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MEDIUNIDADE NA INTERNET
- Blog do Dr. Inácio Ferreira -
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“BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO”

 

De quando a quando, na imprensa espírita, surgem críticas infundadas sobre o teor da excelente obra “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, da lavra mediúnica de Chico Xavier, psicografada por Humberto de Campos, cuja primeira edição veio a lume em 1938.

Alguns, mais exaltados, censuram a postura do autor espiritual que, em capítulo específico, destaca a importância do trabalho desenvolvido pela “Federação Espírita Brasileira”, que, de fato, em décadas passadas cumpriu com relevante papel na defesa dos postulados espíritas.

Todavia, sem, outra vez, desejar entrar no mérito do chamado “Pacto Áureo”, e das atividades doutrinárias atuais da FEB, que, em muitos aspectos, não coadunam com o nosso pensamento, desejamos dizer que a controvertida questão, de o Brasil vir a ser, ou não, a futura Pátria do Evangelho, não depende unicamente da conduta, ou mesmo do desejo, dos espíritas.

Para que no Brasil se concretize a esperança que a Espiritualidade Superior nele deposita, na proposta que encerra o livro de Humberto de Campos, evidentemente, muita coisa necessita mudar...

No caráter do povo...

Na idoneidade dos políticos...

Na sinceridade dos religiosos...

E, por aí vai.

Não será pela lavratura de um decreto de natureza espiritual, que, a rigor, não existe, e ao som de clarinadas angelicais, que o Brasil haverá de se tornar a Pátria do Evangelho!

E, caso não venha a ser o que dele se espera que seja, nada há de se estranhar, ou de culpar a Espiritualidade que referendou a obra de Humberto de Campos, porque, afinal, a inicialmente escolhida Pátria do Evangelho, a Judeia, se transformou em sangrento campo de batalha!

Do Espiritismo em seu berço, pouco mais resta que o dólmen de Allan Kardec, no Père-Lachaise, em Paris, a difundir os princípios da Terceira Revelação, que, praticamente, foram sepultados por várias guerras que, envolvendo a França, assolaram a Europa.

Prefaciando o mencionado livro, Emmanuel escreveu: “Peçamos a Deus que inspire os homens públicos, atualmente no leme da Pátria do Cruzeiro, e que, nesta hora amarga em que se verifica a inversão de quase todos os valores morais, no seio das oficinas humanas, saibam eles colocar muito alto a magnitude dos seus precípuos deveres.”

Infelizmente, contudo, a nosso ver, em relação aos homens públicos, salvo uma exceção ou outra, isto está muito longe de acontecer – não por falta de inspiração dos Planos Maiores, mas por falta de receptividade das mentes humanas que se encontram no leme da promissora Pátria do Cruzeiro!

Neste sentido, pedimos vênia para, igualmente, dizer que, movido por interesses subalternos, até mesmo ao homem comum está faltando amor pelo Brasil, para que, de uma vez por todas, ele consiga se erguer no concerto das nações, e não mais se apresente ao mundo de modo tão miseravelmente desmoralizado como vem acontecendo.

Humberto de Campos, no último parágrafo do seu “Esclarecendo”, exortou: - “Brasileiros (...)! Não nos compete estacionar, em nenhuma circunstância, e sim marchar, sempre, com a educação e com a fé realizadora, ao encontro do Brasil, na sua admirável espiritualidade e na sua grandeza imperecível.”

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 24 de outubro de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h18
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OBSESSÃO “NATURAL” E “ANTINATURAL”

 

Bem, vamos lá. O que eu entendo por obsessão “natural” e obsessão “antinatural”?!

Vou tentar resumir.

Obsessão “natural” é aquela que determinadas mentes, encarnadas ou desencarnadas, ainda um tanto quanto primárias, se vinculam ao nosso psiquismo, não com o intuito ou propósito declarado de nos vampirizar.

Não chega a ser, propriamente, uma patologia.

O homem encarnado não carrega em seu corpo milhares de vidas microscópicas que com ele devem evoluir?! A flora e fauna não são parasitadas por seres que delas se nutrem?!

A questão é que certas mentes, um pouco mais evolvidas, devem se responsabilizar por outras, que, então, passam a girar à sua órbita, “alimentando-se” de seus conhecimentos, de sua força espiritual, enfim, de tudo quanto elas ainda não sabem produzir e não sejam capazes de obter à custa de esforço próprio.

Os planetas do Sistema não se equilibram ao derredor de uma estrela única, que é o Sol?! E mesmo o Sol, por sua vez, com o seu cortejo de mundos, não se deixa arrastar por outro que, em brilho e grandeza, lhe é superior?!

E a chamada obsessão “antinatural”, o que seria?!

Ela é motivada pelo ódio, pela inveja, pela mágoa, pelo desejo de vingança...

Esta, sim, é patogênica, e tem uma tendência de se agravar, inclusive levando à possessão e/ou loucura, decretando a morte.

Não há, sobre a Terra, e mesmo no Mais Além, quem não padeça de alguma das muitas espécies de manifestação da obsessão “natural”! Sim, porquanto, mentalmente, com maior ou menor poder de atuação, todos nos responsabilizamos pela condução de determinado grupo de espíritos...

A Humanidade, por exemplo, não vive em estreita simbiose com a Mente do Cristo – a Luz do Mundo! – como a Lhe sugar as energias, das quais, psiquicamente, se alimenta, ou deve aprender a se alimentar?!

O líder encarnado de uma família na Terra, muitas vezes, não toma sobre os seus ombros o fardo de problemas que diz respeito a cada integrante da parentela e do grupo como um todo?!

Não nos queixemos, pois, daqueles espíritos mais débeis que, para caminhar, necessitam de nosso auxílio como escora, pois, de certa maneira, todos nós vivemos no exercício da obsessão “natural” sobre alguém.

Não há, pois, quem não seja o obsessor espontâneo de alguém, nem quem, neste exato momento, não esteja sendo vítima de um processo de obsessão “natural”.

Antes que se cronifique, a influencia que deve ser detectada e combatida, é a obsessão “antinatural”, que sempre, ou quase sempre, objetiva a destruição da vítima pelo algoz.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 20 de outubro de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h11
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A ÁGUA NO MUNDO ESPIRITUAL

 

Ante a atual crise de falta d’água no Brasil e no mundo, em que muita gente, inclusive os espíritas mais ortodoxos, no sentido de pedir chuva aos deuses, ou – ops! – aos seres elementais, quase tem sido levada a retomar o antigo hábito religioso de ir, em procissão, lavar o “Cruzeiro”, convém que reflitamos no que, através de Chico Xavier, na obra “Nosso Lar”, André Luiz escreveu há mais de setenta anos.
Discorrendo sobre a importância da água também no Mundo Espiritual – entenda quem o possa entender! –, Lísias comentou com André: “Imagine que este é um dos raros serviços materiais do Ministério da União Divina!” Ou seja, na cidade Nosso Lar, o assunto da água é considerado de tamanha importância que é cuidado diretamente pelo seu mais alto Ministério...
Não estaria passando da hora de cada país, na Terra, principalmente o Brasil, detentor, talvez, em maior abundância, dos últimos recursos hídricos do orbe, abolindo certos Ministérios governamentais obsoletos, dados à corrupção e à falcatrua, criar o Ministério da Água?!
Mas, vejamos o profético texto que André Luiz escreveu num dos parágrafos do capítulo 10, intitulado no “No Bosque das Águas”: “O homem é desatento, há muitos séculos; o mar equilibra-lhe a moradia planetária, o elemento aquoso fornece-lhe o corpo físico, a chuva dá-lhe pão, o rio organiza-lhe a cidade, a presença da água oferece-lhe a bênção do lar e do serviço; entretanto, ele sempre se julga o absoluto dominador do mundo, esquecendo que é filho do Altíssimo, antes de qualquer consideração. Virá tempo, contudo, em que copiará nossos serviços, encarecendo a importância dessa dádiva do Senhor.”!
Vale a repetição:
- “Virá tempo, contudo, em que copiará nossos serviços, encarecendo a importância dessa dádiva do Senhor.”
Será que a atual crise de falta d’água, dentre outros objetivos, não estará surgindo para nos ensinar a sermos muito mais cuidadosos com o planeta em que já vivemos, vivemos ou, ainda, haveremos de viver?!
A valorizarmos mais, por exemplo, a água que o petróleo, que tem sido motivo de tanta desavença no mundo?!
Não estaremos prestes a copiar certa película de Hollywood, “A Guerra do Fogo”, na antevéspera do filme “A Guerra da Água”, protagonizado, dos Dois Lados da Vida, por personagens reais?!
Fontes alternativas de energia sempre haverão de ser criadas, mas o que nos poderá substituir o precioso líquido?!...
Encerremos estas reflexões com os sábios apontamentos de André Luiz, ainda no mesmo capítulo da magistral obra, concebida mediúnicamente nos idos de 1943:
“Nos círculos religiosos do planeta, ensinam que o Senhor criou as águas. Ora, é lógico que todo serviço criado precisa de energias e braços para ser convenientemente mantido.”
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 13 de outubro de 2014.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 08h10
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“DR. INÁCIO, O SENHOR ESTÁ DOENTE?”

 

Na semana passada, por que cedi o espaço deste Blog para uma página de Irmão José, que, em tudo quanto escreve ou fala, sempre nos merece reflexão, atenciosa amiga me dirigiu o seguinte questionamento: - Dr. Inácio, o senhor está doente?!...

Achei interessante a pergunta dela, que, acima de tudo, expressou a sua fraterna preocupação para com este seu servidor, e, em consideração aos seus cuidados por mim, aproveito para responder que não... Não estive e nem estou doente! Acrescentando que, felizmente, nos últimos, tempos, a doenceira, que tanto acomete o homem, mormente quando ele se encontra encarnado na Terra, tem dado um tempo comigo...

Não que, em meu atual corpo, que, no Espiritismo, denominamos perispírito, eu não seja suscetível de contrair, aqui, essa ou aquela enfermidade, que possa mandar-me para a cama por período mais ou menos longo, ou mesmo, de novo, para o cemitério!

Vocês sabem: o que não falta deste Outro Lado é serviço médico e hospitalar, e não apenas para problemas de ordem somática, porque as nossas clínicas para tratamento de natureza espiritual e psicológica andam repletas!

O corpo espiritual, também chamado perispírito, semelhantemente ao corpo carnal, adoece, envelhece e... morre!

Acredito, sinceramente, que isto tudo não seja novidade para aqueles que procuram estudar as obras de André Luiz, pela lavra mediúnica de Chico Xavier, com a mente um pouco menos obnubilada pelo dogmatismo.

Somente com o seu maior aperfeiçoamento, o espírito, através de seu envoltório, vai conseguindo livrar-se de tantos achaques de natureza física, que também o acometem além da morte.

Portanto, minha irmã, seria natural que, por estar doente, eu, qual acontece ao médium, faltasse vez ou outra à minha atividade mediúnica, você não acha?! Afinal, sou quase tão humano quanto ele e você – e, talvez, mais humana que vocês dois juntos!...

Mas, sinceramente, este não foi o motivo do por que de, na semana passada, termos transcrito a excelente página de Irmão José, que todos reverenciamos na condição de elevado Mentor – aliás, sou de parecer que, de quando a quando, eu deveria ceder o meu lugar a ele neste Blog – a ele que teria, e tem, muito mais, e melhor, a dizer do que eu mesmo.

Mas, querida irmã, não se preocupe, porque, a bem da verdade, nos últimos anos, a não ser sentir uma leve indisposição ou outra, eu sequer fiquei resfriado uma única vez... Se fumando os cigarros que eu fumava, tinha uma saúde de ferro, imagine agora que eu deixei de ser sócio da “Souza Cruz”!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

 

Uberaba – MG, 6 de outubro de 2014. 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h15
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MEDITANDO COM IRMÃO JOSÉ

 

 

ESQUECE-TE

 

 

Se buscas esquecer

A dor que te acicata...

 

O problema difícil,

Que, há muito, te atormenta...

 

A constante lembrança

Do passado infeliz...

 

A mágoa que ficou

De alguém que te feriu...

 

O revés que sofreste

Por tua invigilância...

 

Faze o bem a quem possas,

Esquecendo a ti mesmo.

 

Irmão José

 

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, em Uberaba – MG).

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h15
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A PROTEÇÃO

 

Tempos atrás, tive oportunidade de ouvir curioso diálogo travado entre um amigo que, abraçando a tarefa mediúnica, estava prestes a reencarnar, e o irmão que, da Vida Espiritual, procurava encorajá-lo na decisão tomada, assumindo, inclusive, o compromisso de assisti-lo na jornada prestes a ser iniciada.

- Não tenha medo! – dizia o companheiro ao futuro médium. – Sei que a sua luta não será pequena, mas, em qualquer circunstância, servir a Jesus é um privilégio...

- Sei disto – respondia o interlocutor, cabisbaixo. – Todavia, temo fracassar... A verdade é que eu ainda não me sinto a altura de tamanha responsabilidade...

- Neste sentido, quem de nós estará?! - Se formos esperar que estejamos totalmente prontos, quando haveremos de estar?! Porventura, a árvore frondosa e coberta de frutos não começa por uma semente?! Que rio caudaloso terá se formado sem que, em suas origens, não passasse de humilde filete d’água entre as pedras do chão?!...

- Você tem razão, mas...

- De certa maneira, o seu receio de falhar denota amadurecimento interior no campo da prudência, porque você não partirá ignorando as dificuldades que lhe haverão de permear os passos...

- Necessitarei redobrar a vigilância...

- Não se esqueça de que mais vigilância sempre significa mais trabalho... Procure não conceder tempo à ociosidade, através da qual a tentação possa se infiltrar e alcançar os seus escusos objetivos...

- Você promete me proteger?! – perguntou o médium ao espírito que lhe serviria de Guia. – Vou necessitar de sempre recorrer aos seus préstimos pessoais...

- Na medida do possível, estarei, sim, atento... Ambos sabemos que, para realizar algo de positivo, todos nós carecemos do benéfico concurso de alguém... O exercício da mediunidade implica somatório de esforços... Não se preocupe, porque você não estará sozinho...

- Eu sei que, com os seus próprios recursos, não há quem possa lograr êxito espiritual na difícil travessia que a reencarnação representa para os nossos tentames de ordem superior... Ai de mim, se não puder contar com a benignidade de nossos Maiores, e, em particular, com a tutela que estou lhe reivindicando...

Após efetuar ligeira pausa, o candidato às lides da mediunidade na Terra enxugou discretas lágrimas que lhe escorriam dos olhos, e voltou a perguntar:

- Você promete me proteger?! Temo que o esquecimento do passado no qual, dentro em breve, mergulharei, me faça perder o foco que precisarei manter a todo instante... Quanta gente se desviando do caminho reto! Afinal, eu poderei apenas ser mais um...

- Não pense assim... Isto não acontecerá! Confiemos na Providência Divina... Quantos têm se desviado não estavam muito convictos do caminho que eles se dispuseram a trilhar... Depois de constatarem os próprios equívocos nos atalhos que tomaram, haverão de voltar a ele com maior coragem e determinação...

- Mas – insistiu o amigo na obtenção da resposta direta que, de maneira reiterada, desejava ouvir soar nos lábios do companheiro –, você promete me proteger?!...

Sem maiores delongas, o Guia, elucidando o que parecia ser de extrema importância para que o médium se sentisse mais seguro no empreendimento reencarnatório à vista, simplesmente respondeu:

- Sim, eu lhe prometo proteção constante...  Prometo que nunca deixarei você sem problemas!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 22 de setembro de 2014.

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h11
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TRANSP..ORAR E TRANSPIRAR
 
Nada contra a oração.
Ao contrário, todos nós precisamos orar muito, e sempre.
Mas, sobretudo, orar com sinceridade.
Não como os escribas e fariseus, que, com as suas longas orações, pretendiam devorar as casas das viúvas...
Orar, sim, mas sem chegar a transp...orar
Muitos companheiros de Ideal transp...oram com facilidade – e, cada vez mais, estão transp...orando!
Em outras palavras, rezam demais!
Transp...oram demais e transpiram de menos!
Isolam-se em suas casas.
Trancam-se em seus quartos.
Procuram a maior quietude possível para ficarem zen...
Nada querem com as frentes de luta, onde alguns poucos perseveram sob o fogo-cerrado da batalha.
Sempre dispostos a transp...orar, nada há que os faça transpirar!
Só praticam a Caridade se o necessitado lhes bater à porta do comodismo...
Ausentam-se do Centro Espírita – em desapoio aos companheiros, não o frequentam com regularidade.
Não descem de seu apartamento, ou não saem de sua casa, para atravessar a rua, em visita à Instituição defronte.
Muitos, ao som de uma música new age e ao cheiro de uma vela perfumada, ouvindo o marulhar de pequena cascata movida à eletricidade, chegam a dizer – que o venerável Benfeitor nos perdoe a heresia! – que foram visitados pelo Dr. Bezerra de Menezes...
E, ainda por cima, como se o Dr. Bezerra não tivesse nada mais a fazer, afirmam que ele se demorou com eles.
Jesus, na atualidade do mundo, está carecendo mais de amigos da transpiração que datransp...oração!
De gente disposta a arregaçar as mangas, e – permitam-me fazer propaganda da minhafábrica! – empunhar a piaçava...
Gente de obras com fé, e não de fé sem obras!
Que compreenda que o melhor meio de transp...orar é transpirar, e transpirar abundantemente nas leiras do Bem.
Sob o sol causticante das provas, ou dos vendavais das decepções, das ingratidões, das calúnias, dos ataques, das humilhações...
O Céu, ao que sei, não é dos que transp...oram, mas sim dos que transpiraram...
No Monte das Oliveiras, Jesus transp...orou ao Pai, transpirando sangue, porque, Nele, não havia mais nenhuma gota de suor a ser transpirada!...
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 15 de setembro de 2014. 
  



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 08h03
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“CHICO” E “CHIC”

 

Do meu ponto de vista,

pelo que, desde muito tempo,

tenho observado,

o Espiritismo, na atualidade,

está se dividindo em Espiritismo Chico

e Espiritismo Chic!

Não sei por que, mas fato é que,

alguns adeptos da Doutrina,

parecem ter implicado

com a pobre da última vogal da palavra Chico,

e, sumariamente, a baniram,

ou a estão pretendendo banir...

E não me venham com sofismas,

alegando que, seja como for,

o Espiritismo é sempre Chic

porque não é, e tampouco será!

Pois, ele só prosseguirá sendo

verdadeiramente Chic

se continuar sendo

autenticamente Chico!...

Creio que, justamente por isto,

metaforicamente falando,

ao meu ver,

o problema maior do Espiritismo,

em seu Movimento,

está sendo

excesso de consoantes

e falta de vogal!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 9 de setembro de 2014.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h25
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“GRUPO PERFEITO?!”

 

No espaço deste Blog semanal, abriremos espaço para o lúcido pensamento de Laurentino Simões, autor do livro “Nos Passos de Jesus”. Escrevendo a respeito da ilusão dos que esperam integrar um grupo espírita perfeito, sem qualquer problema no campo do relacionamento entre os seus integrantes, Laurentino escreveu:
 
“Não estejamos à procura do Grupo Espírita perfeito, porque os integrantes de todos os grupos humanos são assinalados pelas imperfeições que caracterizam as pessoas na Terra.
Neste sentido, nem mesmo o grupo dos Apóstolos, constituído pelo Cristo, para auxiliá-Lo na pregação da Boa Nova, era perfeito.
Não obstante, o Senhor se fez o incansável mediador da paz e do entendimento entre eles.
Assim, o que escolhemos?! Ser a pedra de tropeço no caminho das atividades a serem cumpridas ou ser alguém que se dispõe a removê-la, sempre que apareça?!
Ser um solucionador de problemas ou um complicador para as dificuldades que surgem?!
Um incendiário ou alguém disposto a apagar as labaredas da discórdia?!
Como soa, em nossos lábios, a palavra que proferimos?! Agressiva ou pacificadora?! Humilde ou soberba?! Fraterna ou autoritária?!
Sob o pretexto de defender o que julga correto, ninguém deve se dirigir aos outros como quem traz um relho nas mãos.
Dentro do templo, conscientizemo-nos de que não somos o Cristo – nós somos vendilhões!
E se, porventura, ainda hoje, Ele aparecesse para sanear o templo, precisaríamos nos perguntar quem de nós estaria em condições de permanecer dentro dele.”
 
Realmente, Laurentino tem razão. Porque, os vendilhões do templo não são apenas aqueles que objetivam lucro financeiro com as suas atividades, mas todos os que, não raro, utilizam a transitória posição que nele ocupam por moeda de troca às suas ambições rasteiras.
São, por exemplo, os que se mostram interessados em vender ou comprar prestígio e influência...
Os que se valem dos precários recursos que administram na direção desse ou daquele departamento assistencial da Casa, para colocarem à mostra as suas frustrações de ambição de poder...
Os que, enfim, nos testes de avaliação espiritual a que se submetem, são reprovados, porque revelam que ainda não estão preparados para assumirem maiores responsabilidades na condução dos povos...
Não basta estar com o Cristo, ou viver perto Dele, para, verdadeiramente, ser seu seguidor. Vejamos o lamentável caso de Judas!
Assim, não basta construir um Centro Espírita, ou viver dentro dele, para que alguém, de fato, possa estufar o peito, e até com certa vaidade de natureza espiritual, proclamar aos quatro ventos: - Eu sou espírita!...
Não raro, mais espírita é aquele que não o diz ser, como, igualmente, mais médium é aquele que imagina não ser portador de qualquer faculdade mediúnica.
O grupo espírita perfeito que tanta gente vive à procura se caracteriza não pela perfeição dos outros que o integram, mas sim, e principalmente, pela sua.
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 1º de setembro de 2014.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 07h37
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O MUNDO DOS “SEM”...

 

Analisando a concepção que, infelizmente, muitos confrades espíritas continuam tendo sobre a Vida além da morte, não posso deixar de chegar à conclusão de que o Mundo Espiritual é o mundo dos “sem”...

Dos sem corpo e sem teto...

Dos sem fome e sem sede...

Dos sem roupa e sem sexo...

Dos sem necessidades fisiológicas...

Dos sem trabalho e sem escola...

Enfim, dos sem compromisso algum!...

Sim, porque, segundo a equivocada ideia de certos adeptos da Doutrina, deste Outro Lado, o homem que desencarna não mais precisa de casa, não mais sente fome e sede, não mais carece de vestuário para lhe ocultar as partes pudendas, que ele, igualmente, não tem mais, não necessitando ainda de trabalhar e estudar...

Realmente, um Mundo vazio de iniciativa e, portanto, inexistente.

Um Mundo completamente avesso ao orbe terrestre, e que, assim sendo, não poderia, em nenhum aspecto, servir de matriz para ele – quer do ponto de vista cultural, quer do ponto de vista social!

Enquanto a Terra seria o mundo dos “com”, o Mundo Espiritual seria o mundo dos “sem”...

Dos sem sonhos e sem aspirações...

Dos sem tristeza e sem alegria...

Dos sem vontade e sem desejo...

Dos que apenas viveriam na expectativa de, um dia, voltar ao Mundo dos “com”!...

Que Mundo Espiritual mais sem graça, e... sem lógica esse!

Ele, então, de fato, não mais seria humano, mas, sim, super-humano! Mas, como?! A desencarnação, por si só, seria capaz de promover criaturas falíveis a seres angelicais?!

Claro que o Mundo Espiritual Superior deve ser mesmo o mundo dos “sem”...

Dos sem preconceitos...

Dos sem fanatismo...

Dos sem ignorância...

Todavia, o Mundo Espiritual imediato, em suas muitas esferas, ainda é o mundo dos “com”...

Dos comprometimentos cármicos...

Dos comparsas no crime...

Dos compadrios desonestos...

Dos cometimentos injustos...

Dos comércios clandestinos...

Sem que o espírita modifique a sua visão do Mundo Espiritual, por mais se esforce, ele não conseguirá, a partir da própria Terra, apreender a abrangência da Vida.

Por este motivo, temos repetido à saciedade:

Espírito é gente!

Mundo Espiritual é planeta!

O corpo carnal também é “perispírito”!

O perispírito, igualmente, é “corpo carnal”!

Ouça o que tenha ouvidos de ouvir...

Mas, sobretudo, o que não tenha medo da Verdade!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 25 de agosto de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h04
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URGENTEMENTE!
 
“Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento aumenta em dor.” – Eclesiastes – 1:18
 
Realmente, há muita sabedoria prática nas palavras que nos inspiram estas reflexões, porquanto, até para saber mais o homem necessita possuir estrutura íntima, a fim de suportar o que ele, então, passa a se conscientizar dentro da imensidão do que não sabe.
Sócrates, o pai da Filosofia, vislumbrando o tamanho de sua ignorância diante da Verdade, vacinou-se contra semelhante perturbação psíquica, afirmando: “Só sei que nada sei.”
Chico Xavier, com o propósito de se manter firme no cumprimento do dever mediúnico vivia repetindo para quem desejasse ouvir, mas, sobretudo, para si mesmo, que não passava de um “cisco”...
Infelizmente, na atualidade, muitos companheiros, afastando-se do aspecto prático do Espiritismo, na vivência cotidiana de seus postulados de luz, vêm se deixando dominar por certa apatia, que, a pouco e pouco, faz com que se tornem distantes de suas tarefas.
Dão-nos a impressão de que, em vez de se fortalecerem na fé cada vez mais, consentiram que fossem abalados pela dúvida e pelo excesso de questionamento, mormente em face da ausência de exemplificação da parte das lideranças do Movimento.
Eles próprios, contudo, nunca se sentiram no dever de se transformar em escoras para os companheiros mais frágeis, que, não raro, dependem de quem possam lhes servir de espelho nas lutas pelo Ideal.
No presente momento de transição que atravessa a Humanidade, o assédio preferencial dos espíritos obsessores, que intentam ridicularizar os assuntos espirituais no mundo, tratados pelas mais diversas religiões, inclusive pela Doutrina, acontece na esfera do pensamento, ou, mais propriamente, do intelectualismo.
Por este motivo, observamos tanta contradição por parte daqueles que discursam no Espiritismo, agindo como se o Evangelho do Cristo não lhes dissesse respeito.
Lançam-se a contendas doutrinárias tais que, de repente, se sentem completamente sem forças para perseverarem nas atividades mais humildes da Casa Espírita.
Observam falíveis médiuns em ação e concluem pela mistificação generalizada.
Percebem oradores excessivamente teóricos na tribuna e não mais conseguem lhes dar crédito às palavras.
Surpreendem dirigentes em lamentáveis desvios de conduta e, em lhes constatando a invigilância, não mais se animam a continuar resistindo à tentação que não lhes concede trégua.
Contemplam a seara sendo, tristemente, invadida pela erva daninha, e não porfiam no cultivo do bom grão.
Repetimos que muitos são, quanto muitos, infelizmente, ainda haverão de ser, os que, se não procurarem se defender nos trabalhos mais humildes, que lhe oferece guarida e proteção contra o desapontamento e a descrença , rolarão por terra em seus propósitos da ascensão espiritual.
Estão, sim, os confrades encarnados atravessando dura fase no campo do testemunho individual, que lhes custará grande cota de humildade e de amor, para que não venham a despencar das grimpas de suas convicções mais puras.
Muito mais que a fé, quando destituída de obras, o que nos mantém, e manterá, de pé, vencendo os vendavais que sopram de todas as latitudes da Terra, e de além da Terra, é a Caridade – porque, a Caridade não apenas se compadece daqueles que, através das mãos alheias, por ela esperam, mas, igualmente, daqueles que, superando enormes embaraços em si e ao redor de si, tudo fazem para que a sua chama excelsa continue brilhando na escuridão.
Assim, quantos pretendem se vacinar contra a apatia, a incredulidade e a indiferença, que, presentemente, vêm fazendo com que tantos amigos se afastem de seu compromisso para com o Cristo, na Doutrina do Evangelho Restaurado, devem, urgentemente, por mais pequenina seja, abraçar uma tarefa no Bem dos semelhantes, na qual possam cerrar olhos e ouvidos às sugestões do mal.
Não nos esqueçamos da palavra de Jesus para o chamado “final dos tempos”: “E por se multiplicar a iniquidade, a caridade de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.”
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 18 de agosto de 2014.
 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 08h39
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O MELHOR QUE TEM A FAZER...

 

No Centro Espírita, é comum que nos deparemos com companheiros que sempre estão condicionando a sua presença nas tarefas a exigências de ordem pessoal.

Se não, vejamos:

 

- Eu não trabalho com aquele médium doutrinador...

- Se aquele médium passista continuar atuando na câmara de passes, nela eu não entre mais...

- A palestra daquele orador me dá sono – uma providência precisa ser tomada, pois, caso contrário, melhor ficar em casa...

- Eu não aceito que fulano fique se intrometendo no meu Departamento – é ele, ou eu...

- Com beltrano na equipe, eu estou fora...

- A reunião está ficando muito longa – se não voltar a ser um pouco mais resumida, não mais poderei frequentá-la...

- Com a falsidade imperando nos elementos do Grupo, melhor eu procurar outro Centro...

- Os diretores desta Casa são omissos – não resolvem os problemas... Estou sentado num banco prestes a quebrar e ninguém ainda tomou a iniciativa de consertá-lo...

- Outro dia, entrei no banheiro e não tinha nem papel higiênico – isto é o cúmulo do absurdo... Eu não sei o que continuo fazendo aqui...

- Aquele professor de Evangelização Infantil chamou a atenção do meu filho... Ele não tem competência nenhuma. Não trarei mais o meu filho às suas aulas...

- O que está acontecendo é uma vergonha: em plena reunião, homem casado flertando com mulher casada, e o presidente do Centro não toma qualquer atitude... Os dois tinham que ser proibidos de entrar na Casa...

- Eu trabalho, mas quem aparece é sicrano... A mim, nenhuma palavra de incentivo e gratidão. Estou cansado... Vou procurar outro Grupo...

- Eu noto como olham para mim, como se o obsidiado fosse eu, e não eles... As trevas já tomaram conta de tudo...

- Aquele médium não tem moral nenhuma para ficar recebendo mensagens – ele precisa ser afastado com urgência... Estou dando um tempo, se não quem vai se afastar sou eu...

- Estão fazendo muitas campanhas para arrecadação de recursos... Ora, Centro Espírita não precisa de dinheiro... Se não houver um basta, estou pretendendo não voltar lá mais...

- Eu avisei faz tempo... Providência nenhuma foi tomada... Cheguei ao meu limite... Conivente, eu não vou ser...

- Tudo naquele médium é animismo – se não é animismo, é mistificação... Não acredito numa vírgula do que os espíritos dizem por ele... Assim não dá – estou perdendo o meu tempo...

- Estou frequentando aquele Centro há anos, e nada aconteceu de bom na minha vida... Vou sair...

- Se quiserem que eu continue, tem que ser do meu jeito...

- A bem da verdade, já tive até proposta para mudar de Centro Espírita... Vou colocar as cartas na mesa, se não isto vai acabar acontecendo...

 

Espero que não, mas se você, porventura, tem efetuado alguma das elucubrações listadas acima, ou, pelo menos, parecida com uma delas, imaginando que, em qualquer atividade doutrinária, a sua presença seja imprescindível, o melhor que você tem a fazer é mesmo mudar de Centro Espírita – e com a urgência possível, para que você se livre do Centro e o Centro se livre de você!

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 11 de agosto de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h06
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OBSESSÃO DE TODO TAMANHO

Para não falar muito, a verdade é que existe obsessão de todo tamanho, e qualidade.
Dentro e fora do Centro Espírita.
Envolvendo quem é médium, e quem não é.
Dirigentes e frequentadores.
E, se não vigiar, gente boa pode cair nas suas artimanhas.
Essa história de que o espírito fulano falou que, entre nós, é coisa de vida passada...
Tomem cuidado.
Têm muitas investidas sentimentais assim.
Por conta disso, já presenciei muitos casamentos irem para o beleléu – tratei, e trato, de muita obsessão neste sentido.
Homem com mulher, mulher com homem, homem com homem, mulher com mulher...
Médium masculino recebendo entidade feminina.
Médium feminino recebendo entidade masculina.
Perturbação sem tamanho.
Está tudo misturado: carência, paixão, desejo, sexo...
Isto é um perigo, e pode derrubar qualquer cristão.
Cuidado na hora da transmissão do passe: nada de tocar, ou de se permitir tocar – a não ser que você, como médium ou paciente, tenha mais de 80 de idade, e ande com a libido sossegada.
Na reunião de desobsessão, preferencialmente, nada de colocar doutrinador homem ao lado de mulher médium, e vice-versa – a não ser que, sexualmente, pelo menos um dos dois esteja desencarnado...
Eu já soube de cada bagunça acontecida em câmara de passes...
De cada revelação de médium vidente, e audiente, fajuto – fajutíssimo!
Engraçado que eu nunca soube de um médium assim que, numa pessoa feia, doente e desmilinguida, encontrasse um amor de Outra Vida – é sempre uma pessoa forte, bonita, atraente, e... endinheirada! Pobre, coitado, é tão pobre, que não tem nem parente de Outra Vida!...
Eu nunca vi um espírita se deparar com uma afinidade do passado em alguém que mora na periferia – num casebre caindo, cego de um olho, coxo de uma perna e surdo de um ouvido!
Vocês já viram?!
Balela! Conversa fiada!
Espiritismo precisa ser levado mais a sério, e mediunidade muito mais a sério ainda.
O que tem de loucura na mediunidade vocês não acreditam!
E, depois, dizem que eu falo mal de médium – como poderia, se eu mal falo de médium?!
Gosto tanto de médiuns que, aqui, no Mais Além, dirigimos um hospital só para eles – o “Hospital dos Médiuns”, que, presentemente, feito os hospitais do SUS por aí, está com a sua capacidade esgotada!
Fazendo sopa para os pobres, a não ser no chuchu, na mandioca, na abobrinha, na moranga, etc, que tem que ralar, ralando também os dedos, eu nunca presenciei alguém encontrando um amor da existência pretérita...
coisa parece mesmo ter uma queda pela mediunidade! É aquele encantamento tolo, entre um ladino e um idiota, que se acalora ao bafo quente do Demônio...
Melhor parar por aqui.
O meu espaço acabou. Ainda bem.
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 4 de agosto de 2014.

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 07h56
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VALORIZE O “SEU” CENTRO ESPÍRITA

 

Valorize o “seu” Centro Espírita – o grupo de irmãos de Ideal que você frequenta.

Não importa seja ele pequenino, humilde, situado numa rua empoeirada na periferia da cidade.

Sequer importa que o seu público seja constituído por meia dúzia de companheiros.

Valorize a tarefa que você é chamado a desempenhar dentro dele.

Varrer o chão.

Limpar o banheiro.

Colocar as cadeiras em ordem.

Cuidar do pequeno jardim.

Para se equiparar a Centros maiores e com maior número de frequentadores, não se deixe envolver pela tentação de crescimento desnecessário.

Mantenha a simplicidade.

Pureza doutrinária, sobretudo, é onde se respira fraternidade, e não competição.

Valorize o estudo de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, ou de qualquer outra obra da Doutrina, que, ainda que tropeçando nas palavras, algum orador de boa vontade se disponha a fazer.

O melhor expositor espírita é sempre o que fala com o coração.

É o que não está atrás de público e de aplausos.

É o que não se transforma em pop-star.

Mais conhece Espiritismo é quem mais o vivencia, e não quem mais se ocupa nele.

Espiritismo deve ser Cristianismo – se fugir disto complica, e muito.

O ambiente de um Centro Espírita deve ser o ambiente de uma casa cristã, semelhante à Casa dos Apóstolos, em Jerusalém.

Precisa ter criançada a ser evangelizada.

Jovens que chegam para o estudo e para o trabalho assistencial – de preferência, portando os seus instrumentos musicais.

Médiuns passistas curadores – sem necessidade alguma de trabalho específico de cura com o intuito de atrair multidão.

Recipientes com água a ser magnetizada sobre a mesa nua, ou simplesmente coberta com uma toalha singela.

O serviço da Caridade – através da sopa fraterna, pelo menos um dia na semana, da distribuição de roupas e agasalhos, de pães e biscoitos, e dos possíveis gêneros alimentícios.

Espiritismo é doutrina de Centro na periferia.

Se fugir da periferia para o Centro, torna a complicar, e muito mais ainda.

Valorize no “seu” Centro Espírita a iluminada tribuna do Consolador.

Compenetre-se de que mediunidade não é para fazer aparecer o médium, mas, sim, transparecer a Mensagem da Vida Imortal!

Infelizmente, há tantos espíritas querendo aparecer mais que a Doutrina...

Palestra espírita não é espetáculo – e muito menos quando é paga! – hoje em dia, a estão financiando até através de cartão de crédito!

Reunião em Centro Espírita sério é comunhão com a Espiritualidade Superior, com o sincero propósito de renovação íntima da parte de cada um de seus frequentadores, mas, principalmente, de seus dirigentes.

Não faça de “seu” Centro Espírita o espaço onde o seu personalismo impere.

Nem onde a sua frustração de anseio de poder se expresse em atitudes que desmintam as suas palavras bonitas.

 

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 28 de julho de 2014.

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h05
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VALEM UMA FORTUNA

 

Caro amigo R: Jesus nos abençoe.

 

Escrevo esta pequena missiva apenas em consideração às suas dúvidas sinceras.

Você tem sido companheiro de grande valor.

Infelizmente, no entanto, depois de tantos anos de Doutrina, você ainda não conseguiu a sua independência de pensamento.

Tem medo da crítica.

Sobretudo, receio de que, dentro do Movimento, a sua posição seja questionada.

Aceite um conselho: não se iluda ao seu próprio respeito, e, tampouco, a respeito dos outros.

Não desencarna assim, não.

Enquanto você ainda dispõe de certo tempo no corpo, que, em breve, haverá de deixar, procure ampliar o horizonte de suas concepções em torno da Vida além da morte.

Acredite: ela é muito maior, e mais complexa, do que possa constar nos melhores livros, que você, em vários lustros, possivelmente, tenha compulsado.

Não se apegue à letra tanto assim – inclusive (isto, talvez, lhe venha a soar como nova heresia minha), à letra da Codificação!

Não dê valor a cargos e posições – e, mesmo ao nome-rótulo que você conquistou com trabalho e suor, não dê valor. Isto tudo é ilusão.

Aqueles que conseguem percorrer longas distâncias, para, por fim, baterem às portas de luz da Verdade, quase sempre, somente podem contar com a companhia da própria consciência, e de mais ninguém.

Não continue fazendo Espiritismo para agradar um suposto poder intelectual que nele não existe, e nem nunca existirá.

Não tema retaliações, pois, no máximo, haverão de dizer que você, quase no termo da existência, tornou-se obsedado, ou, se forem mais caridosos, que caiu vítima de “Alzheimer”.

Os parentes de Jesus também diziam que Ele havia perdido o espírito, e, várias vezes, conforme se pode ler no Evangelho, tentaram se apoderar Dele, porque, afinal, Ele os estava comprometendo.

Na experiência carnal, é muito fácil reincidirmos em antigos equívocos no campo da fé, principalmente quando não ousamos romper com os elos da pesada corrente da ortodoxia que nós próprios forjamos.

Por isto, meu caro, encha-se de coragem e, embora com as pernas enfraquecidas pelo tempo, ouse um passo além. Recorda-se de Paulo, em Hebreus, capítulo 12, versículos 12 e 13?! – “... restabelecei as mãos decaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os vossos pés...”

Deixa essa turma para trás, pois, com quem, se imaginando na vanguarda, se compraz na retaguarda, fazer o quê?!

Não fuja ao testemunho.

Rompa com o establishment espírita e siga adiante.

Seja livre.

Reivindique o direito de ser você mesmo.

Se meia dúzia de Centros Espíritos continuarem lhe convidando para proferir palestras, o que você quer mais?! Se meia dúzia de amigos continuarem lhe prestigiando a palavra, acredite que você ainda estará contando com um público enorme!...

Têm duas coisas que, na atualidade, como dizia minha mãe, está reduzindo os espíritas “a pó de traque”: poder e dinheiro! Esta dupla das trevas tem promovido um verdadeiro arraso em nossas fileiras!

Não, não se preocupe. Você não vai ter que pagar nada pelo que estou lhe dizendo...  Eu não vou lhe cobrar um centavo sequer por estas palavras, mas, verdadeiramente, elas valem uma fortuna.

Se puder, enriqueça-se com elas.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 21 de julho de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h19
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