, trancados em seus gabinetes, à distância daqueles que passam fome na periferia das cidades em que residem.

    Nunca pude, verdadeiramente, avaliar-lhes o currículo moral, visto que, muitos deles, como relés “batedores de carteiras”, viviam de surrupiar o prestígio de confrades bem intencionados, na perseguição sistemática que lhes moviam através de sua boca caluniosa.

    Habituei-me a eles e, por eles, desenvolvi certo sentimento de compaixão, por reconhecer-lhes a sistemática vocação para pigmeus do espírito, visto que, equivocadamente, sempre imaginaram que pudessem crescer à custa de amputar as pernas daqueles que sempre lhes inspiravam insuperável complexo de inferioridade.

    Por isto, meu caro, não ligue maior importância ao que se disse e ao que se diz, ou, ainda, ao que se dirá, a respeito do trabalho que, em parceria, intentamos desenvolver sem o menor propósito de incomodar as consciências verdadeiramente tranquilas.

    Somadas as nossas duas idades, eu e você, fora do corpo e no corpo, contamos com quase duzentos anos, e, portanto, não somos mais crianças capazes de se intimidarem com a história do “lobo mau”, que, mesmo depois de reencarnado, não desiste de devorar o “chapeuzinho vermelho”...

    Esse pessoal, que se imagina “donos” da Doutrina, assalariados pelo não sei o quê e por quem não sei – e não quero saber! –, certamente, acredita que recuaremos ao seu simples bater de pé, quando, ao longo do tempo, já nos habituamos a trabalhar com a faca de afiadas baionetas espetada ao peito...

    Se não os ignoramos aqui nestas linhas de hoje é porque sabemos que, furtivamente, às escondidas, eles nos leem, sistematicamente, todas as segundas-feiras, a fim de se ilustrarem em sua ignorância ou, então, para se perturbarem um tanto mais no sentimento de inveja, que, a pouco e pouco, os vêm consumindo pelas entranhas.

    Coitados! Recomendamo-los em nossas orações, conforme eles mesmos vivem propalando, aos ferrenhos obsessores que nos perturbam, visto que até mesmo o direito de orarmos a Deus, nosso Pai de Infinita Misericórdia, eles nos retiraram.

    Quanto a nós outros, meu caro, vamos para o teclado do computador porque, antes de você deixar a carcaça, temos o compromisso de continuar acordando os que estão dormindo, ou àqueles, que estando de olhos arregalados, sofrem com os inúmeros pesadelos que os acometem a qualquer hora do dia e da noite.

    Antes, porém, de encerrarmos, recitemos a eles, aos nossos críticos contumazes, estrofes que o gênio de Castro Alves, de improviso, dedicou a uma dama que lhe havia desdenhado o convite para uma valsa:

    “De nada vale o que tens

    Que não me podes comprar;

    Ainda que possuísses

    Todas as pérolas do mar!

    És fidalga? – Sou poeta!

    Tens dinheiro? – Eu a completa

    Riqueza no coração;

    “Não troco uma estrofe minha

    Por um colar de rainha

    Nem por troféus de latão.”

     

    Obs: Alguns historiadores atribuem a autoria dos versos de "Orgulhosa" ao poeta Trasíbulo Ferraz Moreira.

     

     

    INÁCIO FERREIRA

     

    Uberaba – MG, 11 de junho de 2016.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     



    Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h18
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    REENCARNAÇÃO E DESENCARNAÇÃO

    (Outras Reflexões)

     

    O espírito, em geral, reencarna sem lucidez.

    Esquece o passado.

    Duvida da existência do Mundo Espiritual de que procedeu.

    Ignora o seu transcendente destino.

    Vive espiritualmente adormecido.

    Confunde-se com o corpo físico.

    Do berço ao túmulo, realiza quase insignificante progresso.

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    O espírito, em geral, desencarna sem consciência do fenômeno.

    Olvida o pretérito.

    Na maioria das vezes, permanece dormindo.

    Chega a duvidar de que tenha “morrido”.

    Prossegue ignorando o seu glorioso futuro.

    Continua a confundir-se, agora com o seu corpo espiritual.

    Do túmulo a novo berço, a sua evolução é lenta.

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    No livro “Os Mensageiros”, capítulo 22 – “Os Que Dormem” –, eis interessante elucidação de André Luiz, sobre a maioria dos espíritos que, pela desencarnação, deixam o corpo físico: “Muitos penetram nossas regiões de serviço, como embriões de vida, na câmara da Natureza sempre divina. Um amigo nosso costuma designá-los por fetos da espiritualidade...”

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    “Embriões de vida”!...

    “Fetos da espiritualidade”!...

    Eles existem no corpo carnal e fora dele.

    Ainda segundo André Luiz, que registrava explicações de Aniceto, eles “dormem, porque estão magnetizados pelas próprias concepções negativistas; permanecem paralíticos porque preferiram a rigidez ao entendimento...”

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    Nem todo espírito encarnado crê na existência do Mundo Espiritual e nem todo espírito, mesmo estando desencarnado, acredita que a vida prossegue para além da Terra.

    Muitos dos que não dormem, porém desencarnados, imaginam, ainda estar vivendo na Crosta.

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    Concluímos que, para grande número de espíritos, os fenômenos da desencarnação e da reencarnação, a repetirem-se, em círculo vicioso, são meros episódios periféricos.

    Não lhes alteram a realidade íntima substancial.

    Daí o estranho fenômeno de o espírito encarnado recordar-se de uma existência pregressa vivida na Terra, e não recordar-se de seu tempo de permanência no Mundo, ou Planeta Espiritual.

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    No livro “Nosso Lar”, no capítulo 1, André Luiz, descrevendo a sua própria experiência de espírito recém-desencarnado, afirma peremptório: “Enfim, como a flor de estufa, não suportava agora o clima das realidades eternas. Não desenvolvera os germes divinos que o Senhor da Vida colocara em minhalma. Sufocara-os, criminosamente, no desejo incontido de bem-estar. Não adestrara órgãos para a vida nova.”

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    “Não adestrara órgãos para a vida nova.”!...

    Que órgãos seriam tais?...

    Principalmente o órgão cerebral, ou seja, a mente, que, ao ser desenvolvido, nos ensejará separar a ilusão da existência física da realidade da Vida Espiritual.

    Assim como, na Terra, pouco se admitem na condição de espíritos reencarnados, poucos, no Mundo Espiritual, se reconhecem na condição de espíritos desencarnados.

     

    INÁCIO FERREIRA

     

    Uberaba – MG, 4 de julho de 2016.

     

     

     

     

     



    Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h25
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