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MEDIUNIDADE NA INTERNET
- Blog do Dr. Inácio Ferreira -
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TRANSP..ORAR E TRANSPIRAR
 
Nada contra a oração.
Ao contrário, todos nós precisamos orar muito, e sempre.
Mas, sobretudo, orar com sinceridade.
Não como os escribas e fariseus, que, com as suas longas orações, pretendiam devorar as casas das viúvas...
Orar, sim, mas sem chegar a transp...orar
Muitos companheiros de Ideal transp...oram com facilidade – e, cada vez mais, estão transp...orando!
Em outras palavras, rezam demais!
Transp...oram demais e transpiram de menos!
Isolam-se em suas casas.
Trancam-se em seus quartos.
Procuram a maior quietude possível para ficarem zen...
Nada querem com as frentes de luta, onde alguns poucos perseveram sob o fogo-cerrado da batalha.
Sempre dispostos a transp...orar, nada há que os faça transpirar!
Só praticam a Caridade se o necessitado lhes bater à porta do comodismo...
Ausentam-se do Centro Espírita – em desapoio aos companheiros, não o frequentam com regularidade.
Não descem de seu apartamento, ou não saem de sua casa, para atravessar a rua, em visita à Instituição defronte.
Muitos, ao som de uma música new age e ao cheiro de uma vela perfumada, ouvindo o marulhar de pequena cascata movida à eletricidade, chegam a dizer – que o venerável Benfeitor nos perdoe a heresia! – que foram visitados pelo Dr. Bezerra de Menezes...
E, ainda por cima, como se o Dr. Bezerra não tivesse nada mais a fazer, afirmam que ele se demorou com eles.
Jesus, na atualidade do mundo, está carecendo mais de amigos da transpiração que datransp...oração!
De gente disposta a arregaçar as mangas, e – permitam-me fazer propaganda da minhafábrica! – empunhar a piaçava...
Gente de obras com fé, e não de fé sem obras!
Que compreenda que o melhor meio de transp...orar é transpirar, e transpirar abundantemente nas leiras do Bem.
Sob o sol causticante das provas, ou dos vendavais das decepções, das ingratidões, das calúnias, dos ataques, das humilhações...
O Céu, ao que sei, não é dos que transp...oram, mas sim dos que transpiraram...
No Monte das Oliveiras, Jesus transp...orou ao Pai, transpirando sangue, porque, Nele, não havia mais nenhuma gota de suor a ser transpirada!...
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 15 de setembro de 2014. 
  



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 08h03
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“CHICO” E “CHIC”

 

Do meu ponto de vista,

pelo que, desde muito tempo,

tenho observado,

o Espiritismo, na atualidade,

está se dividindo em Espiritismo Chico

e Espiritismo Chic!

Não sei por que, mas fato é que,

alguns adeptos da Doutrina,

parecem ter implicado

com a pobre da última vogal da palavra Chico,

e, sumariamente, a baniram,

ou a estão pretendendo banir...

E não me venham com sofismas,

alegando que, seja como for,

o Espiritismo é sempre Chic

porque não é, e tampouco será!

Pois, ele só prosseguirá sendo

verdadeiramente Chic

se continuar sendo

autenticamente Chico!...

Creio que, justamente por isto,

metaforicamente falando,

ao meu ver,

o problema maior do Espiritismo,

em seu Movimento,

está sendo

excesso de consoantes

e falta de vogal!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 9 de setembro de 2014.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h25
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“GRUPO PERFEITO?!”

 

No espaço deste Blog semanal, abriremos espaço para o lúcido pensamento de Laurentino Simões, autor do livro “Nos Passos de Jesus”. Escrevendo a respeito da ilusão dos que esperam integrar um grupo espírita perfeito, sem qualquer problema no campo do relacionamento entre os seus integrantes, Laurentino escreveu:
 
“Não estejamos à procura do Grupo Espírita perfeito, porque os integrantes de todos os grupos humanos são assinalados pelas imperfeições que caracterizam as pessoas na Terra.
Neste sentido, nem mesmo o grupo dos Apóstolos, constituído pelo Cristo, para auxiliá-Lo na pregação da Boa Nova, era perfeito.
Não obstante, o Senhor se fez o incansável mediador da paz e do entendimento entre eles.
Assim, o que escolhemos?! Ser a pedra de tropeço no caminho das atividades a serem cumpridas ou ser alguém que se dispõe a removê-la, sempre que apareça?!
Ser um solucionador de problemas ou um complicador para as dificuldades que surgem?!
Um incendiário ou alguém disposto a apagar as labaredas da discórdia?!
Como soa, em nossos lábios, a palavra que proferimos?! Agressiva ou pacificadora?! Humilde ou soberba?! Fraterna ou autoritária?!
Sob o pretexto de defender o que julga correto, ninguém deve se dirigir aos outros como quem traz um relho nas mãos.
Dentro do templo, conscientizemo-nos de que não somos o Cristo – nós somos vendilhões!
E se, porventura, ainda hoje, Ele aparecesse para sanear o templo, precisaríamos nos perguntar quem de nós estaria em condições de permanecer dentro dele.”
 
Realmente, Laurentino tem razão. Porque, os vendilhões do templo não são apenas aqueles que objetivam lucro financeiro com as suas atividades, mas todos os que, não raro, utilizam a transitória posição que nele ocupam por moeda de troca às suas ambições rasteiras.
São, por exemplo, os que se mostram interessados em vender ou comprar prestígio e influência...
Os que se valem dos precários recursos que administram na direção desse ou daquele departamento assistencial da Casa, para colocarem à mostra as suas frustrações de ambição de poder...
Os que, enfim, nos testes de avaliação espiritual a que se submetem, são reprovados, porque revelam que ainda não estão preparados para assumirem maiores responsabilidades na condução dos povos...
Não basta estar com o Cristo, ou viver perto Dele, para, verdadeiramente, ser seu seguidor. Vejamos o lamentável caso de Judas!
Assim, não basta construir um Centro Espírita, ou viver dentro dele, para que alguém, de fato, possa estufar o peito, e até com certa vaidade de natureza espiritual, proclamar aos quatro ventos: - Eu sou espírita!...
Não raro, mais espírita é aquele que não o diz ser, como, igualmente, mais médium é aquele que imagina não ser portador de qualquer faculdade mediúnica.
O grupo espírita perfeito que tanta gente vive à procura se caracteriza não pela perfeição dos outros que o integram, mas sim, e principalmente, pela sua.
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 1º de setembro de 2014.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 07h37
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O MUNDO DOS “SEM”...

 

Analisando a concepção que, infelizmente, muitos confrades espíritas continuam tendo sobre a Vida além da morte, não posso deixar de chegar à conclusão de que o Mundo Espiritual é o mundo dos “sem”...

Dos sem corpo e sem teto...

Dos sem fome e sem sede...

Dos sem roupa e sem sexo...

Dos sem necessidades fisiológicas...

Dos sem trabalho e sem escola...

Enfim, dos sem compromisso algum!...

Sim, porque, segundo a equivocada ideia de certos adeptos da Doutrina, deste Outro Lado, o homem que desencarna não mais precisa de casa, não mais sente fome e sede, não mais carece de vestuário para lhe ocultar as partes pudendas, que ele, igualmente, não tem mais, não necessitando ainda de trabalhar e estudar...

Realmente, um Mundo vazio de iniciativa e, portanto, inexistente.

Um Mundo completamente avesso ao orbe terrestre, e que, assim sendo, não poderia, em nenhum aspecto, servir de matriz para ele – quer do ponto de vista cultural, quer do ponto de vista social!

Enquanto a Terra seria o mundo dos “com”, o Mundo Espiritual seria o mundo dos “sem”...

Dos sem sonhos e sem aspirações...

Dos sem tristeza e sem alegria...

Dos sem vontade e sem desejo...

Dos que apenas viveriam na expectativa de, um dia, voltar ao Mundo dos “com”!...

Que Mundo Espiritual mais sem graça, e... sem lógica esse!

Ele, então, de fato, não mais seria humano, mas, sim, super-humano! Mas, como?! A desencarnação, por si só, seria capaz de promover criaturas falíveis a seres angelicais?!

Claro que o Mundo Espiritual Superior deve ser mesmo o mundo dos “sem”...

Dos sem preconceitos...

Dos sem fanatismo...

Dos sem ignorância...

Todavia, o Mundo Espiritual imediato, em suas muitas esferas, ainda é o mundo dos “com”...

Dos comprometimentos cármicos...

Dos comparsas no crime...

Dos compadrios desonestos...

Dos cometimentos injustos...

Dos comércios clandestinos...

Sem que o espírita modifique a sua visão do Mundo Espiritual, por mais se esforce, ele não conseguirá, a partir da própria Terra, apreender a abrangência da Vida.

Por este motivo, temos repetido à saciedade:

Espírito é gente!

Mundo Espiritual é planeta!

O corpo carnal também é “perispírito”!

O perispírito, igualmente, é “corpo carnal”!

Ouça o que tenha ouvidos de ouvir...

Mas, sobretudo, o que não tenha medo da Verdade!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 25 de agosto de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h04
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URGENTEMENTE!
 
“Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento aumenta em dor.” – Eclesiastes – 1:18
 
Realmente, há muita sabedoria prática nas palavras que nos inspiram estas reflexões, porquanto, até para saber mais o homem necessita possuir estrutura íntima, a fim de suportar o que ele, então, passa a se conscientizar dentro da imensidão do que não sabe.
Sócrates, o pai da Filosofia, vislumbrando o tamanho de sua ignorância diante da Verdade, vacinou-se contra semelhante perturbação psíquica, afirmando: “Só sei que nada sei.”
Chico Xavier, com o propósito de se manter firme no cumprimento do dever mediúnico vivia repetindo para quem desejasse ouvir, mas, sobretudo, para si mesmo, que não passava de um “cisco”...
Infelizmente, na atualidade, muitos companheiros, afastando-se do aspecto prático do Espiritismo, na vivência cotidiana de seus postulados de luz, vêm se deixando dominar por certa apatia, que, a pouco e pouco, faz com que se tornem distantes de suas tarefas.
Dão-nos a impressão de que, em vez de se fortalecerem na fé cada vez mais, consentiram que fossem abalados pela dúvida e pelo excesso de questionamento, mormente em face da ausência de exemplificação da parte das lideranças do Movimento.
Eles próprios, contudo, nunca se sentiram no dever de se transformar em escoras para os companheiros mais frágeis, que, não raro, dependem de quem possam lhes servir de espelho nas lutas pelo Ideal.
No presente momento de transição que atravessa a Humanidade, o assédio preferencial dos espíritos obsessores, que intentam ridicularizar os assuntos espirituais no mundo, tratados pelas mais diversas religiões, inclusive pela Doutrina, acontece na esfera do pensamento, ou, mais propriamente, do intelectualismo.
Por este motivo, observamos tanta contradição por parte daqueles que discursam no Espiritismo, agindo como se o Evangelho do Cristo não lhes dissesse respeito.
Lançam-se a contendas doutrinárias tais que, de repente, se sentem completamente sem forças para perseverarem nas atividades mais humildes da Casa Espírita.
Observam falíveis médiuns em ação e concluem pela mistificação generalizada.
Percebem oradores excessivamente teóricos na tribuna e não mais conseguem lhes dar crédito às palavras.
Surpreendem dirigentes em lamentáveis desvios de conduta e, em lhes constatando a invigilância, não mais se animam a continuar resistindo à tentação que não lhes concede trégua.
Contemplam a seara sendo, tristemente, invadida pela erva daninha, e não porfiam no cultivo do bom grão.
Repetimos que muitos são, quanto muitos, infelizmente, ainda haverão de ser, os que, se não procurarem se defender nos trabalhos mais humildes, que lhe oferece guarida e proteção contra o desapontamento e a descrença , rolarão por terra em seus propósitos da ascensão espiritual.
Estão, sim, os confrades encarnados atravessando dura fase no campo do testemunho individual, que lhes custará grande cota de humildade e de amor, para que não venham a despencar das grimpas de suas convicções mais puras.
Muito mais que a fé, quando destituída de obras, o que nos mantém, e manterá, de pé, vencendo os vendavais que sopram de todas as latitudes da Terra, e de além da Terra, é a Caridade – porque, a Caridade não apenas se compadece daqueles que, através das mãos alheias, por ela esperam, mas, igualmente, daqueles que, superando enormes embaraços em si e ao redor de si, tudo fazem para que a sua chama excelsa continue brilhando na escuridão.
Assim, quantos pretendem se vacinar contra a apatia, a incredulidade e a indiferença, que, presentemente, vêm fazendo com que tantos amigos se afastem de seu compromisso para com o Cristo, na Doutrina do Evangelho Restaurado, devem, urgentemente, por mais pequenina seja, abraçar uma tarefa no Bem dos semelhantes, na qual possam cerrar olhos e ouvidos às sugestões do mal.
Não nos esqueçamos da palavra de Jesus para o chamado “final dos tempos”: “E por se multiplicar a iniquidade, a caridade de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.”
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 18 de agosto de 2014.
 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 08h39
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O MELHOR QUE TEM A FAZER...

 

No Centro Espírita, é comum que nos deparemos com companheiros que sempre estão condicionando a sua presença nas tarefas a exigências de ordem pessoal.

Se não, vejamos:

 

- Eu não trabalho com aquele médium doutrinador...

- Se aquele médium passista continuar atuando na câmara de passes, nela eu não entre mais...

- A palestra daquele orador me dá sono – uma providência precisa ser tomada, pois, caso contrário, melhor ficar em casa...

- Eu não aceito que fulano fique se intrometendo no meu Departamento – é ele, ou eu...

- Com beltrano na equipe, eu estou fora...

- A reunião está ficando muito longa – se não voltar a ser um pouco mais resumida, não mais poderei frequentá-la...

- Com a falsidade imperando nos elementos do Grupo, melhor eu procurar outro Centro...

- Os diretores desta Casa são omissos – não resolvem os problemas... Estou sentado num banco prestes a quebrar e ninguém ainda tomou a iniciativa de consertá-lo...

- Outro dia, entrei no banheiro e não tinha nem papel higiênico – isto é o cúmulo do absurdo... Eu não sei o que continuo fazendo aqui...

- Aquele professor de Evangelização Infantil chamou a atenção do meu filho... Ele não tem competência nenhuma. Não trarei mais o meu filho às suas aulas...

- O que está acontecendo é uma vergonha: em plena reunião, homem casado flertando com mulher casada, e o presidente do Centro não toma qualquer atitude... Os dois tinham que ser proibidos de entrar na Casa...

- Eu trabalho, mas quem aparece é sicrano... A mim, nenhuma palavra de incentivo e gratidão. Estou cansado... Vou procurar outro Grupo...

- Eu noto como olham para mim, como se o obsidiado fosse eu, e não eles... As trevas já tomaram conta de tudo...

- Aquele médium não tem moral nenhuma para ficar recebendo mensagens – ele precisa ser afastado com urgência... Estou dando um tempo, se não quem vai se afastar sou eu...

- Estão fazendo muitas campanhas para arrecadação de recursos... Ora, Centro Espírita não precisa de dinheiro... Se não houver um basta, estou pretendendo não voltar lá mais...

- Eu avisei faz tempo... Providência nenhuma foi tomada... Cheguei ao meu limite... Conivente, eu não vou ser...

- Tudo naquele médium é animismo – se não é animismo, é mistificação... Não acredito numa vírgula do que os espíritos dizem por ele... Assim não dá – estou perdendo o meu tempo...

- Estou frequentando aquele Centro há anos, e nada aconteceu de bom na minha vida... Vou sair...

- Se quiserem que eu continue, tem que ser do meu jeito...

- A bem da verdade, já tive até proposta para mudar de Centro Espírita... Vou colocar as cartas na mesa, se não isto vai acabar acontecendo...

 

Espero que não, mas se você, porventura, tem efetuado alguma das elucubrações listadas acima, ou, pelo menos, parecida com uma delas, imaginando que, em qualquer atividade doutrinária, a sua presença seja imprescindível, o melhor que você tem a fazer é mesmo mudar de Centro Espírita – e com a urgência possível, para que você se livre do Centro e o Centro se livre de você!

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 11 de agosto de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h06
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OBSESSÃO DE TODO TAMANHO

Para não falar muito, a verdade é que existe obsessão de todo tamanho, e qualidade.
Dentro e fora do Centro Espírita.
Envolvendo quem é médium, e quem não é.
Dirigentes e frequentadores.
E, se não vigiar, gente boa pode cair nas suas artimanhas.
Essa história de que o espírito fulano falou que, entre nós, é coisa de vida passada...
Tomem cuidado.
Têm muitas investidas sentimentais assim.
Por conta disso, já presenciei muitos casamentos irem para o beleléu – tratei, e trato, de muita obsessão neste sentido.
Homem com mulher, mulher com homem, homem com homem, mulher com mulher...
Médium masculino recebendo entidade feminina.
Médium feminino recebendo entidade masculina.
Perturbação sem tamanho.
Está tudo misturado: carência, paixão, desejo, sexo...
Isto é um perigo, e pode derrubar qualquer cristão.
Cuidado na hora da transmissão do passe: nada de tocar, ou de se permitir tocar – a não ser que você, como médium ou paciente, tenha mais de 80 de idade, e ande com a libido sossegada.
Na reunião de desobsessão, preferencialmente, nada de colocar doutrinador homem ao lado de mulher médium, e vice-versa – a não ser que, sexualmente, pelo menos um dos dois esteja desencarnado...
Eu já soube de cada bagunça acontecida em câmara de passes...
De cada revelação de médium vidente, e audiente, fajuto – fajutíssimo!
Engraçado que eu nunca soube de um médium assim que, numa pessoa feia, doente e desmilinguida, encontrasse um amor de Outra Vida – é sempre uma pessoa forte, bonita, atraente, e... endinheirada! Pobre, coitado, é tão pobre, que não tem nem parente de Outra Vida!...
Eu nunca vi um espírita se deparar com uma afinidade do passado em alguém que mora na periferia – num casebre caindo, cego de um olho, coxo de uma perna e surdo de um ouvido!
Vocês já viram?!
Balela! Conversa fiada!
Espiritismo precisa ser levado mais a sério, e mediunidade muito mais a sério ainda.
O que tem de loucura na mediunidade vocês não acreditam!
E, depois, dizem que eu falo mal de médium – como poderia, se eu mal falo de médium?!
Gosto tanto de médiuns que, aqui, no Mais Além, dirigimos um hospital só para eles – o “Hospital dos Médiuns”, que, presentemente, feito os hospitais do SUS por aí, está com a sua capacidade esgotada!
Fazendo sopa para os pobres, a não ser no chuchu, na mandioca, na abobrinha, na moranga, etc, que tem que ralar, ralando também os dedos, eu nunca presenciei alguém encontrando um amor da existência pretérita...
coisa parece mesmo ter uma queda pela mediunidade! É aquele encantamento tolo, entre um ladino e um idiota, que se acalora ao bafo quente do Demônio...
Melhor parar por aqui.
O meu espaço acabou. Ainda bem.
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 4 de agosto de 2014.

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 07h56
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VALORIZE O “SEU” CENTRO ESPÍRITA

 

Valorize o “seu” Centro Espírita – o grupo de irmãos de Ideal que você frequenta.

Não importa seja ele pequenino, humilde, situado numa rua empoeirada na periferia da cidade.

Sequer importa que o seu público seja constituído por meia dúzia de companheiros.

Valorize a tarefa que você é chamado a desempenhar dentro dele.

Varrer o chão.

Limpar o banheiro.

Colocar as cadeiras em ordem.

Cuidar do pequeno jardim.

Para se equiparar a Centros maiores e com maior número de frequentadores, não se deixe envolver pela tentação de crescimento desnecessário.

Mantenha a simplicidade.

Pureza doutrinária, sobretudo, é onde se respira fraternidade, e não competição.

Valorize o estudo de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, ou de qualquer outra obra da Doutrina, que, ainda que tropeçando nas palavras, algum orador de boa vontade se disponha a fazer.

O melhor expositor espírita é sempre o que fala com o coração.

É o que não está atrás de público e de aplausos.

É o que não se transforma em pop-star.

Mais conhece Espiritismo é quem mais o vivencia, e não quem mais se ocupa nele.

Espiritismo deve ser Cristianismo – se fugir disto complica, e muito.

O ambiente de um Centro Espírita deve ser o ambiente de uma casa cristã, semelhante à Casa dos Apóstolos, em Jerusalém.

Precisa ter criançada a ser evangelizada.

Jovens que chegam para o estudo e para o trabalho assistencial – de preferência, portando os seus instrumentos musicais.

Médiuns passistas curadores – sem necessidade alguma de trabalho específico de cura com o intuito de atrair multidão.

Recipientes com água a ser magnetizada sobre a mesa nua, ou simplesmente coberta com uma toalha singela.

O serviço da Caridade – através da sopa fraterna, pelo menos um dia na semana, da distribuição de roupas e agasalhos, de pães e biscoitos, e dos possíveis gêneros alimentícios.

Espiritismo é doutrina de Centro na periferia.

Se fugir da periferia para o Centro, torna a complicar, e muito mais ainda.

Valorize no “seu” Centro Espírita a iluminada tribuna do Consolador.

Compenetre-se de que mediunidade não é para fazer aparecer o médium, mas, sim, transparecer a Mensagem da Vida Imortal!

Infelizmente, há tantos espíritas querendo aparecer mais que a Doutrina...

Palestra espírita não é espetáculo – e muito menos quando é paga! – hoje em dia, a estão financiando até através de cartão de crédito!

Reunião em Centro Espírita sério é comunhão com a Espiritualidade Superior, com o sincero propósito de renovação íntima da parte de cada um de seus frequentadores, mas, principalmente, de seus dirigentes.

Não faça de “seu” Centro Espírita o espaço onde o seu personalismo impere.

Nem onde a sua frustração de anseio de poder se expresse em atitudes que desmintam as suas palavras bonitas.

 

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 28 de julho de 2014.

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h05
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VALEM UMA FORTUNA

 

Caro amigo R: Jesus nos abençoe.

 

Escrevo esta pequena missiva apenas em consideração às suas dúvidas sinceras.

Você tem sido companheiro de grande valor.

Infelizmente, no entanto, depois de tantos anos de Doutrina, você ainda não conseguiu a sua independência de pensamento.

Tem medo da crítica.

Sobretudo, receio de que, dentro do Movimento, a sua posição seja questionada.

Aceite um conselho: não se iluda ao seu próprio respeito, e, tampouco, a respeito dos outros.

Não desencarna assim, não.

Enquanto você ainda dispõe de certo tempo no corpo, que, em breve, haverá de deixar, procure ampliar o horizonte de suas concepções em torno da Vida além da morte.

Acredite: ela é muito maior, e mais complexa, do que possa constar nos melhores livros, que você, em vários lustros, possivelmente, tenha compulsado.

Não se apegue à letra tanto assim – inclusive (isto, talvez, lhe venha a soar como nova heresia minha), à letra da Codificação!

Não dê valor a cargos e posições – e, mesmo ao nome-rótulo que você conquistou com trabalho e suor, não dê valor. Isto tudo é ilusão.

Aqueles que conseguem percorrer longas distâncias, para, por fim, baterem às portas de luz da Verdade, quase sempre, somente podem contar com a companhia da própria consciência, e de mais ninguém.

Não continue fazendo Espiritismo para agradar um suposto poder intelectual que nele não existe, e nem nunca existirá.

Não tema retaliações, pois, no máximo, haverão de dizer que você, quase no termo da existência, tornou-se obsedado, ou, se forem mais caridosos, que caiu vítima de “Alzheimer”.

Os parentes de Jesus também diziam que Ele havia perdido o espírito, e, várias vezes, conforme se pode ler no Evangelho, tentaram se apoderar Dele, porque, afinal, Ele os estava comprometendo.

Na experiência carnal, é muito fácil reincidirmos em antigos equívocos no campo da fé, principalmente quando não ousamos romper com os elos da pesada corrente da ortodoxia que nós próprios forjamos.

Por isto, meu caro, encha-se de coragem e, embora com as pernas enfraquecidas pelo tempo, ouse um passo além. Recorda-se de Paulo, em Hebreus, capítulo 12, versículos 12 e 13?! – “... restabelecei as mãos decaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os vossos pés...”

Deixa essa turma para trás, pois, com quem, se imaginando na vanguarda, se compraz na retaguarda, fazer o quê?!

Não fuja ao testemunho.

Rompa com o establishment espírita e siga adiante.

Seja livre.

Reivindique o direito de ser você mesmo.

Se meia dúzia de Centros Espíritos continuarem lhe convidando para proferir palestras, o que você quer mais?! Se meia dúzia de amigos continuarem lhe prestigiando a palavra, acredite que você ainda estará contando com um público enorme!...

Têm duas coisas que, na atualidade, como dizia minha mãe, está reduzindo os espíritas “a pó de traque”: poder e dinheiro! Esta dupla das trevas tem promovido um verdadeiro arraso em nossas fileiras!

Não, não se preocupe. Você não vai ter que pagar nada pelo que estou lhe dizendo...  Eu não vou lhe cobrar um centavo sequer por estas palavras, mas, verdadeiramente, elas valem uma fortuna.

Se puder, enriqueça-se com elas.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 21 de julho de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h19
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A LOGO DA COPA

 

Agora, passado o placar de jogo de “basquete” da Alemanha contra o Brasil, embora na condição de desencarnado, vocês me permitam algo dizer em prol da reflexão que carece de ser efetuada por todos os brasileiros, que deveriam estar mais preocupados em fazer do Brasil a Pátria do Evangelho – condição que, infelizmente, parece nos estar escapando!

De imediato, assim que foi anunciada a Copa de 2014 no Brasil, começou a circular na mídia a “logo” escolhida para a sua divulgação, e, como sempre, alguns espíritas encontraram grande semelhança entre o desenho estilizado de três mãos, em verde e amarelo, como se estivessem segurando uma bola de futebol, com a postura do médium Chico Xavier, quando se concentrava para psicografar...

Realmente, a semelhança é muito grande, principalmente se levarmos em consideração que, para psicografar, enquanto a destra deslizava vertiginosamente sobre as laudas, Chico apoiava a cabeça na mão esquerda, espalmada na fronte...

Por conta de tal “coincidência”, muitos começaram a dizer que o Hexa seria nosso, ou seja, dos brasileiros, encarnados e desencarnados, posto que, deste Outro Lado, muitos são os que continuam apaixonados pelo chamado “esporte das multidões”.

Aumentando a “suspeita” de que, no Maracanã, no próximo dia 13, a Seleção Canarinho seria campeã, havia o fato de que o Penta, conquistado em 2002, coincidira com a data de desencarnação de Chico, ocorrida a 30 de junho – de repente, colocaram o Médium na condição de “patrono” da Seleção, ele que, no máximo, na juventude, sem nunca ter dado um chute na bola, fora secretário do “Pedro Leopoldo Futebol Clube”.

Acontece, porém, que, deixando de lado a paixão-mor do brasileiro por futebol – eu que, na condição de torcedor do Uberaba Sport Club, ainda lamento até hoje a fatídica derrota do Brasil – aquela, sim, era Seleção! –, em 1982, no Sarriá, para a Itália, acredito que o Logo da Copa-2014, recentemente finda, quer dizer coisa mais transcendente do que, simplesmente, o sonho do título do Hexa.

Não lhes parece que, na referida figura estilizada, Chico apoiando a cabeça com a mão esquerda espalmada, não nos estaria convidando a refletir, de maneira mais adulta e responsável, sobre os destinos do Brasil?!

Ele que, em duas oportunidades, foi considerado um dos brasileiros mais importantes da História – a última no dia 3 de Outubro de 2012, dez anos após a sua desencarnação, com 71,4% dos votos, em promoção do Sistema Brasileiro de Televisão –, não teria, espiritualmente, comparecido como inspiração para o artista do Logo da Copa-2014, com a nos dizer de que está passando da hora de o Brasil criar juízo?!

Que está passando da hora de o Brasil, a partir do “campeonato nacional das eleições”, no próximo mês de Outubro, escolher melhor os seus governantes, e, sem Pelé ou Neymar, mostrar que é bom de bola também fora dos gramados?!...

Por isto, eu, que nada sei, acho que a grande derrota no futebol para a Alemanha pode ser transformada em grande vitória social para o Brasil, agora, daqui mais alguns dias, com o Brasil, então, dando ao mundo uma demonstração de que o brasileiro também sabe ser craque fora de campo – porque, não nos iludamos: a tragédia dentro de campo, na Copa de 2014, é consequência de uma tragédia fora de campo, que começou já faz muito tempo!

Contra a Alemanha, no “Mineirão”, Estado natal de Chico Xavier, a prorrogação se fez impossível, mas a verdade é que, diante do mundo em expectativa, o jogo para o Brasil está apenas começando, e por mais que o placar nos seja atualmente adverso, é possível virar o jogo e derrotar a corrupção, a mentira, a falcatrua, a “ditadura” branca, o tráfico de consciências, etc., e fazer deste País o que, por determinação do Senhor, ele está fadado a ser no concerto das nações.

Emmanuel e Chico Xavier são os patronos espirituais do Brasil, e, certamente, não nos abandonariam em momento tão delicado de nossa História.

Eis o que eu, sucintamente, penso sobre a derrota acachapante contra a Alemanha no futebol – tinha que ser acachapante, e, por este motivo – acreditem –, como que por ação de forças invisíveis, os jogadores brasileiros pareciam mostrar as pernas amarradas dentro do campo.

Faça você agora, no próximo mês de outubro, a sua parte – mostre que você é um craque de salário mínimo, mas que sabe fazer gols mais bonitos que Pelé e Neymar.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 14 de julho de 2014.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h03
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JESUS E A IMORTALIDADE

 

A prova da imortalidade está na raiz da sobrevivência do Cristianismo, pois, se Jesus não tivesse dado prova de sua própria imortalidade, os Apóstolos não teriam encontrado forças para levar adiante a mensagem da Boa Nova.

Logo após o episódio da crucificação, temendo severas represálias contra os seguidores do Mestre, os Apóstolos se trancaram, e assim permaneceram durante três dias, esperando que a promessa de sua ressurreição se concretizasse.

Tanto assim é que o fato da ressurreição foi documentado pelos quatro Evangelistas – Mateus, Marcos, Lucas e João.

No capítulo 28, versículos de 1 a 10, das anotações de Mateus, nós ficamos sabendo que Maria Madalena, na companhia de outra Maria, “ao entrar o primeiro dia da semana”, ou seja, no domingo de Páscoa, é enviada a ver o sepulcro – os Apóstolos estavam tão receosos de serem presos, e, talvez, submetidos à mesma condenação do Mestre, que não ousavam sair de casa.

Em Marcos, capítulo 16, versículos de 1 a 8, ficamos sabendo que a outra Maria, que acompanhava Madalena, era mãe de Tiago, e que, além dela, também se fazia acompanhar de Salomé.

No Evangelho de Lucas, capítulo 24, versículos de 1 a 12, outra personagem feminina é acrescentada como testemunha da ressurreição: Joana, provavelmente, a mulher de Cusa.

João Evangelista, no capítulo 20, versículos de 1 a 10, diz com clareza que foi Madalena quem tomou a iniciativa de avisar os Apóstolos que o Senhor havia ressurgido dos mortos: “Então, correu e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo a quem Jesus amava, e disse-lhes: Tiraram do sepulcro o Senhor e não sabemos onde o puseram.”

Somente, então, Simão Pedro e o próprio João, que seria o futuro Evangelista, se encheram de coragem e foram ao sepulcro – sendo que João, por ser mais jovem, “correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro...”

João, que duvidava da ressurreição do Mestre, escreve de próprio punho no versículo 8, do já citado capítulo de suas anotações: “Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu e creu.” (destaquei)

Posteriormente, sabemos que Jesus Redivivo, além de se mostrar a Madalena, aparece aos próprios Apóstolos, inclusive consentindo que Tomé, a fim de se certificar de que não estava sendo vítima de processo alucinatório, lhe tocasse as chagas.

Os Apóstolos, portanto, tiveram várias provas materiais da sobrevivência do Senhor, inclusive, mais tarde, o ex-rabino Saulo de Tarso, que, de imediato, se converte ao Cristianismo.

Constatamos que, no que pese a excelência da mensagem da Boa Nova e no quanto, ao longo de três anos, os Apóstolos pudessem testemunhar dos feitos do Cristo, se Ele não tivesse ressuscitado, ou seja, vencido a morte de maneira espetacular, deixando escancarada a porta do túmulo vazio, a verdade é que eles teriam recuado...

Paulo, mais tarde, escrevendo a sua Primeira Carta aos Coríntios, grafou no capítulo 15, versículo 14: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã a vossa fé...”

Realmente, não existe prova maior de que a morte não existe que a sobrevivência do Cristianismo, quando, igualmente, durante cerca de trezentos anos, os cristãos, a exemplo do Mestre, convictos de que não morreriam, testemunhariam nos circos de martírio em favor da Causa.

Não nos esqueçamos de que, com o Senhor ainda no corpo, com os Apóstolos demonstrando a sua fragilidade humana, Judas o traiu, Simão Pedro o negou, e os demais, no momento decisivo, debandaram – não houve um sequer que levantasse a voz para defendê-Lo!

Sendo assim, como poderiam eles, sem mais contarem com a companhia direta do Mestre, enfrentar tudo o que enfrentaram na luta pelo Evangelho, sem a certeza de que, em Espírito, Ele os assistia e acompanhava?!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 7 de julho de 2014.

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h12
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“DOUTOR, MANEIRA AÍ!”

 

- Doutor, maneira aí! – quase que posso ouvir você me dizer.

Não maneiro, não.

Contemporizar não é comigo.

Chega de ficar em cima do muro.

O que aconteceu ao Cristianismo é culpa nossa. Você quer que o que está em vias de acontecer ao Espiritismo, seja culpa nossa, de novo?!

Por isto, não maneiro, não.

Quem não quiser me ler, não leia.

Quem quiser jogar o que escrevo na lata de lixo, digo que ela fica logo aí debaixo do lugar onde ele está sentado.

Eu seria capaz de pregar Jesus na cruz, mas não seria capaz de adulterar uma palavra saída da boca Dele.

Chantagem comigo, não funciona – nunca funcionou.

Nem com o médium, felizmente, pois o dia que com ele funcionar, eu o deixarei, e vou procurar outro médium no prostíbulo.

Jesus disse aos doutores da lei que as prostitutas haveriam de precedê-los em sua entrada no Reino de Deus.

Claro, como não se ir parar na cruz depois disto?!

Então, meu caro, se quiser maneirar, maneira você.

Eu já cansei de dizer que não sou espírito Mentor, e não estou interessado em ser.

Sou capaz de deitar no chão para um necessitado me pisar, e até fazer xixi em cima de mim, mas, para quem não precisa, não vem que não tem.

Agora, vou dizer uma coisa: sei que não sou espírito Mentor, mas sei também que desde que Chico Xavier desencarnou Mentor encarnado não tem nenhum.

A escassez é tremenda – tempo das vacas magras.

Querendo demonstrar uma humildade que não tem, tem gente aí na Terra engolindo uma saparia.

Nada é capaz de fazer mais mal à Doutrina que um espírita pecador querer se fazer passar por santo.

Eu não tenho loja de máscaras.

Convencionou-se que espírito obsessor só se comunica em reunião de desobsessão. Comigo, se ferraram, porque eu sou alfabetizado, e psicografo – escrevo livros. E daí?! Os livros são meus. Escrevo e publico o que eu quiser.

Não venham querer me enquadrar – neste esquadro de vocês, eu não me enquadro. Fico torto, mas não me enquadro!

Vocês vão ter que me aguentar como eu sou.

Amem-me, ou odeiem-me.

“Assim, porque és morno, e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca...”

Tem muita coisa boa no Movimento Espírita, mas também tem muita hipocrisia.

Eu vou dizer a vocês: para mim, o melhor do Movimento Espírita está na cozinha de um Centro Espírita, onde uns dois ou três, considerados ignorantes em termos de conhecimento doutrinário, estão fazendo sopa para os pobres.

E o pior, salvo exceções, está na cúpula.

Eta, turminha! Haverá pranto e ranger de dentes...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 30 de junho de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h22
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ABORTO – DIRIMINDO DÚVIDAS
 
A fim de dirimir certas dúvidas, alimentadas por alguns opositores nossos, quanto à nossa opinião sobre a prática do aborto, que, talvez, em alguma ocasião, não tenhamos tido oportunidade de deixar o suficientemente clara, em definitivo, digo o seguinte:
1º - Sou contra a prática do aborto indiscriminado.
2º - No aborto em caso de estupro, sou favorável em se ouvir e se acatar a opinião de quem está diretamente envolvido no processo, ou seja: a mulher que foi violentada.
3º - Neste sentido, creio que o homem não deve impor à mulher uma gravidez, fruto de estupro, não desejada por ela – esta segunda violência, certamente, seria pior que a primeira.
4º - Que, neste sentido, o espírito candidato à reencarnação, que, muitas vezes, motivou a violência sexual que se consumou, procure uma forma mais digna de renascer.
5º - Nos casos chamados de “anencefalia”, que os avanços da Ciência têm possibilitado detectar, creio que, a respeito do aborto do embrião anencéfalo, precisamos, uma vez mais, ouvir a opinião da mulher, que, em hipótese alguma, deve ser constrangida pela sociedade a carregar no ventre uma criança que, dificilmente, vingará, ou sobreviverá mais que algumas semanas.
6º - Não creio que Deus esteja dotando a Ciência de recursos tecnológicos para aumentar os tormentos da mulher, ensejando a ela saber, com meses de antecedência, que o embrião que traz em seu ventre, e com o qual ela dormirá e se levantará semanas após semanas, é um corpo destituído de vida intelectual e moral.
7º - Em muitos casos de “anencefalia”, consentir na prática terapêutica do aborto, caso seja este o desejo da mulher, será, sem dúvida, lhe preservar a saúde mental, evitando mesmo traumas que poderão induzi-la à loucura ou/e ao suicídio.
8º - De minha parte, embora respeitando as opiniões contrárias, digo ser extremamente difícil que um espírito reencarnante “agarre-se” apenas e tão somente ao tronco encefálico, ou seja, à parte posterior e ínfima de um cérebro que não se formou e nem se formará.
9º - Mesmo que isto fosse possível, a ligação do espírito reencarnante ao tronco encefálico, não justificaria que nós, os espíritas, defensores da Reencarnação, quiséssemos fazer prevalecer a nossa crença, cerceando o direito da mulher de, no caso específico de anencefalia, decidir sobre levar, ou não, a sua própria gravidez adiante.
10º - No que tange à prática do aborto, os espíritas têm silenciado a sua opinião sobre a “pílula do dia seguinte” e mesmo do chamado “DIU” – Dispositivo Intrauterino –, que, na opinião de alguns estudiosos, são expedientes igualmente abortivos – muitos têm se calado a respeito, porque as suas esposas, ou filhas, ou netas, ou sobrinhas, ou irmãs, fazem, ou fizeram, uso de tais expedientes.
11º - Sou ainda de opinião que, principalmente, na gravidez por estupro, a mulher deve, sem dúvida, ser esclarecida quanto à bênção da maternidade, e quanto aquele rebento em seu ventre, concebido de maneira tão vil, pode vir a significar para a sua vida, caso, através da ampliação de sua própria capacidade de amar, ela consiga superar o ato de violência de que foi vitimada.
12º - A questão do aborto em caso de estupro e anencefalia, não estando claramente prevista na Codificação Kardeciana, nos remete ao campo da livre opinião, sendo que, evidentemente, no mínimo, nos cabe respeitar o ponto de vista de companheiros outros, sem que, por discordarem do nosso, de Evangelho nas mãos avancemos contra eles destilando todo o nosso ódio de natureza teológica, prestes a lhes reacender as fogueiras inquisitoriais que, certamente, ainda não nos exaurimos de acender.
13º - Penso que, em síntese, neste arrazoado, fica expresso e manifesto o meu parecer sobre o assunto, evocando para mim o direito de fazê-lo, e de, uma vez por todas, dá-lo por encerrado, de vez que, sinceramente, ando enfarado de lidar com a maledicência e com a ignorância de tantos que, na condição de espíritas, se julgam os senhores absolutos da razão.
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 23 de junho de 2014.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 07h17
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COMPROMISSO ESPIRITUAL

 

Falemos francamente.

Quem, na atualidade, estando encarnado, ou até mesmo desencarnado, deseja abraçar alguma espécie de compromisso espiritual?!

Estamos nos referindo aos adeptos do Espiritismo, ou, pelo menos àqueles que lhe são simpatizantes.

Quase todo Centro Espírita está cheio de pessoas interessadas em receber o passe...

Centro que mantém a denominada reunião de “cura” costuma colocar gente pelo ladrão...

Naquele em que existe o trabalho do receituário mediúnico, a disputa por uma receita dos espíritos é sempre muito grande...

Noutro em que se psicografam mensagens dos entes queridos desencarnados, os interessados enumeram-se às dezenas...

Todavia, o trabalho assistencial da Casa conta com a colaboração daquela meia dúzia que se sobrecarrega nos bastidores!

Duas senhoras que costuram para os pobres...

Um voluntário que, ao mesmo tempo, é encanador e eletricista e carpinteiro e jardineiro e...

Um casal abnegado que cuida de confeccionar a sopa...

Um amigo que se preocupa com a conta da energia elétrica, e... Ah, com o não deixar faltar papel higiênico no banheiro!

A tribuna, talvez, seja o lugar mais disputado, pois a turma que gosta de falar é sempre em maior número da que gosta de fazer.

O que dizermos, então, dos adoradores de cargos?! – estes, por vezes, chegam a se atritar uns com os outros e, rapidinho, perdem a compostura, olvidando as mais comezinhas noções de fraternidade – neles, a pureza doutrinária vai para onde costuma ir a vaca, ou seja: para o brejo!...

E os frequentadores do Centro?! Para dizer a verdade, muitos toleram a palestra por causa do passe ao final da reunião e um golinho d’água fluidificada...

E, também, cá entre nós, tem cada palestrinha – a gente não sabe se o orador está empenhado em falar de Jesus ou dele mesmo!...

É uma coisa horrorosa.

Em alguns oradores o vedetismo é tanto que se a plateia não se sacolejar de rir de suas piadas, ele fica aborrecido e chora...

Neles, tem mais piada na palestra do que palestra na piada!...

E os médiuns videntes fajutos?! Sabem tudo do passado alheio, mas nada sabem do próprio presente – e muito menos do futuro que os aguarda, onde haverá pranto e ranger de dentes – e este ranger de dentes vale também para quem tenha dentadura!...

Enfim, a turma da Terra não anda mesmo querendo compromissar-se espiritualmente!

Para a maioria, Deus deixou de ser Pai para ser lacaio – lacaio da Humanidade!...

Alguns, se não forem curados em quinze dias no Centro Espírita, vão para as igrejas evangélicas...

Outro dia, alguém me ameaçou: - Dr. Inácio, vamos ver se o senhor existe mesmo... Cura-me desta dor de cabeça crônica!...

Curar o referido confrade de sua dor de cabeça crônica não seria problema – o difícil, quase impossível, creio que até para Jesus Cristo, seria curá-lo de sua preguiça crônica!...

Neste sentido, para o Senhor, foi mais fácil ressuscitar a Lázaro, que estava morto, já fedendo no túmulo, do que fazer ressurgir das catatumbas um espírito indolente!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

 

Uberaba – MG, 16 de junho de 2014. 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h00
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SEM ALLAN KARDEC E CHICO XAVIER NÃO EXISTE ESPIRITISMO

 

Claro, Jesus em primeiro lugar, porque, afinal, a proposta do Espiritismo é a de reviver o Cristianismo – o Consolador Prometido! Sem Jesus Cristo, no centro de nossas aspirações espirituais, nada faz e nada faria sentido!

Todavia, depois de Jesus, devo dizer, em alto e bom som, que sem Allan Kardec e Chico Xavier não existe Espiritismo – e não com Kardec apenas o Espiritismo existiria.

Sem dúvida, devemos a Kardec a Codificação, através da qual a Doutrina Espírita se alicerça em seus fundamentos. No entanto, se ela permanecesse restrita ao conteúdo do Pentateuco, de fato, não passaria de uma doutrina do século XIX, sem fôlego diante do vertiginoso avanço da Ciência no século XX e, muito menos, no século XXI!

Chico Xavier atualizou Kardec, desdobrou a Codificação, modernizou o Espiritismo.

E, quando nos referimos a Chico Xavier, evidentemente, estamos nos referindo à extraordinária Obra Psicográfica, de autoria dos Espíritos por seu intermédio, que, a nosso ver, deveria ser anexada ao Pentateuco, como indispensável encarte de luz.

Louvores a Kardec! Os adeptos do Espiritismo – que é doutrina progressista, e não estanque –, não obstante, não podem e não devem continuar de pensamento estacionado, de espírito apegado à letra da Codificação, como os adeptos de outras crenças religiosas, paradas no tempo e no espaço.

Sem Chico Xavier, e seu ímpar trabalho mediúnico, a situação do Espiritismo, na atualidade, seria de expectativa, em face das inúmeras perguntas formuladas pela razão, e que haveriam de permanecer sem respostas – então, à semelhança da Igreja Católica, com os seus dogmas, tudo haveríamos de relegar aos domínios do mistério, talvez, inclusive, chegando a ameaçar com a excomunhão a quem ousasse cogitar de outras verdades, se não aquelas subordinadas ao arbítrio de pseudolideranças...

Aliás, esta prática da excomunhão, já vem sendo adotada pela liderança caolha do Movimento, acovardada no exercício do pensamento, porque não lhe interessa mais profundo conhecimento da Verdade que mais responsabilize os seus representantes diante das realidades do Mundo Espiritual.

Contudo, a Verdade, para existir, não consulta a boa vontade de quem seja, e, completamente alheia ao boquejo maledicente ao redor de seus passos, continua, imperturbável, cumprindo com o seu elevado desiderato, reduzindo à sua própria insignificância quantos a ela resistem escudados em seus mesquinhos interesses.

Louvores, sim, a Kardec, mas, igualmente, louvores a Chico Xavier, sem cuja Obra e exemplo de vida, talvez nós, sem passarmos de modernos teosofistas, ainda estivéssemos encerrados em nossos templos de fé, sem lograrmos a popularização da Doutrina que Chico logrou – os nossos templos não seriam mais que modestas pirâmides frequentadas por meia dúzia de iniciados, a repetir os mantras da Codificação!

Chico, com a sua vivência do Evangelho, colocou o Espiritismo nas ruas, e, com o seu trabalho mediúnico, aproximou o Mundo Espiritual da Terra – e, doa a quem doer, esta é a realidade!

Por isto tudo e muito mais, causa-nos espanto a falta de autocrítica de alguns adeptos da Doutrina, que, por exemplo, ousam criticar a Obra de Emmanuel e André Luiz, sem o aval do mais modesto currículo que seja, porque tais companheiros fazem somente o que, até agora, aprenderam a fazer melhor: criticar!

Porque, alguns deles, cursaram certas Universidades do mundo, e exibem alguns cartuchos debaixo dos braços, substituindo a pedra do anel clerical de outrora por uma pseudopedra preciosa que os habilita ao exercício, muitas vezes, medíocre de uma profissão que não sabem dignificar, imaginam-se investidos de autoridade para contestar a Obra Mediúnica de um médium semialfabetizado, que, integrante da Falange dos Espíritos do Senhor, ao receber a ordem de seu comando, à semelhança de uma estrela cadente, se corporificou na Terra, “para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos.”!

Ora, bolas! Sem Allan Kardec e Chico Xavier não existe Espiritismo, e nem os espíritas existiriam!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião íntima do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã do dia 28 de maio de 2014, em Uberaba – MG).    

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h11
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