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MEDIUNIDADE NA INTERNET
- Blog do Dr. Inácio Ferreira -
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O SILÊNCIO DOS INTERNAUTAS

 

Em relação à matéria que fizemos publicar, na semana anterior, nas páginas deste Blog, compreendo, sim, o silêncio de alguns internautas.

Questão de livre arbítrio, que, evidentemente, respeito.

Preferiram não opinar claramente.

Optaram por evitar a polêmica.

Não quiseram levar adiante assunto tão delicado.

Contudo, no que se refere a livre arbítrio, claro que todos sabem – ou, pelo menos, os de mente mais lúcida – que eu também tenho meu.

Desencarnei, mas não morri.

E ainda estou longe de transcender a minha condição humana.

Sou uma pessoa fora do corpo, e, talvez, eu tenha me cansado de ficar em cima do muro...

Certa vez, quando ainda tentava me equilibrar sobre o frágil muro de taipa das opiniões contraditórias, extremamente exausto, clamei aos céus: - Senhor, eu estou cansado de ficar em cima do muro...  Naquele exato instante, tive a impressão de ouvir uma voz, que, ecoando do Infinito, chegou aos meus ouvidos: - Então, desce Inácio!...

E eu desci! – não sei se do lado que deveria descer, mas desci, e não pretendo mais subir, mesmo porque nunca tive vocação para equilibrista.

Por isto tudo, e muito mais, é que, aproveitando a fervura do caldeirão das ideias, desejo hoje tratar de outro assunto, envolvendo a delicada questão da Mediunidade – ou melhor, a delicada questão dos médiuns.

Ouço, vez e outra, ou leio, aqui e ali, o anúncio de que tal médium de psicografia estaria a receber as ditas “cartas familiares” sem necessidade alguma de qualquer entrevista prévia com os seus destinatários encarnados – sem nem uma conversinha sequer.

Trata-se de uma inverdade.

Desculpem se, involuntariamente, estou chutando a canela de alguém.

Dificilmente, com extrema raridade – e coloque você raridade nisto! –, um médium de psicografia consegue grafar uma mensagem convincente de um familiar desencarnado àquele outro que ainda esteja na Terra, sem, pelo menos, algumas informações básicas que lhe sirvam para estabelecer sintonia.

O médium que, hoje em dia, pode ser classificado de autenticamente mecânico, em todos os transes a que se submete, é mais raro do que honestidade de político...

Infelizmente, o que anda acontecendo com muitos médiuns que se entregam à chamada tarefa do “consolo”, é que, por si mesmos, ou, então, através de seus assessores, eles têm acesso às informações detalhadas que, na limitada compreensão deles, emprestariam autenticidade ao comunicado.

Alguns, segundo estou sabendo, antes da sessão de psicografia, a fim de colherem dados, inescrupulosamente, chegam a consultar a Internet...

Pasmem!

E tornem a pasmar mais ainda!

Ora, para que este tipo de fraude?! Tais “médiuns” estariam à procura de quê?! Fama?! Notoriedade?! Viagens de graça ao Exterior?! Hospedagens em hotéis elegantes e banquetes em restaurantes caros?!...

Vou lhes dizer uma coisa: o pensamento do espírito na cabeça do médium é igualzinho a transplante de órgãos – se não houver compatibilidade entre doador e receptor, não funciona!

E para encurtar a conversa, que, certamente, há de render muito, Mediunidade, tanto para quem seja médium quanto para quem não seja, é pegar ou largar!

Vejamos o que escreveu Paulo, em sua Primeira Carta aos Coríntios, capítulo 14, versículo 22: “... a profecia não é para os incrédulos, e, sim, para os que crêem.”

No mais, tenho dito.

Quem quiser continuar expondo o Espiritismo, e a Mediunidade, ao ridículo, como se as pessoas fossem tolas, que continue e arque com as consequências.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 20 de abril de 2015.

 

 

 

  



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h06
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ESTÁ UMA COISA HORROROSA!

 

Sim, está uma coisa horrorosa – ridícula até!...

Uma comicidade...

Falta de juízo, ou sei lá o quê...

Ao que estou me referindo?!

Aos inúmeros comunicados mediúnicos, supostamente atribuídos a Chico Xavier, em diversos Centros Espíritas, com imitação de voz e tudo o mais – tem gente usando até a boina dele...

Ora, não menoscabem a mediunidade deste jeito!

Não a enlameiem!

Não a prostituam!

Chico Xavier pode se comunicar mediúnicamente?! Claro que pode! Nunca existiu senha nenhuma...

Quem atravessou a vida se comparando a um “cisco” não haveria de deixar senha para, postumamente, ser identificado!

Chico se encontra trabalhando no Mundo Espiritual?! Claro que sim, e muito mais do que trabalhava na Terra – se isto, no caso dele, evidentemente se fizer possível, pois o “homem” só parou para desencarnar!

Chico, em espírito, poderia, então, esporadicamente, envolver esse ou aquele companheiro de Ideal, que, dessa maneira, pudesse se sentir inspirado por ele em certa tarefa?! Claro! Por que não?! Aliás, a rigor, toda inspiração que recebemos no bem que nos compete fazer procede do Cristo – e não do Chico!

Agora, o que, realmente, está sendo um absurdo é essa transfiguração de dezena de médiuns, homens e mulheres, que, inclusive, andam postando comunicados atribuídos a Chico na Internet – voz e trejeitos de Chico Xavier, menos a sabedoria de Chico!

Soube até que outros “médiuns” – aqui, propositalmente, vou colocar as palavras entre aspas –, em determinados Centros Espíritas, andam “incorporando” Chico Xavier por duas, três, quatro horas seguidas – com o Chico dando consultas e receitando para o povo...

Ora, párem com isto!

Por que vocês não “incorporam” um Chico qualquer?! Por que tem que ser o Xavier?!

Isto não é mais falta de mediunidade – já é falta de imaginação!

Conheço médiuns que, de público, afirmam que o Dr. Bezerra de Menezes, aparecendo a eles, começou a dar opinião na camisa que deveriam, ou não, vestir...

E o povo, freneticamente, bate palmas!

E, assim aplaudidos, tais médiuns vão para a galera...

Sinceramente, eu me sinto avexado!

Fico sem saber onde por a minha cara defunta com vergonha daqueles que não são espíritas...

Meu Deus! Isto é circo! Isto é palhaçada com atores sem o menor talento para o tablado de qualquer circo de lona barata...

Párem com isto!

Vão trabalhar na periferia, atendendo aos pobres por vocês mesmos! Ninguém chegará “incorporado” ao Céu...

Chega de imitação e plágio no Espiritismo!

Na Doutrina, a mediunidade está precisando ser saneada...

Nossa! Cadê a nossa Fé Raciocinada?!...

Muita gente está engolindo de tudo, até...

Bem, eu vou parar por aqui, porque eu não quero que ninguém engula o que eu tencionava escrever.

 

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 13 de abril de 2015.

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 04h52
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PROCESSE-A!

 

Naturalmente, as perguntas que nos são encaminhadas por nossos amigos da Terra versam sobre os mais diferentes assuntos – algumas são pertinentes a assuntos de natureza doutrinária, outras são de ordem pessoal.

Tanto quanto possível, tenho me abstido de entrar em assuntos de natureza pessoal, mesmo porque não disponho de tempo para individualizar orientações, tomando decisões por terceiros – decisões, evidentemente, pertinentes ao livre arbítrio de cada um.

Contudo, tempos atrás – não faz muito –, um querido amigo, ao nos escrever em sigilo, expôs a questão que tento resumir abaixo.

- Dr. Inácio – consultou-nos ele –, fiquei sabendo que, em determinado país da Europa, uma confreira escreveu uma obra acusando-me de ser homossexual... O que o senhor, com a sua experiência e bom senso, teria a me dizer? Fico quieto, calado, ou tomo alguma atitude de ordem jurídica?!...

E aqui, através destas minhas palavras, pedindo licença a vocês, tomo a liberdade de dizer a ele sem hesitar um só instante: - Processe-a!...

Processe-a, exigindo dela uma reparação, não de ordem financeira, que você não precisa de dinheiro... Exija, por exemplo, que o livro dela seja recolhido das bancas e que, de próprio punho, por pedido de desculpas, ela faça uma declaração, publicando-a nos principais jornais do referido país, e ainda solicite, como indenização, que ela lhe pague dez viagens ao Exterior...

Vá conhecer a Europa toda por conta dela!

Processe-a, meu caro, porque a verdade é que muitos espíritas, em suas críticas a esse ou aquele, estão passando das medidas... E se alguém vier lhe falar em caridade, não ouça – porque fazer justiça, quando a justiça se faz necessária, também é caridade! Às vezes, mandar alguém para detrás das grades, para que esse mesmo alguém não continue em sua vida de crimes, é caridade das maiores!...

Em nome da caridade, por exemplo, pode-se ignorar o que a quadrilha do “Petrolão” tem feito ao Brasil?!

Certa vez, ouvi de Chico Xavier o seguinte. Uma senhora se aproximou dele e falou: - Chico, Jesus recomenda que a gente, ao apanhar numa face, ofereça também a outra... Mas, e quando já apanhamos nas duas faces, como é que fica?!...”

À época, o Chico nos disse que a pergunta dessa senhora foi uma pergunta que ficou no ar, ou seja: ele não pode respondê-la! Ela já havia apanhado numa face, oferecido a outra e apanhado também...

Então, os espíritas, que vivem criticando os outros pela Internet, e quejandos, precisam saber que não podem, e não devem extrapolar, pois, caso contrário, serão processados!

Eu, por exemplo, já orientei este médium aqui, que tem apanhado igual à bengala de cego... Enquanto não lhe ferirem a moral – a dele ou a da família dele – vai aguentando, porque, dos ignorantes, alguma coisa a gente tem que aguentar mesmo – mas se, porventura, lhe ferirem a moral, acione a justiça, e não recue.

Isto é indispensável! Discriminação racial, social, sexual, etc., tem que ser resolvida na justiça dos homens – é para isto que os tribunais existem, e os advogados também!...

Portanto, eu lhe digo novamente: processe-a, sem demora! Não importa a sua condição de mulher e nem a idade dela! Ela é louca?! Exija uma atestado do psiquiatra dela e o faça publicar?! Ela está obsidiada?! Processe a ela e a legião que a acompanha! O obsessor, quando não é um coitado a pedir hospitalização, é um marginal que também merece cadeia!...

Se o Evangelho não tem sido o bastante para que os espíritas aprendam a ter respeito uns pelos outros, recorramos ao Código Penal!

E tenho dito.

Escrevi e assino embaixo para que os hipócritas possam ler.

Obs: Desculpe-me eu não ter como reconhecer a firma e autenticá-la em Cartório!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

 

Uberaba – MG, 6 de abril de 2015.

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h04
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DE SÉCULO E MEIO PARA CÁ

 

Sem dúvida que, de século e meio para cá, muito tem sido dito sobre o Mundo Espiritual, que, antes, era uma verdadeira incógnita.

Allan Kardec foi o desbravador da Imortalidade!

“O Livro dos Espíritos” revolucionou todas as concepções de Vida após a morte.

Depois de algum tempo, a partir da década de 40, com Chico Xavier, um pouco mais da “ponta do véu” foi levantada – o Mundo Espiritual foi se nos tornando mais nítido em seus contornos.

Todavia, muito ainda há para ser revelado e conhecido.

Por mais que nós, os desencarnados, procuremos fazer mais luz em torno da realidade do espírito, para além do sepulcro, esbarramos com as limitações mediúnicas que nos são oferecidas.

Ideias preconcebidas e o receio da crítica fazem com que os médiuns se encolham diante de comunicados um pouco mais ousados.

E não somente isto – poucos, igualmente, são os espíritos comunicantes aptos a transmitirem as suas percepções da realidade, sem distorcê-la.

O Mundo Espiritual não é Mundo Espiritual – são Mundos Espirituais! - “Há muitas moradas na casa de meu Pai.” Infinitas moradas, quase tantas quanto são as condições em que a mente seja capaz de plasmá-las ao seu derredor...

Mundos criados por espíritos que estão vivendo no Passado – vide a obra “Libertação”, de André Luiz.

Mundos criados por espíritos que estão vivendo no Futuro – vide a obra “Nosso Lar”, do mesmo autor espiritual.

Mundos rentes, abaixo e acima da Terra!

Mundos espirituais que se projetam da Terra, e que projetam a Terra – Mundos espirituais que se projetam de outros orbes, e que projetam tais orbes.

Todos eles, evidentemente, entrelaçados – interligados – conectados – irmanados – solidários.

“Uma borboleta bate as asas em Tóquio e, dias depois, chove no Central Park, em Nova York.”

Espíritos existem que, ao desencarnarem, olham com certa indiferença para a Terra – não por sentimento de indiferença, mas por desapego – por que sabem que os que sobre ela ficaram não haverão de morrer, e que nada que sobre ela existe é eterno!

Outros, infelizmente, simplesmente dormem, e acordam em um novo corpo físico! Pode ser aqui, ali, além, alhures... Não necessariamente no seio da mesma família consanguínea e, talvez, nem pertencentes à mesma raça.

O espírito pertence ao Universo e o Universo a ele!

A fim de que nos sintamos ajustados e felizes, todos, estejamos encarnados ou não, carecemos de ter essa compreensão.

Em sua mente, subindo degraus, o espírito, sem sair da Terra, pode vislumbrar, não dizemos toda a luz, mas significativos reflexos da luz da Verdade – reflexos de luz que, na maioria das vezes, as letras do alfabeto humano não são capazes de traduzir!

Compreendam, pois, que o Mundo Espiritual não está lá – não está aqui, mas, sim, ao derredor de vocês e de nós! É aí que ele começa, ou que ele se prolonga!...

As nossas descrições do Mundo Espiritual – quem ler, entenda – são tímidos clichês do Infinito da Vida – é pequena porção de água do oceano dentro de um aquário, dando a quem o possui a ilusão de ter o oceano inteiro dentro de casa!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 30 de março de 2015.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h11
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PENSANDO EM VOZ ALTA...
JESUS SERIA FILHO UNIGÊNITO, OU PRIMOGÊNITO DE DEUS?

 

Inicialmente, peço a vocês que me desculpem pela ousadia, pois sempre pensei que qualquer discussão em torno da genealogia espiritual de Jesus Cristo, inclusive de Sua natureza, não passa de mera especulação de pobres batráquios a respeito do Sol...
Não obstante, a questão da Unigenitura de Jesus, bem como de sua Primogenitura, sempre vem à baila, e, embora eu não passe de um batráquio imerso no charco, não consigo evitar a minha admiração pelo brilho do astro-rei.
Afinal, segundo o raciocínio espírita, Ele seria Filho Unigênito, ou Primogênito de Deus?!
Para os menos afeitos a tais conceitos, vamos lá. Unigênito, segundo o dicionário, significa único Ser gerado (no caso de Jesus, Filho único de Deus). Então, claro, nós, os demais, seríamos bastardos, ou, para nos servirmos de terminologia mais leve, adotivos!
E Primogênito?! O que significa?! Ainda segundo o dicionário, quer dizer o “primeiro” – o seu primeiro filho gerado, por exemplo, é o seu primogênito, mas que pode não ser o único. Há um caso famoso no Antigo Testamento, mais propriamente no livro de Gênesis (27-34), no qual Esaú, por um prato de lentilhas, vendeu a sua primogenitura a Jacó! Errou Esaú que a vendeu, e errou Jacó que a comprou!...
Seria Jesus Cristo, o Lógos, ou o Verbo, o Primeiro Filho de Deus?! – o Primeiro espírito a ser criado por Ele?! Realmente, então, o Seu primogênito?!  
Creio que, sob o prisma da Fé Raciocinada, a ideia da Primogenitura do Cristo seja mais lógica que a de sua Unigenitura! Nada impede que Ele seja um dos espíritos mais antigos da Criação Divina! Emmanuel, em várias de suas obras, mas, principalmente, em “A Caminho da Luz” e “O Consolador”, nô-Lo mostra na condição de Cocriador da Terra! Portanto, Ele seria espírito Cocriador – aliás, como o Espiritismo admite que, igualmente, todos nós sejamos! André Luiz, no primeiro capítulo de “Evolução em Dois Mundos”, se refere aos espíritos Cocriadores em Plano Maior!
Com base no exposto, como interpretarmos o que João nos diz no capítulo 3, versículo 16, de seu Evangelho, a respeito do Cristo?! “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
João estaria em contradição com Paulo que, na Epístola aos Colossenses, capítulo 1, versículo 15, afirma que “Ele (Jesus) é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.”
Não há quem possa, ao mesmo tempo, ser unigênito e primogênito!
Quem estaria certo, João ou Paulo?!
O feio batráquio aqui acredita que tanto João quanto Paulo, na ânsia de externarem a sua grande reverência ao Senhor, quiseram colocá-Lo no mais alto patamar da Criação Divina, quase à altura de Deus – um como único, e o outro, como primeiro!
Talvez, ambos tenham extrapolado...
Ao ensinar-nos a orar, proferindo o “Pai nosso”, Jesus demostrou que não é Filho unigênito, porque o Pai é “nosso”, e não apenas Dele!
Quanto à transcendente questão da primogenitura, ela, convenhamos, é mais plausível, de vez que o próprio Cristo, também no Evangelho de João (8-58), chega a declarar: “... antes que Abraão existisse, eu sou.”!
Contudo, como defende Emmanuel, e os Espíritos Superiores, em “O Livro dos Espíritos”, Jesus, talvez, apenas tenha sido um espírito que fez a sua caminhada em “linha reta” para Deus... Espíritos tão antigos, ou quase tão antigos quanto Ele, podem ainda estar por aí, traçando linhas sinuosas na infinita estrada da evolução!...
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 23 de março de 2015.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 08h12
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ESPÍRITO TEM DEPRESSÃO?!

 

Devido à matéria que fizemos publicar neste blog, no último dia 23 de fevereiro, alguns amigos, naturalmente preocupados conosco, nos escreveram imaginando que estivéssemos sofrendo de depressão.

Antes de tratarmos do assunto – se espírito desencarnado pode, ou não, ter estados depressivos –, preciso tranquilizar a todos dizendo que, felizmente, estou muito bem.

Contudo, não haveria nada demais se, porventura, eu me visse aqui, no Mundo Espiritual, acometido de depressão, ou de outro estado transitório de abatimento psicológico – afinal, espírito é, ou não, gente?!

Aliás, se assim posso me expressar, a chamada “depressão” é a mais espiritual, e humana, das enfermidades que pode acometer o homem, seja na Terra ou fora dela.

Estados depressivos transitórios, praticamente, não há quem não os experimente – quando tais estados se tornam crônicos, aí sim, eis que se caracterizam por situações preocupantes, requisitando, por vezes, intervenções médicas as mais variadas.

Nas páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, mais propriamente no capítulo V, “Bem-Aventurados os Aflitos”, há uma mensagem, de François de Genève, intitulada “A Melancolia”. Evidentemente, não é o meu caso, mas espíritos superiores, igualmente, podem experimentar, de quando a quando, certos estados de divina tristeza.

- De “divina tristeza”, Doutor?! – eis que alguém poderá estar me indagando neste momento.

- Sim – respondo sem rodeios. – Porventura, no episódio da ressurreição de Lázaro, irmão de Marta e Maria, quando o Evangelista (João, 11:35) narra que Jesus chorou, teria Ele chorado motivado por alegria ou por tristeza?! Depois, em Mateus (26:37 e 38), no Getsêmani, lemos o registro: “... e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e angustiar-se. Então lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.” Em Lucas (19:41), Jesus chora por Jerusalém – e, por ela, deve estar chorando até hoje –: “Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou.”

Então, meus caros, natural que, mesmo estando mortos, choremos por um familiar, por um amigo, por uma situação de prova pessoal, enfim, pela Humanidade!...

Deste Outro Lado, vocês não fazem ideia do número de pais que choram pelos filhos na Terra! Como choram por si mesmos, de arrependimento pelos erros cometidos na educação daqueles que o Senhor da Vida lhes confiou à tutela!...

Qual espírito que terá se iluminado sem verter muitas lágrimas?!

Eu não sei se os Anjos são desprovidos de glândulas lacrimais, mas desconfio que não.

Não se alarmem, pois, se, um dia, realmente, eu vier a se lhes apresentar em situação deprê... Não é por que nem sempre esteja sorrindo, ou fazendo graça, que eu esteja triste! O que acontece é que, às vezes, a seriedade do assunto tratado não me permite brincar... tanto!

Piada tem hora, não é verdade?!

Hoje, por exemplo, jamais brincaria com um assunto como este – embora a vontade que eu tenha não seja a de chorar de tanto rir, mas, sim, a de rir de tanto chorar!

Chorar pela ignorância de muita gente que ainda vê o espírito como se fosse um ser de tamanha transcendência que, inclusive, se sentisse totalmente desprovido de emoções.

E o pior é que, pelo jeito, muitos desses espíritos estão encarnados na Terra!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 15 de março de 2015.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 07h37
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AS 5 TAREFAS PRIORITÁRIAS DE UM GRUPO ESPÍRITA

 

Tempos atrás, conversando com Odilon Fernandes sobre as tarefas que devem ser consideradas prioritárias num Grupo Espírita, sem muita dificuldade, chegamos a um consenso, relacionando 5 delas:

1ª – Evangelização Infantil

2ª – Mocidade

3ª – Estudo Doutrinário

4ª – Assistência Fraterna

5ª – Mediunidade

Depois, entrando a comentar o assunto, travamos o diálogo que, em síntese, nas linhas abaixo, compartilho com vocês.

- Pois é, Odilon, infelizmente, a grande maioria dos Centros Espíritas está invertendo a lista de suas prioridades espirituais, colocando a prática mediúnica em 1º lugar...

- Contudo, não deveria ser assim, Doutor – respondeu-me. – Não que a tarefa da mediunidade não seja importante, todavia, ela está deixando de ser considerada em maior abrangência...

- Como assim?!

- A Evangelização Infantil é uma prática mediúnica das mais legítimas – tanto quanto cuidar da formação dos jovens que precisam estudar a Doutrina!

- Ah, Odilon, você se recorda da “União das Mocidades Espíritas de Uberaba”?! Quantos jovens nós tínhamos lá conosco, naqueles inesquecíveis encontros de sábado à noite, no Centro Espírita “Uberabense”?! Era uma festa! A gente ouvia palestras, corais se apresentavam, poemas eram declamados...

- Claro que me recordo, sim! Sei que muitos seareiros de nossa Doutrina se formaram lá... E, depois, havia aquele sadio congraçamento entre a Juventude e a Madureza Espíritas! Os jovens aprendiam Espiritismo de maneira descontraída...

- Alegre! – enfatizei. – As nossas reuniões eram leves – nada daquele estudo pesado das Obras Básicas, para o qual, muitas vezes, os jovens ainda não estão preparados! Promovíamos viagens, piqueniques – os chamados “convescotes”...

Fiz uma pausa e prossegui:

- Infelizmente, hoje parece que todo mundo só quer se ocupar de mediunidade – é reunião de cura, de psicografia, de desobsessão... A coisa está desandando por aí! Muito difícil contarmos com a colaboração de alguém que se predisponha à tarefa da Evangelização Infantil, ou da coordenação de uma Mocidade...

- E, neste sentido, penso que o senhor tem razão: o nosso Movimento está em crise! A garotada diminuindo nos Centros, os jovens passando à distância...

- Culpa dos pais e dos dirigentes! – sentenciei sem rodeios.

- Eu não chegaria a tanto, Doutor!...

- Mas eu chego, Odilon! Não se preocupe! Chego e assumo a responsabilidade por chegar: nos Centros Espíritas, em geral, está sendo feito um Espiritismo para adultos, e não para crianças e jovens! Depois, quando a criançada cresce, e começa a dar trabalho, não adianta chorar...

- Se a árvore é conhecida pelos frutos, Doutor...

- Nem me queira falar, Odilon, nem me queira falar! – repliquei pesaroso. – Os frutos produzidos haverão de fazer muito má propaganda das árvores que os geraram!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 9 de março de 2015.

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h09
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FÉ E TRABALHO

 

Muitos irmãos e irmãs nos escrevem desesperados.

Afirmam, inclusive, que têm pensado em suicídio.

Sentem-se deprimidos, sozinhos, sem esperança...

Não se sentem amados!

Dizem estar sem ânimo até para sair de casa, atravessar a rua, fazer uma simples caminhada.

Muitos confessam terem se entregado ao alcoolismo.

Convém, no entanto, que procurem ter serenidade.

O que, na atualidade, anda reduzindo, espiritualmente, muita gente a frangalhos é a falta de FÉ e de TRABALHO!

Não estou me referindo àquela fé menor depositada nas pessoas em geral, nos governantes, nos líderes religiosos...

Não, absolutamente! Estou me referindo àquela FÉ MAIOR que nasce da consciência tranquila pelo dever cumprido – àquela que todo mundo carece desenvolver para consumo pessoal – àquele tesouro que, segundo Jesus, não é acumulado na Terra, “onde a ferrugem e os vermes os comem e onde os ladrões os desenterram e roubam”...

O mundo está repleto de ladrões de fé!

Daqueles que, vivendo à margem da Lei Divina, em tudo quanto fazem, e dizem, inspiram apenas descrença, apatia, desânimo, tristeza...

Daqueles que não nos apontam caminhos para o alto, mas sim atalhos para o abismo...

VOCÊ, QUE ASSIM ME ESCREVEU, COM CERTEZA, ESTÁ PADECENDO DA FALTA DE FÉ E DE TRABALHO!

Não estou também aludindo ao trabalho de ordem material – àquele trabalho em que, correndo somente atrás de dinheiro, e cada vez mais dinheiro, muita gente está enlouquecendo...

Parece-me que querem amontar para a sua próxima reencarnação – e é tanto o que ajuntam, surrupiando o alheio, que nem em cinco reencarnações tudo eles poderiam consumir! Não obstante, em uma só existência, eles se consomem a si mesmos, e por várias existências!...

O trabalho, pois, que anda faltando, não é bem aquele que, por vezes, deixa você na condição de um pai, ou de uma mãe, de família desempregado!

Não é aquele trabalho menor que, honestamente, lhe garante o pão cotidiano – abençoado!

É AQUELE TRABALHO MAIOR DE DOAÇÃO ESPONTÂNEA A UMA CAUSA NOBRE! A UM IDEAL DE NATUREZA SUPERIOR! A UM PROPÓSITO HORIZONTAL, e não exclusivamente vertical!!!

Irmão José, nosso preclaro Benfeitor, em uma de suas obras, escreveu com a sabedoria que lhe é peculiar: “Solidão é sinônimo de mãos desocupadas e alma vazia de Ideal.”

Procure, URGENTEMENTE, algo para fazer – “a fé sem obras é morta” – não se esqueça!

Voluntarie-se, AINDA HOJE, ao serviço da Caridade, e vacine-se contra o mal que lhe deseja possuir o espírito.

O único bem que podemos fazer a nós mesmos é o bem que fazemos aos outros!

Alicerce a sua fé em sua própria capacidade de amar aos semelhantes – ainda que em seu amor ao próximo haja muita nódoa de egoísmo, ame!

Ame, imperfeitamente, mas ame!...

O homem solidário jamais estará solitário!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 2 de março de 2015.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h14
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DO JEITO QUE AS COISAS AÍ ESTÃO, REENCARNAR NA TERRA É UMA AVENTURA PERIGOSA

 

 
“... devemos compreender que a reencarnação é sempre uma tentativa de magna importância.” – Do livro “Nosso Lar”, capítulo 47.
 
Realmente, do jeito que as coisas estão na Terra, reencarnar é uma aventura perigosíssima para o espírito...
Se não, vejamos:
Se você reencarnar na China, provavelmente, viverá sob os grilhões do trabalho escravo.
Se reencarnar na Índia, talvez, tenha que se submeter às consequências de ter renascido numa casta inferior.
Se reencarnar na Rússia, com certeza, não desfrutará de liberdade de pensamento.
Se reencarnar num dos países do Leste Europeu, é quase certo que venha a se transformar em guerrilheiro.
Se reencarnar na Síria, quase inevitavelmente, ainda jovem, perderá o corpo num bombardeio.
Se reencarnar num dos países pobres da África, assim que saia do ventre de sua mãe, as chances de que venha a desencarnar por inanição serão enormes.
Se reencarnar na Alemanha, desde pequeno, sofrerá as influências de uma filosofia centrada no mais ferrenho materialismo.
Se reencarnar na França, de Espiritismo, a única coisa que encontrará por lá será o túmulo de Allan Kardec, no Père Lachaise – ah, se for caricaturista do Hebdo Charlie, poderá ser assassinado!
Se reencarnar na Inglaterra, respirará no clima frio de um país ainda extremamente imperialista.
Se reencarnar na Espanha, o desemprego te espera.
Se você reencarnar na Itália, por mais se esforce, dificilmente evitará que o seu próprio passado, no seio da Igreja Católica, volte a se manifestar na Praça de São Pedro.
Se reencarnar nos Estados Unidos da América do Norte, a sua preocupação, essencialmente, haverá de ser com dinheiro.
Se reencarnar num dos países cuja orientação religiosa seja o Islamismo, como o Paquistão, por exemplo, o fanatismo, por todos os meios, te submeterá.
Se reencarnar em Israel, sempre terá os palestinos como seus inimigos, e vice-versa, sem mencionar as suas obrigações religiosas junto ao Muro das Lamentações.
Se reencarnar na Venezuela, viverá em regime ditatorial, com a vida em constante ameaça pelos loucos que, por lá, se sucedem no poder.
Se reencarnar na Argentina, num país que, atualmente, em matéria de escândalo, vive a competir com o Brasil, a desesperança te deixará completamente sem perspectiva em relação ao futuro.
Então, se reencarnar no Brasil, o risco de ser corrompido, ou de corromper, chegará a quase 100%.
Enfim, para qualquer lado que se vire, buscando uma oportunidade de evoluir, a coisa não está mesmo fácil...
No aproveitamento do espírito em seus estágios reencarnatórios, a influência do meio anda fazendo estragos consideráveis, a ponto dele quase não conseguir deixar o corpo em melhores condições do que quando vai ocupá-lo!
Raros, inclusive, aqueles que, perante a Lei de Causa e Efeito, não terminam por se comprometer mais gravemente.
Talvez, a melhor opção seja procurar uma cidadezinha esquecida do interior, e, filho de família humilde, viver, de enxada na mão, carpindo a terra, plantando hoje o pão que irá comer amanhã, onde o Tinhoso e seus asseclas não tenham muitas ambições.
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 23 de fevereiro de 2015.
  



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 07h53
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POBRE RICO BRASIL

 

Há quem diga que espírita que se preza não deve se imiscuir no mundo da política – e nem tampouco espírito que, de certa maneira, se considera desapegado das coisas da Terra.

Creio, porém, que nenhum dos dois casos se aplica à minha pessoa desencarnada.

Primeiro porque nunca pude concordar com a omissão e a indiferença dos que vivem na expectativa do chamado Mundo de Regeneração, esperando que ele seja promovido por ação exclusiva dos mortos, que, assim, ao som dos clarins do Apocalipse, estariam cumprindo uma espécie de Decreto Divino...

Segundo porque, estando consciente de que, mais cedo ou tarde, serei compelido à nova experiência no corpo carnal, devo e preciso me interessar pelas condições futuras do Orbe que, uma vez mais, me acolherá os ossos...

E, terceiro, porque, sinceramente, não devo satisfações a ninguém! Meto o bedelho naquilo que eu quiser, e pronto! Não me venham dar ordens da Terra, porque eu não me submeto a essa turma que, dentro do próprio Movimento Espírita, fica tentando se equilibrar em cima do muro...

Sendo assim, permitam-me, igualmente, descer o porrete naqueles que, por vontade própria, acrescida, ou não, pela vontade das Trevas, estão esculhambando com o Brasil, comprometendo a sua promissora condição de Pátria do Evangelho.

Basta de corrupção! Assim como uma senhora que, de fato, seja mãe nada vem a ver com o filho que, não assimilando os seus exemplos de amor e abnegação, preferiu ir parar atrás das grades de uma cadeia, a desmoralização do País, em termos nacionais e internacionais, nada tem a ver com a condição moral dos filhos que ele colocou para fora de seu ventre generoso...

De há muito, estou à procura do General Charles De Gaulle, considerado herói na pátria de Allan Kardec, para, à altura de sua elevada estatura física, dizer-lhe o seguinte: - Senhor General, o senhor deve um pedido de desculpas ao Brasil, que é um país tão sério quanto o seu... Não sérios quais alguns franceses, são alguns brasileiros, que deveriam estar presos!...

Claro, eu não quero conclamar ninguém às ruas, mas nem a permanecer acovardado dentro de casa, mais passivo que resignado, porque, digo a vocês: o destino do Brasil está nas mãos do povo brasileiro! Não esperem que Deus venha interferir, não! “Tive fome e me destes de comer... Tive sede e me destes de beber... Estava nu e me vestistes...” Recordam-se?! Se não se der de comer a quem tenha fome, ele há de continuar com fome! Se não se lhe der de beber, continuará com sede! Se não se lhe der roupa, prosseguirá desnudo!

O espírita, que anda muito fatalista, necessita ser mais idealista!

O homem deve ser agente do Trabalho Divino! A construção material do Orbe Terrestre foi trabalho de Deus, mas a sua construção moral deve ser trabalho do homem!

Esperamos, sinceramente, que esse pessoal que destruiu a Petrobrás, e que há tempos vem acabando com o Brasil, comprometendo gerações de espíritos que não têm acesso à educação e à saúde, etc., responda diante dos tribunais da justiça humana – que possa ir parar e, efetivamente, sem direito a atestado médico, ficar detrás das grades!

A coisa é muita séria! Muita gente só está avaliando o presente... Mas, e as verbas que são desviadas, impedindo que milhares e milhares de espíritos cresçam dentro da experiência reencarnatória, porque não estão tendo oportunidades?!

Como costuma dizer a sabedoria popular, “o buraco é mais embaixo”! O rombo econômico no Brasil é crime não apenas de ordem financeira – esse crime tem consequências muito mais graves! É feito o crime que comete quem assassina um pai de família e deixa os filhos na orfandade... Perante a Lei Divina, o criminoso, além de responder pelo crime em si, responderá pelas suas consequências morais junto à família da vítima.

Então, é preciso não ficar esperando por chuva para resolver o problema da crise hídrica que se abateu sobre o Brasil... Poupem água, furem poços, trabalhem pela dessalinização da água dos oceanos...

O Brasil, de agora e do futuro, será o que dele os brasileiros, encarnados e desencarnados, dele vierem a fazer.

Pobre rico Brasil, que Deus te abençoe!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 15 de fevereiro de 2015.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 18h05
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PALAVRA DE ORDEM

 

Os Centros Espíritas devem, na atualidade, incrementar, ao máximo, o estudo sistemático e aprofundado da Doutrina, em conjunto com a realização de obras de cunho assistencial.

A Caridade, em hipótese alguma, deve deixar de ser a nossa Bandeira de Luz, com a qual vimos resistindo, nas trincheiras do Ideal, às constantes estocadas com as quais as trevas nos intentam desalentar no cumprimento do dever.

Nessas horas difíceis que a Humanidade atravessa, e que, doravante, hão de se mostrar cada vez mais difíceis, com a incredulidade a fazer milhares de vítimas, a palavra de ordem espírita é estudar sempre e servir sempre mais.

Aprofundarmo-nos no conhecimento da Obra Kardeciana e nas da lavra mediúnica de Chico Xavier, que, sem dúvida, lhe são o natural complemento.

Permutarmos ideias uns com os outros e refletirmos, a sós, sobre os grandiosos postulados de nossa Doutrina libertadora.

Redobrarmos vigilância, mormente contra o assédio de nossas inclinações infelizes, que, emergindo dos porões do inconsciente, do passado nos assombram no presente.

Estabelecermos firme compromisso com a consciência e não nos desapontarmos com os irmãos que não conseguem exemplificar, de forma saudável, a fé que devemos nos esforçar para vivenciar em nossas lutas cotidianas.

Compreendermos que a seara espírita, mormente no terreno mediúnico, se encontra invadida por ervas daninhas, que, alastrando-se assustadoramente, revivem, na atualidade, a Parábola do Joio, contada por Jesus Cristo.

O Espiritismo é religião em Espírito e Verdade, e não surgiu para ombrear com as demais religiões do mundo, disputando adeptos.

Ser espírita, sobretudo, é um estado de espírito, que cada qual deve alcançar por si mesmo.

Em vez de recuarmos, é chegado o momento de avançarmos no amor com que precisamos nos consagrar às tarefas mais humildes que estejam sob a nossa responsabilidade.

Não importa que sejamos dois ou três irmãos na Casa Espírita, situada na periferia de uma cidade do interior. Importa o nosso comprometimento com a Causa, na certeza de que estamos trabalhando na semeadura do porvir.

Chega de bajulações a companheiros, porque esse “oba oba” injustificável nos enfraquece espiritualmente, e nos ilude quanto às nossas reais necessidades de crescimento e testemunho individual.

Em Espiritismo, ninguém é maior, ou menor.

O Cristo é a nossa Liderança!

Aos ouvidos que nos escutem, que as nossas palavras soem com Verdade, mas, sobretudo, com Bondade.

No Movimento Espírita, o elitismo é força desagregadora.

As juvenis vozes espíritas que, por enquanto, permanecem em silêncio, necessitam fazerem-se ouvir, porque, de fato, novas brisas carecem de começar a soprar em nossas fileiras.

As suas antigas lideranças, uma a uma, estão vagando os seus postos, e estamos esperançosos de que os espíritos reencarnados para esta hora da Doutrina no mundo possam corresponder às expectativas do Alto.

Voltemos, urgentemente, a transmitir passes, a visitar doentes nos hospitais, a peregrinar aos bairros mais pobres, a fazer sopa para os famintos, a costurar para os desnudos, a explanar “O Evangelho” sob a luz mortiça dos lampiões...

Não se trata de saudosismo.

A questão é mais transcendente – trata-se da sobrevivência da Fé, individual e coletiva!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 8 de fevereiro de 2015.

Nota: Dependendo da disponibilidade do médium, devido aos seus compromissos de viagem doutrinária, as matérias deste Blog sempre serão postadas no domingo, ou na segunda-feira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 14h39
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RELEITURA ESPÍRITA

 
Sinceramente, creio que todos nós, adeptos do Espiritismo, andamos necessitados de efetuar, a partir da Codificação, uma releitura de suas obras mais importantes.
Devo esclarecer que, para escrever esta pequena matéria, eu estou procurando me colocar na condição de espírito ainda encarnado, embora, presentemente, conforme sabem, esteja situado numa Dimensão para além das fronteiras da Terra.
Isto, no entanto, não significa dizer que eu, estando desencarnado, tudo já saiba da Doutrina Espírita, e que, por minha vez, não necessite continuar estudando os seus postulados.
Os espíritos da minha Esfera, e outros, de Esferas acima, muito carecem estudar, inclusive os fundamentos básicos do Espiritismo revelado aos encarnados, para atinar com algo mais de sua essência.
Notemos que, diante de certas questões de transcendência propostas por Allan Kardec, por exemplo, em “O Livro dos Espíritos”, os Espíritos Superiores que lhe ditaram a Codificação se mostraram reticentes em suas respostas, e não apenas por inconveniência em aprofundá-las.
O problema é que, para todos os espíritos, estejam eles em qualquer Dimensão, o conhecimento da Verdade é sempre gradativo.
Confesso-lhes, de minha parte, que não sei tudo do Mundo Espiritual – aliás, o que eu sei é uma ínfima parcela.
Os mais avançados cientistas já saberão tudo da biologia do corpo humano?!
Dos habitantes da Terra, quem poderá se gabar de tudo saber da singela casa planetária em que se acolhe?!
Quem, passando a existência a mergulhar, pode dizer que conhece de sobejo a vida nas profundezas oceânicas?!
Observando um retrato 3\4 de uma cidade como São Paulo, quem haverá de afirmar que conhece a grande metrópole?!
Dos que escrevem, e dos que não escrevem, para os homens encarnados, eu não sei de espírito algum – sinceramente, não sei – que possa tudo revelar do Mundo Espiritual, ou que, em síntese, possua respostas para todas as perguntas que lhe sejam formuladas! Os que se atrevem a tanto não passam de falsos sábios ou mistificadores.
Portanto, preciso lhes dizer o seguinte: cada obra de conteúdo espírita, que verse sobre a vida no Mundo Espiritual, pode, muitas vezes, estar refletindo apenas e tão somente a visão e a experiência de seu autor desencarnado!
Claro que, dentro deste contexto, eu não posso deixar de me incluir – todavia, pelo menos, tenho orado ao Senhor para que não me falte o necessário bom senso para não me sentir na condição de espírito Instrutor, ou para não permitir que os amigos encarnados assim venham me considerar.
No que pese o meu desejo de acertar, tenho consciência de que não passo de um ser humano que, pelo fato de ter deixado o corpo carnal, não se promoveu à angelitude.
Convém, pois, a nós todos, que nos entreguemos a um estudo mais sério do Espiritismo, com a lucidez que nos faça compreender e aceitar as nossas atuais limitações, inclusive neuronais, para vislumbrarmos novas facetas da realidade, que, através das vidas sucessivas, somente o tempo haverá de nos possibilitar.
Evitemos as interpretações literais de qualquer texto de origem mediúnica, ainda levando em consideração que, por maior o seu empenho e boa vontade, o médium que se lhe faz intermediário, igualmente, se caracteriza por limitações que, por vezes, quase chegam a desfigurá-lo completamente.
Feliz, ou infelizmente, é esta a situação com a qual, encarnados e desencarnados, somos chamados a lidar, sendo que, não ignorá-la já será dar um passo adiante para, dos Dois Lados da Vida, não vivermos à mercê de tantos enganos.
 
INÁCIO FERREIRA
 

Uberaba – MG, 01 de fevereiro de 2015.

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 16h24
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PRECE DE GRATIDÃO A JESUS

 

Senhor, eu nunca soube fazer preces...

A minha prece sempre foi um pensamento rápido elevado à Tua misericórdia, nesse ou naquele pedido de socorro para o meu espírito pobre e estropiado...

Desta vez, ainda não será diferente: confesso-Te que ainda não aprendi a orar como preciso e devo...

Não sei Te dizer as palavras bonitas que gostaria, e que, por vezes, eu invejo naqueles que, em diversos idiomas, fazem da prece magnífica peroração!

A única coisa que sei é que sem a Tua escora, eu não me sustento de pé...

Preciso de Ti, Senhor, como preciso do ar que respiro.

Tenha dó de mim e me auxilie para além dos méritos que eu não possuo – sequer um só para, em nome dele, endereçar aos céus qualquer reivindicação!

Sinceramente, tenho muito mais agradecimentos que petitórios...

Sem a Tua força, com certeza, eu não teria conseguido varar mais um ano de luta e trabalho...

Obrigado, pois, pela confiança que depositaste neste Teu servo imperfeito!...

Obrigado pelas oportunidades que, junto aos homens encarnados, nossos irmãos, Tu me confiaste na tarefa do intercâmbio entre os Dois Lados da Vida...

Espero que eu não tenha exagerado nas brincadeiras, e nas verdades que disse sem pretender magoar quem quer que seja – se alguém se magoou, não foi por culpa minha, mas sim por culpa dele ou dela, que ainda não aprendeu a virtude do perdão...

Obrigado pelas singelas publicações mediúnicas que nos ensejaste no ano prestes a se findar – inclusive, Senhor, pelas publicações neste Blog, que, na minha quase total indigência espiritual, sempre me custam muito esforço de inteligência...

Sem a Tua inspiração, eu não passaria de humilde trato de terra completamente seca, sem uma gota d’água para fazer brotar uma única semente...

Devo a Ti tudo o que faço e tudo o que sou!

Sem a Tua luz, sou apenas treva, e nada mais!...

No entanto, Mestre, se algo eu posso solicitar-Te por adjutório no Ano Novo, peço que não me deixes sozinho comigo mesmo, porque serei um desastre...

E, mesmo sem merecer, não me deixes sem a vassoura na mão, porque, Senhor, eu preciso varrer o chão de minha própria alma, entulhada de pó...

Conceda-me, por bondade, ainda e sempre, até quando eu não for abatido pela minha própria insanidade, a bênção de continuar servindo em Teu nome...

Se não for possível curar-me, não me deixes enlouquecer de todo – mas deixa-me, Senhor, com a minha loucura pessoal, isentando-me da loucura alheia, que, sinceramente, por vezes, parece-me ser uma perturbação muito maior que a que eu tenho...

Abençoa os meus estimados amigos, os que estimam serem meus inimigos, os meus novos planos de trabalho para 2015, o pobre do médium que, em minhas mãos, tem sofrido mais que bengala de cego, e os meus bichanos...

Abençoa, Senhor, perante os tribunais da inquisição espírita, que grassa na atualidade do mundo, quantos nos têm advogado a causa nos livros que me encorajo a escrever, expondo em suas páginas as ideias que exponho por livre expressão de meu pensamento...

Bem, é isto, Senhor!

Que o Senhor também seja abençoado por Deus, nosso Pai, porque, mesmo sendo quem És, não deve ser fácil aguentar a corja humana da qual, na condição de desencarnado, infelizmente, eu continuo fazendo parte.

Assim seja!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 22 de dezembro de 2014.

 

·       Estaremos de volta na primeira semana de fevereiro de 2015.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h11
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REENCARNAÇÃO PARA “ADULTOS” – PARTE IV

 

Antes que nos disponhamos a comentar a matéria desta semana, solicitamos vênia aos nossos distintos leitores para deixar uma pergunta no ar: não nos parece, no mínimo, curioso, que somente João, o Evangelista, tenha registrado o diálogo de Jesus com Nicodemos, e, posteriormente, a Sua promessa em relação ao advento do Consolador, que é o Espiritismo?! Por que os demais Evangelistas, Mateus, Marcos e Lucas, não se referiram a assuntos de tamanha transcendência tratados pelo Divino Mestre?! Algo não nos induz a pensar que João, o discípulo amado, seria a reencarnação de Allan Kardec, o Codificador, que, segundo tudo nos leva a crer, fora a única testemunha auricular de tais ensinamentos?!

Assim posto, passemos, rapidamente, a analisar o diálogo de Jesus com Nicodemos, considerado um dos principais dos judeus, e que admitia a Jesus na condição de “Mestre vindo da parte de Deus”, afirmando, em seguida, que: “... porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.”

Interessante é que a palavra de Jesus a Nicodemos, sobre o tema da Reencarnação, soa espontaneamente – sem que fosse especificamente questionado, Jesus escolheu falar a ele a respeito das Vidas Sucessivas: “Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”

Claro, não poderia ver o reino de Deus nos mundos além e, tampouco, sobre a Terra, onde, infelizmente, ele ainda não se estabeleceu.

Na sequência daquele intrigante entendimento verbal, a pergunta formulada pelo famoso doutor da lei, evidencia que, de fato, estavam tratando, em seu sentido clássico, da Lei da Reencarnação: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?”

Na resposta a Nicodemos, o Cristo não negou semelhante possibilidade, admirando-se que, na condição de teólogo, ele não compreendesse a natureza do processo reencarnatório: “Tu és mestre em Israel, e não compreendes estas cousas?”

Ambos não estavam falando a respeito do sentido figurado do “nascer de novo”, pois a questão formulada por Nicodemos era clara: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?”

Cremos que o texto-chave para melhor compreensão daquilo a que Jesus se referia, esteja nas seguintes palavras, inseridas no versículo 5, do capítulo 3, do Evangelho de João: “Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do espírito, não pode entrar no reino de Deus.” A referência ao renascimento físico e moral está evidente. Toda vida sobre a face da Terra vem da água – sem água a vida no orbe terrestre se revela impossível. O Cristo, portanto, como muitos alegam, não estava se reportando à questão do batismo... “Nascer da água” significa tornar a entrar no ventre materno, em novo renascimento, com o novo corpo em formação a desenvolver-se no líquido amniótico! Adão fora feito a partir do limo da terra, pela junção da terra com a água, vulgarmente denominada “lodo”! O corpo é mais água do que qualquer outro elemento material...

“Quem não nascer da água e do espírito” – eis a sequência lógica do processo evolutivo: renascimento físico ensejando o renascimento espiritual!

Surpreso diante da revelação, o sábio doutor da lei, que, não obstante, havia feito a Jesus pergunta de criança, ouviu Dele a advertência: “Se tratando de cousas terrenas não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais?”

Em outras palavras: Nicodemos não estava pronto para compreender a Reencarnação nem mesmo em seu processo mais simples, que ocorre sobre a Terra, e em orbes similares, quanto mais para o entendimento da Reencarnação em toda a complexidade que a envolve, em seus mecanismos nos Mundos Superiores!

Por tal motivo, ante o assunto de que temos tratado nas últimas semanas, nada nos resta se não tomar por empréstimo as divinas palavras proferidas pelo Senhor ao simpático doutor da lei: “Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto, contudo não aceitais o nosso testemunho.”

Foi como se o Mestre lhe tivesse dito: assim sendo, nada posso fazer...

 

INÁCIO FERREIRA

 

 

Uberaba – MG, 15 de dezembro de 2014.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h20
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REENCARNAÇÃO PARA “ADULTOS” – PARTE III

 

Diante do exposto nas postagens anteriores, analisemos agora o controvertido episódio da ressurreição de Lázaro, irmão de Marta e Maria, narrado no Evangelho de João, capítulo 11, versículos 1 a 46.

Pelo que se depreende da leitura do texto evangélico, Lázaro, de fato, estava morto, ou seja, havia desencarnado – é o próprio Cristo que o testifica.

“Isto dizia, e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme estará salvo. Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu...” (João, capítulo 11, versículos 11 a 14).

Teria Jesus enganado os discípulos a respeito da verdadeira situação de Lázaro, ou, ainda, se enganado na interpretação de sua suposta morte?! Impossível.

Não resta dúvida: Lázaro havia morrido! Ele estava sepultado há quatro dias e já cheirava mal... Quatro dias, ou seja, noventa e seis horas, naquele clima quente do Oriente Médio, são mais que suficientes para que um corpo entre em estado de putrefação!  Inclusive, no versículo 44, pode-se ler: “Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço.” Ora, não tivesse Lázaro morrido anteriormente, com certeza teria morrido por asfixia, já que, no ato da preparação do corpo para sepultamento, os judeus cobriam inteiramente o rosto do cadáver – inclusive, eles tinham, como alguns têm até hoje, o hábito de colocar uma pedra dentro da boca do morto, evitando-se que ele venha a questionar o motivo da própria morte.

Nos versículos seguintes, 43 e 44, João registra: “E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora. Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras, e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o, e deixai-o ir.” (os destaques são nossos).

No caso de Lázaro, percebe-se, claramente, que, após ter desencarnado, ele volta a ocupar o próprio corpo, religando-se a ele e o vitalizando. Os laços perispirituais que o ligavam à forma física, segundo se depreende, já haviam sido rompidos claramente.

No livro “A Gênese”, Allan Kardec, com muita propriedade, no capítulo XV – “Os Milagres do Evangelho” –, analisa, dentre outras, o tema da chamada ressurreição da filha de Jairo, do filho da viúva de Naim e de Lázaro. Escrevendo sobre as ressurreições da filha de Jairo e do filho da viúva de Naim, o Codificador esclarece: “Há, pois, toda probabilidade de que, nos dois exemplos acima citados, apenas houve síncope e letargia. Jesus mesmo o dizia, positivamente, em relação à filha de Jairo: Esta moça não está morta, ela apenas está adormecida.” Notemos, pois, que, no caso da jovem, a palavra de Jesus é totalmente diversa de quando Ele se refere ao irmão de Marta e Maria, dizendo: “Lázaro morreu”!

Escrevendo, especificamente, sobre Lázaro, Kardec afirma o seguinte: “A ressurreição de Lázaro, digam o que disserem, não invalida de modo nenhum esse princípio. Diz-se que ele já estava há quatro dias no sepulcro; mas sabe-se que há letargias que duram oito dias, e mesmo mais.” Acontece, porém, no caso do amigo de Betânia, existe um detalhe significativo: Lázaro já cheirava mal, evidenciando que o seu corpo entrara em decomposição...

Em torno do tema da ressurreição de Lázaro, escrevendo nas páginas de “A Gênese”, o Codificador, na tentativa de explicar o inusitado fenômeno, o faz no condicional: “... em certos indivíduos há decomposição parcial do corpo”; “E quem podia saber se ele cheirava mal? É sua irmã Marta que o diz; mas como sabia? Lázaro se achava enterrado há quatro dias, ela supunha isso, mas não podia ter certeza.”...

A verdade, porém, é que o Senhor, que curara cegos e paralíticos, e limpara leprosos, também possuía poder para ordenar que o espírito de Lázaro reentrasse em seu próprio corpo, e voltasse a ocupá-lo antes de sua completa desintegração.

Podemos, pois, dizer, que há possibilidade de o simpático irmão de Marta e Maria, por quem Jesus chorou, na mesma existência reencarnou duplamente, religando-se ao corpo do qual ele se encontrava desligado. Se um espírito pode vir a ocupar o corpo de outra pessoa, com o afastamento do espírito que o habitava, por que o mesmo espírito não poderia, em tempo hábil, voltar ao corpo que lhe pertenceu?! Foi justamente esta crença que inspirou os adeptos da crença no Juízo Final, a respeito da ressurreição generalizada dos mortos, quando, então, levantando-se do pó, eles haverão de ser julgados... Mas isto é outra história.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 8 de dezembro de 2014.    

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h29
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