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MEDIUNIDADE NA INTERNET
- Blog do Dr. Inácio Ferreira -
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DE SÉCULO E MEIO PARA CÁ

 

Sem dúvida que, de século e meio para cá, muito tem sido dito sobre o Mundo Espiritual, que, antes, era uma verdadeira incógnita.

Allan Kardec foi o desbravador da Imortalidade!

“O Livro dos Espíritos” revolucionou todas as concepções de Vida após a morte.

Depois de algum tempo, a partir da década de 40, com Chico Xavier, um pouco mais da “ponta do véu” foi levantada – o Mundo Espiritual foi se nos tornando mais nítido em seus contornos.

Todavia, muito ainda há para ser revelado e conhecido.

Por mais que nós, os desencarnados, procuremos fazer mais luz em torno da realidade do espírito, para além do sepulcro, esbarramos com as limitações mediúnicas que nos são oferecidas.

Ideias preconcebidas e o receio da crítica fazem com que os médiuns se encolham diante de comunicados um pouco mais ousados.

E não somente isto – poucos, igualmente, são os espíritos comunicantes aptos a transmitirem as suas percepções da realidade, sem distorcê-la.

O Mundo Espiritual não é Mundo Espiritual – são Mundos Espirituais! - “Há muitas moradas na casa de meu Pai.” Infinitas moradas, quase tantas quanto são as condições em que a mente seja capaz de plasmá-las ao seu derredor...

Mundos criados por espíritos que estão vivendo no Passado – vide a obra “Libertação”, de André Luiz.

Mundos criados por espíritos que estão vivendo no Futuro – vide a obra “Nosso Lar”, do mesmo autor espiritual.

Mundos rentes, abaixo e acima da Terra!

Mundos espirituais que se projetam da Terra, e que projetam a Terra – Mundos espirituais que se projetam de outros orbes, e que projetam tais orbes.

Todos eles, evidentemente, entrelaçados – interligados – conectados – irmanados – solidários.

“Uma borboleta bate as asas em Tóquio e, dias depois, chove no Central Park, em Nova York.”

Espíritos existem que, ao desencarnarem, olham com certa indiferença para a Terra – não por sentimento de indiferença, mas por desapego – por que sabem que os que sobre ela ficaram não haverão de morrer, e que nada que sobre ela existe é eterno!

Outros, infelizmente, simplesmente dormem, e acordam em um novo corpo físico! Pode ser aqui, ali, além, alhures... Não necessariamente no seio da mesma família consanguínea e, talvez, nem pertencentes à mesma raça.

O espírito pertence ao Universo e o Universo a ele!

A fim de que nos sintamos ajustados e felizes, todos, estejamos encarnados ou não, carecemos de ter essa compreensão.

Em sua mente, subindo degraus, o espírito, sem sair da Terra, pode vislumbrar, não dizemos toda a luz, mas significativos reflexos da luz da Verdade – reflexos de luz que, na maioria das vezes, as letras do alfabeto humano não são capazes de traduzir!

Compreendam, pois, que o Mundo Espiritual não está lá – não está aqui, mas, sim, ao derredor de vocês e de nós! É aí que ele começa, ou que ele se prolonga!...

As nossas descrições do Mundo Espiritual – quem ler, entenda – são tímidos clichês do Infinito da Vida – é pequena porção de água do oceano dentro de um aquário, dando a quem o possui a ilusão de ter o oceano inteiro dentro de casa!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 30 de março de 2015.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h11
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PENSANDO EM VOZ ALTA...
JESUS SERIA FILHO UNIGÊNITO, OU PRIMOGÊNITO DE DEUS?

 

Inicialmente, peço a vocês que me desculpem pela ousadia, pois sempre pensei que qualquer discussão em torno da genealogia espiritual de Jesus Cristo, inclusive de Sua natureza, não passa de mera especulação de pobres batráquios a respeito do Sol...
Não obstante, a questão da Unigenitura de Jesus, bem como de sua Primogenitura, sempre vem à baila, e, embora eu não passe de um batráquio imerso no charco, não consigo evitar a minha admiração pelo brilho do astro-rei.
Afinal, segundo o raciocínio espírita, Ele seria Filho Unigênito, ou Primogênito de Deus?!
Para os menos afeitos a tais conceitos, vamos lá. Unigênito, segundo o dicionário, significa único Ser gerado (no caso de Jesus, Filho único de Deus). Então, claro, nós, os demais, seríamos bastardos, ou, para nos servirmos de terminologia mais leve, adotivos!
E Primogênito?! O que significa?! Ainda segundo o dicionário, quer dizer o “primeiro” – o seu primeiro filho gerado, por exemplo, é o seu primogênito, mas que pode não ser o único. Há um caso famoso no Antigo Testamento, mais propriamente no livro de Gênesis (27-34), no qual Esaú, por um prato de lentilhas, vendeu a sua primogenitura a Jacó! Errou Esaú que a vendeu, e errou Jacó que a comprou!...
Seria Jesus Cristo, o Lógos, ou o Verbo, o Primeiro Filho de Deus?! – o Primeiro espírito a ser criado por Ele?! Realmente, então, o Seu primogênito?!  
Creio que, sob o prisma da Fé Raciocinada, a ideia da Primogenitura do Cristo seja mais lógica que a de sua Unigenitura! Nada impede que Ele seja um dos espíritos mais antigos da Criação Divina! Emmanuel, em várias de suas obras, mas, principalmente, em “A Caminho da Luz” e “O Consolador”, nô-Lo mostra na condição de Cocriador da Terra! Portanto, Ele seria espírito Cocriador – aliás, como o Espiritismo admite que, igualmente, todos nós sejamos! André Luiz, no primeiro capítulo de “Evolução em Dois Mundos”, se refere aos espíritos Cocriadores em Plano Maior!
Com base no exposto, como interpretarmos o que João nos diz no capítulo 3, versículo 16, de seu Evangelho, a respeito do Cristo?! “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
João estaria em contradição com Paulo que, na Epístola aos Colossenses, capítulo 1, versículo 15, afirma que “Ele (Jesus) é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.”
Não há quem possa, ao mesmo tempo, ser unigênito e primogênito!
Quem estaria certo, João ou Paulo?!
O feio batráquio aqui acredita que tanto João quanto Paulo, na ânsia de externarem a sua grande reverência ao Senhor, quiseram colocá-Lo no mais alto patamar da Criação Divina, quase à altura de Deus – um como único, e o outro, como primeiro!
Talvez, ambos tenham extrapolado...
Ao ensinar-nos a orar, proferindo o “Pai nosso”, Jesus demostrou que não é Filho unigênito, porque o Pai é “nosso”, e não apenas Dele!
Quanto à transcendente questão da primogenitura, ela, convenhamos, é mais plausível, de vez que o próprio Cristo, também no Evangelho de João (8-58), chega a declarar: “... antes que Abraão existisse, eu sou.”!
Contudo, como defende Emmanuel, e os Espíritos Superiores, em “O Livro dos Espíritos”, Jesus, talvez, apenas tenha sido um espírito que fez a sua caminhada em “linha reta” para Deus... Espíritos tão antigos, ou quase tão antigos quanto Ele, podem ainda estar por aí, traçando linhas sinuosas na infinita estrada da evolução!...
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 23 de março de 2015.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 08h12
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ESPÍRITO TEM DEPRESSÃO?!

 

Devido à matéria que fizemos publicar neste blog, no último dia 23 de fevereiro, alguns amigos, naturalmente preocupados conosco, nos escreveram imaginando que estivéssemos sofrendo de depressão.

Antes de tratarmos do assunto – se espírito desencarnado pode, ou não, ter estados depressivos –, preciso tranquilizar a todos dizendo que, felizmente, estou muito bem.

Contudo, não haveria nada demais se, porventura, eu me visse aqui, no Mundo Espiritual, acometido de depressão, ou de outro estado transitório de abatimento psicológico – afinal, espírito é, ou não, gente?!

Aliás, se assim posso me expressar, a chamada “depressão” é a mais espiritual, e humana, das enfermidades que pode acometer o homem, seja na Terra ou fora dela.

Estados depressivos transitórios, praticamente, não há quem não os experimente – quando tais estados se tornam crônicos, aí sim, eis que se caracterizam por situações preocupantes, requisitando, por vezes, intervenções médicas as mais variadas.

Nas páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, mais propriamente no capítulo V, “Bem-Aventurados os Aflitos”, há uma mensagem, de François de Genève, intitulada “A Melancolia”. Evidentemente, não é o meu caso, mas espíritos superiores, igualmente, podem experimentar, de quando a quando, certos estados de divina tristeza.

- De “divina tristeza”, Doutor?! – eis que alguém poderá estar me indagando neste momento.

- Sim – respondo sem rodeios. – Porventura, no episódio da ressurreição de Lázaro, irmão de Marta e Maria, quando o Evangelista (João, 11:35) narra que Jesus chorou, teria Ele chorado motivado por alegria ou por tristeza?! Depois, em Mateus (26:37 e 38), no Getsêmani, lemos o registro: “... e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e angustiar-se. Então lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.” Em Lucas (19:41), Jesus chora por Jerusalém – e, por ela, deve estar chorando até hoje –: “Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou.”

Então, meus caros, natural que, mesmo estando mortos, choremos por um familiar, por um amigo, por uma situação de prova pessoal, enfim, pela Humanidade!...

Deste Outro Lado, vocês não fazem ideia do número de pais que choram pelos filhos na Terra! Como choram por si mesmos, de arrependimento pelos erros cometidos na educação daqueles que o Senhor da Vida lhes confiou à tutela!...

Qual espírito que terá se iluminado sem verter muitas lágrimas?!

Eu não sei se os Anjos são desprovidos de glândulas lacrimais, mas desconfio que não.

Não se alarmem, pois, se, um dia, realmente, eu vier a se lhes apresentar em situação deprê... Não é por que nem sempre esteja sorrindo, ou fazendo graça, que eu esteja triste! O que acontece é que, às vezes, a seriedade do assunto tratado não me permite brincar... tanto!

Piada tem hora, não é verdade?!

Hoje, por exemplo, jamais brincaria com um assunto como este – embora a vontade que eu tenha não seja a de chorar de tanto rir, mas, sim, a de rir de tanto chorar!

Chorar pela ignorância de muita gente que ainda vê o espírito como se fosse um ser de tamanha transcendência que, inclusive, se sentisse totalmente desprovido de emoções.

E o pior é que, pelo jeito, muitos desses espíritos estão encarnados na Terra!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 15 de março de 2015.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 07h37
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AS 5 TAREFAS PRIORITÁRIAS DE UM GRUPO ESPÍRITA

 

Tempos atrás, conversando com Odilon Fernandes sobre as tarefas que devem ser consideradas prioritárias num Grupo Espírita, sem muita dificuldade, chegamos a um consenso, relacionando 5 delas:

1ª – Evangelização Infantil

2ª – Mocidade

3ª – Estudo Doutrinário

4ª – Assistência Fraterna

5ª – Mediunidade

Depois, entrando a comentar o assunto, travamos o diálogo que, em síntese, nas linhas abaixo, compartilho com vocês.

- Pois é, Odilon, infelizmente, a grande maioria dos Centros Espíritas está invertendo a lista de suas prioridades espirituais, colocando a prática mediúnica em 1º lugar...

- Contudo, não deveria ser assim, Doutor – respondeu-me. – Não que a tarefa da mediunidade não seja importante, todavia, ela está deixando de ser considerada em maior abrangência...

- Como assim?!

- A Evangelização Infantil é uma prática mediúnica das mais legítimas – tanto quanto cuidar da formação dos jovens que precisam estudar a Doutrina!

- Ah, Odilon, você se recorda da “União das Mocidades Espíritas de Uberaba”?! Quantos jovens nós tínhamos lá conosco, naqueles inesquecíveis encontros de sábado à noite, no Centro Espírita “Uberabense”?! Era uma festa! A gente ouvia palestras, corais se apresentavam, poemas eram declamados...

- Claro que me recordo, sim! Sei que muitos seareiros de nossa Doutrina se formaram lá... E, depois, havia aquele sadio congraçamento entre a Juventude e a Madureza Espíritas! Os jovens aprendiam Espiritismo de maneira descontraída...

- Alegre! – enfatizei. – As nossas reuniões eram leves – nada daquele estudo pesado das Obras Básicas, para o qual, muitas vezes, os jovens ainda não estão preparados! Promovíamos viagens, piqueniques – os chamados “convescotes”...

Fiz uma pausa e prossegui:

- Infelizmente, hoje parece que todo mundo só quer se ocupar de mediunidade – é reunião de cura, de psicografia, de desobsessão... A coisa está desandando por aí! Muito difícil contarmos com a colaboração de alguém que se predisponha à tarefa da Evangelização Infantil, ou da coordenação de uma Mocidade...

- E, neste sentido, penso que o senhor tem razão: o nosso Movimento está em crise! A garotada diminuindo nos Centros, os jovens passando à distância...

- Culpa dos pais e dos dirigentes! – sentenciei sem rodeios.

- Eu não chegaria a tanto, Doutor!...

- Mas eu chego, Odilon! Não se preocupe! Chego e assumo a responsabilidade por chegar: nos Centros Espíritas, em geral, está sendo feito um Espiritismo para adultos, e não para crianças e jovens! Depois, quando a criançada cresce, e começa a dar trabalho, não adianta chorar...

- Se a árvore é conhecida pelos frutos, Doutor...

- Nem me queira falar, Odilon, nem me queira falar! – repliquei pesaroso. – Os frutos produzidos haverão de fazer muito má propaganda das árvores que os geraram!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 9 de março de 2015.

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h09
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FÉ E TRABALHO

 

Muitos irmãos e irmãs nos escrevem desesperados.

Afirmam, inclusive, que têm pensado em suicídio.

Sentem-se deprimidos, sozinhos, sem esperança...

Não se sentem amados!

Dizem estar sem ânimo até para sair de casa, atravessar a rua, fazer uma simples caminhada.

Muitos confessam terem se entregado ao alcoolismo.

Convém, no entanto, que procurem ter serenidade.

O que, na atualidade, anda reduzindo, espiritualmente, muita gente a frangalhos é a falta de FÉ e de TRABALHO!

Não estou me referindo àquela fé menor depositada nas pessoas em geral, nos governantes, nos líderes religiosos...

Não, absolutamente! Estou me referindo àquela FÉ MAIOR que nasce da consciência tranquila pelo dever cumprido – àquela que todo mundo carece desenvolver para consumo pessoal – àquele tesouro que, segundo Jesus, não é acumulado na Terra, “onde a ferrugem e os vermes os comem e onde os ladrões os desenterram e roubam”...

O mundo está repleto de ladrões de fé!

Daqueles que, vivendo à margem da Lei Divina, em tudo quanto fazem, e dizem, inspiram apenas descrença, apatia, desânimo, tristeza...

Daqueles que não nos apontam caminhos para o alto, mas sim atalhos para o abismo...

VOCÊ, QUE ASSIM ME ESCREVEU, COM CERTEZA, ESTÁ PADECENDO DA FALTA DE FÉ E DE TRABALHO!

Não estou também aludindo ao trabalho de ordem material – àquele trabalho em que, correndo somente atrás de dinheiro, e cada vez mais dinheiro, muita gente está enlouquecendo...

Parece-me que querem amontar para a sua próxima reencarnação – e é tanto o que ajuntam, surrupiando o alheio, que nem em cinco reencarnações tudo eles poderiam consumir! Não obstante, em uma só existência, eles se consomem a si mesmos, e por várias existências!...

O trabalho, pois, que anda faltando, não é bem aquele que, por vezes, deixa você na condição de um pai, ou de uma mãe, de família desempregado!

Não é aquele trabalho menor que, honestamente, lhe garante o pão cotidiano – abençoado!

É AQUELE TRABALHO MAIOR DE DOAÇÃO ESPONTÂNEA A UMA CAUSA NOBRE! A UM IDEAL DE NATUREZA SUPERIOR! A UM PROPÓSITO HORIZONTAL, e não exclusivamente vertical!!!

Irmão José, nosso preclaro Benfeitor, em uma de suas obras, escreveu com a sabedoria que lhe é peculiar: “Solidão é sinônimo de mãos desocupadas e alma vazia de Ideal.”

Procure, URGENTEMENTE, algo para fazer – “a fé sem obras é morta” – não se esqueça!

Voluntarie-se, AINDA HOJE, ao serviço da Caridade, e vacine-se contra o mal que lhe deseja possuir o espírito.

O único bem que podemos fazer a nós mesmos é o bem que fazemos aos outros!

Alicerce a sua fé em sua própria capacidade de amar aos semelhantes – ainda que em seu amor ao próximo haja muita nódoa de egoísmo, ame!

Ame, imperfeitamente, mas ame!...

O homem solidário jamais estará solitário!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 2 de março de 2015.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h14
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DO JEITO QUE AS COISAS AÍ ESTÃO, REENCARNAR NA TERRA É UMA AVENTURA PERIGOSA

 

 
“... devemos compreender que a reencarnação é sempre uma tentativa de magna importância.” – Do livro “Nosso Lar”, capítulo 47.
 
Realmente, do jeito que as coisas estão na Terra, reencarnar é uma aventura perigosíssima para o espírito...
Se não, vejamos:
Se você reencarnar na China, provavelmente, viverá sob os grilhões do trabalho escravo.
Se reencarnar na Índia, talvez, tenha que se submeter às consequências de ter renascido numa casta inferior.
Se reencarnar na Rússia, com certeza, não desfrutará de liberdade de pensamento.
Se reencarnar num dos países do Leste Europeu, é quase certo que venha a se transformar em guerrilheiro.
Se reencarnar na Síria, quase inevitavelmente, ainda jovem, perderá o corpo num bombardeio.
Se reencarnar num dos países pobres da África, assim que saia do ventre de sua mãe, as chances de que venha a desencarnar por inanição serão enormes.
Se reencarnar na Alemanha, desde pequeno, sofrerá as influências de uma filosofia centrada no mais ferrenho materialismo.
Se reencarnar na França, de Espiritismo, a única coisa que encontrará por lá será o túmulo de Allan Kardec, no Père Lachaise – ah, se for caricaturista do Hebdo Charlie, poderá ser assassinado!
Se reencarnar na Inglaterra, respirará no clima frio de um país ainda extremamente imperialista.
Se reencarnar na Espanha, o desemprego te espera.
Se você reencarnar na Itália, por mais se esforce, dificilmente evitará que o seu próprio passado, no seio da Igreja Católica, volte a se manifestar na Praça de São Pedro.
Se reencarnar nos Estados Unidos da América do Norte, a sua preocupação, essencialmente, haverá de ser com dinheiro.
Se reencarnar num dos países cuja orientação religiosa seja o Islamismo, como o Paquistão, por exemplo, o fanatismo, por todos os meios, te submeterá.
Se reencarnar em Israel, sempre terá os palestinos como seus inimigos, e vice-versa, sem mencionar as suas obrigações religiosas junto ao Muro das Lamentações.
Se reencarnar na Venezuela, viverá em regime ditatorial, com a vida em constante ameaça pelos loucos que, por lá, se sucedem no poder.
Se reencarnar na Argentina, num país que, atualmente, em matéria de escândalo, vive a competir com o Brasil, a desesperança te deixará completamente sem perspectiva em relação ao futuro.
Então, se reencarnar no Brasil, o risco de ser corrompido, ou de corromper, chegará a quase 100%.
Enfim, para qualquer lado que se vire, buscando uma oportunidade de evoluir, a coisa não está mesmo fácil...
No aproveitamento do espírito em seus estágios reencarnatórios, a influência do meio anda fazendo estragos consideráveis, a ponto dele quase não conseguir deixar o corpo em melhores condições do que quando vai ocupá-lo!
Raros, inclusive, aqueles que, perante a Lei de Causa e Efeito, não terminam por se comprometer mais gravemente.
Talvez, a melhor opção seja procurar uma cidadezinha esquecida do interior, e, filho de família humilde, viver, de enxada na mão, carpindo a terra, plantando hoje o pão que irá comer amanhã, onde o Tinhoso e seus asseclas não tenham muitas ambições.
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 23 de fevereiro de 2015.
  



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 07h53
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POBRE RICO BRASIL

 

Há quem diga que espírita que se preza não deve se imiscuir no mundo da política – e nem tampouco espírito que, de certa maneira, se considera desapegado das coisas da Terra.

Creio, porém, que nenhum dos dois casos se aplica à minha pessoa desencarnada.

Primeiro porque nunca pude concordar com a omissão e a indiferença dos que vivem na expectativa do chamado Mundo de Regeneração, esperando que ele seja promovido por ação exclusiva dos mortos, que, assim, ao som dos clarins do Apocalipse, estariam cumprindo uma espécie de Decreto Divino...

Segundo porque, estando consciente de que, mais cedo ou tarde, serei compelido à nova experiência no corpo carnal, devo e preciso me interessar pelas condições futuras do Orbe que, uma vez mais, me acolherá os ossos...

E, terceiro, porque, sinceramente, não devo satisfações a ninguém! Meto o bedelho naquilo que eu quiser, e pronto! Não me venham dar ordens da Terra, porque eu não me submeto a essa turma que, dentro do próprio Movimento Espírita, fica tentando se equilibrar em cima do muro...

Sendo assim, permitam-me, igualmente, descer o porrete naqueles que, por vontade própria, acrescida, ou não, pela vontade das Trevas, estão esculhambando com o Brasil, comprometendo a sua promissora condição de Pátria do Evangelho.

Basta de corrupção! Assim como uma senhora que, de fato, seja mãe nada vem a ver com o filho que, não assimilando os seus exemplos de amor e abnegação, preferiu ir parar atrás das grades de uma cadeia, a desmoralização do País, em termos nacionais e internacionais, nada tem a ver com a condição moral dos filhos que ele colocou para fora de seu ventre generoso...

De há muito, estou à procura do General Charles De Gaulle, considerado herói na pátria de Allan Kardec, para, à altura de sua elevada estatura física, dizer-lhe o seguinte: - Senhor General, o senhor deve um pedido de desculpas ao Brasil, que é um país tão sério quanto o seu... Não sérios quais alguns franceses, são alguns brasileiros, que deveriam estar presos!...

Claro, eu não quero conclamar ninguém às ruas, mas nem a permanecer acovardado dentro de casa, mais passivo que resignado, porque, digo a vocês: o destino do Brasil está nas mãos do povo brasileiro! Não esperem que Deus venha interferir, não! “Tive fome e me destes de comer... Tive sede e me destes de beber... Estava nu e me vestistes...” Recordam-se?! Se não se der de comer a quem tenha fome, ele há de continuar com fome! Se não se lhe der de beber, continuará com sede! Se não se lhe der roupa, prosseguirá desnudo!

O espírita, que anda muito fatalista, necessita ser mais idealista!

O homem deve ser agente do Trabalho Divino! A construção material do Orbe Terrestre foi trabalho de Deus, mas a sua construção moral deve ser trabalho do homem!

Esperamos, sinceramente, que esse pessoal que destruiu a Petrobrás, e que há tempos vem acabando com o Brasil, comprometendo gerações de espíritos que não têm acesso à educação e à saúde, etc., responda diante dos tribunais da justiça humana – que possa ir parar e, efetivamente, sem direito a atestado médico, ficar detrás das grades!

A coisa é muita séria! Muita gente só está avaliando o presente... Mas, e as verbas que são desviadas, impedindo que milhares e milhares de espíritos cresçam dentro da experiência reencarnatória, porque não estão tendo oportunidades?!

Como costuma dizer a sabedoria popular, “o buraco é mais embaixo”! O rombo econômico no Brasil é crime não apenas de ordem financeira – esse crime tem consequências muito mais graves! É feito o crime que comete quem assassina um pai de família e deixa os filhos na orfandade... Perante a Lei Divina, o criminoso, além de responder pelo crime em si, responderá pelas suas consequências morais junto à família da vítima.

Então, é preciso não ficar esperando por chuva para resolver o problema da crise hídrica que se abateu sobre o Brasil... Poupem água, furem poços, trabalhem pela dessalinização da água dos oceanos...

O Brasil, de agora e do futuro, será o que dele os brasileiros, encarnados e desencarnados, dele vierem a fazer.

Pobre rico Brasil, que Deus te abençoe!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 15 de fevereiro de 2015.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 18h05
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PALAVRA DE ORDEM

 

Os Centros Espíritas devem, na atualidade, incrementar, ao máximo, o estudo sistemático e aprofundado da Doutrina, em conjunto com a realização de obras de cunho assistencial.

A Caridade, em hipótese alguma, deve deixar de ser a nossa Bandeira de Luz, com a qual vimos resistindo, nas trincheiras do Ideal, às constantes estocadas com as quais as trevas nos intentam desalentar no cumprimento do dever.

Nessas horas difíceis que a Humanidade atravessa, e que, doravante, hão de se mostrar cada vez mais difíceis, com a incredulidade a fazer milhares de vítimas, a palavra de ordem espírita é estudar sempre e servir sempre mais.

Aprofundarmo-nos no conhecimento da Obra Kardeciana e nas da lavra mediúnica de Chico Xavier, que, sem dúvida, lhe são o natural complemento.

Permutarmos ideias uns com os outros e refletirmos, a sós, sobre os grandiosos postulados de nossa Doutrina libertadora.

Redobrarmos vigilância, mormente contra o assédio de nossas inclinações infelizes, que, emergindo dos porões do inconsciente, do passado nos assombram no presente.

Estabelecermos firme compromisso com a consciência e não nos desapontarmos com os irmãos que não conseguem exemplificar, de forma saudável, a fé que devemos nos esforçar para vivenciar em nossas lutas cotidianas.

Compreendermos que a seara espírita, mormente no terreno mediúnico, se encontra invadida por ervas daninhas, que, alastrando-se assustadoramente, revivem, na atualidade, a Parábola do Joio, contada por Jesus Cristo.

O Espiritismo é religião em Espírito e Verdade, e não surgiu para ombrear com as demais religiões do mundo, disputando adeptos.

Ser espírita, sobretudo, é um estado de espírito, que cada qual deve alcançar por si mesmo.

Em vez de recuarmos, é chegado o momento de avançarmos no amor com que precisamos nos consagrar às tarefas mais humildes que estejam sob a nossa responsabilidade.

Não importa que sejamos dois ou três irmãos na Casa Espírita, situada na periferia de uma cidade do interior. Importa o nosso comprometimento com a Causa, na certeza de que estamos trabalhando na semeadura do porvir.

Chega de bajulações a companheiros, porque esse “oba oba” injustificável nos enfraquece espiritualmente, e nos ilude quanto às nossas reais necessidades de crescimento e testemunho individual.

Em Espiritismo, ninguém é maior, ou menor.

O Cristo é a nossa Liderança!

Aos ouvidos que nos escutem, que as nossas palavras soem com Verdade, mas, sobretudo, com Bondade.

No Movimento Espírita, o elitismo é força desagregadora.

As juvenis vozes espíritas que, por enquanto, permanecem em silêncio, necessitam fazerem-se ouvir, porque, de fato, novas brisas carecem de começar a soprar em nossas fileiras.

As suas antigas lideranças, uma a uma, estão vagando os seus postos, e estamos esperançosos de que os espíritos reencarnados para esta hora da Doutrina no mundo possam corresponder às expectativas do Alto.

Voltemos, urgentemente, a transmitir passes, a visitar doentes nos hospitais, a peregrinar aos bairros mais pobres, a fazer sopa para os famintos, a costurar para os desnudos, a explanar “O Evangelho” sob a luz mortiça dos lampiões...

Não se trata de saudosismo.

A questão é mais transcendente – trata-se da sobrevivência da Fé, individual e coletiva!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 8 de fevereiro de 2015.

Nota: Dependendo da disponibilidade do médium, devido aos seus compromissos de viagem doutrinária, as matérias deste Blog sempre serão postadas no domingo, ou na segunda-feira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 14h39
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RELEITURA ESPÍRITA

 
Sinceramente, creio que todos nós, adeptos do Espiritismo, andamos necessitados de efetuar, a partir da Codificação, uma releitura de suas obras mais importantes.
Devo esclarecer que, para escrever esta pequena matéria, eu estou procurando me colocar na condição de espírito ainda encarnado, embora, presentemente, conforme sabem, esteja situado numa Dimensão para além das fronteiras da Terra.
Isto, no entanto, não significa dizer que eu, estando desencarnado, tudo já saiba da Doutrina Espírita, e que, por minha vez, não necessite continuar estudando os seus postulados.
Os espíritos da minha Esfera, e outros, de Esferas acima, muito carecem estudar, inclusive os fundamentos básicos do Espiritismo revelado aos encarnados, para atinar com algo mais de sua essência.
Notemos que, diante de certas questões de transcendência propostas por Allan Kardec, por exemplo, em “O Livro dos Espíritos”, os Espíritos Superiores que lhe ditaram a Codificação se mostraram reticentes em suas respostas, e não apenas por inconveniência em aprofundá-las.
O problema é que, para todos os espíritos, estejam eles em qualquer Dimensão, o conhecimento da Verdade é sempre gradativo.
Confesso-lhes, de minha parte, que não sei tudo do Mundo Espiritual – aliás, o que eu sei é uma ínfima parcela.
Os mais avançados cientistas já saberão tudo da biologia do corpo humano?!
Dos habitantes da Terra, quem poderá se gabar de tudo saber da singela casa planetária em que se acolhe?!
Quem, passando a existência a mergulhar, pode dizer que conhece de sobejo a vida nas profundezas oceânicas?!
Observando um retrato 3\4 de uma cidade como São Paulo, quem haverá de afirmar que conhece a grande metrópole?!
Dos que escrevem, e dos que não escrevem, para os homens encarnados, eu não sei de espírito algum – sinceramente, não sei – que possa tudo revelar do Mundo Espiritual, ou que, em síntese, possua respostas para todas as perguntas que lhe sejam formuladas! Os que se atrevem a tanto não passam de falsos sábios ou mistificadores.
Portanto, preciso lhes dizer o seguinte: cada obra de conteúdo espírita, que verse sobre a vida no Mundo Espiritual, pode, muitas vezes, estar refletindo apenas e tão somente a visão e a experiência de seu autor desencarnado!
Claro que, dentro deste contexto, eu não posso deixar de me incluir – todavia, pelo menos, tenho orado ao Senhor para que não me falte o necessário bom senso para não me sentir na condição de espírito Instrutor, ou para não permitir que os amigos encarnados assim venham me considerar.
No que pese o meu desejo de acertar, tenho consciência de que não passo de um ser humano que, pelo fato de ter deixado o corpo carnal, não se promoveu à angelitude.
Convém, pois, a nós todos, que nos entreguemos a um estudo mais sério do Espiritismo, com a lucidez que nos faça compreender e aceitar as nossas atuais limitações, inclusive neuronais, para vislumbrarmos novas facetas da realidade, que, através das vidas sucessivas, somente o tempo haverá de nos possibilitar.
Evitemos as interpretações literais de qualquer texto de origem mediúnica, ainda levando em consideração que, por maior o seu empenho e boa vontade, o médium que se lhe faz intermediário, igualmente, se caracteriza por limitações que, por vezes, quase chegam a desfigurá-lo completamente.
Feliz, ou infelizmente, é esta a situação com a qual, encarnados e desencarnados, somos chamados a lidar, sendo que, não ignorá-la já será dar um passo adiante para, dos Dois Lados da Vida, não vivermos à mercê de tantos enganos.
 
INÁCIO FERREIRA
 

Uberaba – MG, 01 de fevereiro de 2015.

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 16h24
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PRECE DE GRATIDÃO A JESUS

 

Senhor, eu nunca soube fazer preces...

A minha prece sempre foi um pensamento rápido elevado à Tua misericórdia, nesse ou naquele pedido de socorro para o meu espírito pobre e estropiado...

Desta vez, ainda não será diferente: confesso-Te que ainda não aprendi a orar como preciso e devo...

Não sei Te dizer as palavras bonitas que gostaria, e que, por vezes, eu invejo naqueles que, em diversos idiomas, fazem da prece magnífica peroração!

A única coisa que sei é que sem a Tua escora, eu não me sustento de pé...

Preciso de Ti, Senhor, como preciso do ar que respiro.

Tenha dó de mim e me auxilie para além dos méritos que eu não possuo – sequer um só para, em nome dele, endereçar aos céus qualquer reivindicação!

Sinceramente, tenho muito mais agradecimentos que petitórios...

Sem a Tua força, com certeza, eu não teria conseguido varar mais um ano de luta e trabalho...

Obrigado, pois, pela confiança que depositaste neste Teu servo imperfeito!...

Obrigado pelas oportunidades que, junto aos homens encarnados, nossos irmãos, Tu me confiaste na tarefa do intercâmbio entre os Dois Lados da Vida...

Espero que eu não tenha exagerado nas brincadeiras, e nas verdades que disse sem pretender magoar quem quer que seja – se alguém se magoou, não foi por culpa minha, mas sim por culpa dele ou dela, que ainda não aprendeu a virtude do perdão...

Obrigado pelas singelas publicações mediúnicas que nos ensejaste no ano prestes a se findar – inclusive, Senhor, pelas publicações neste Blog, que, na minha quase total indigência espiritual, sempre me custam muito esforço de inteligência...

Sem a Tua inspiração, eu não passaria de humilde trato de terra completamente seca, sem uma gota d’água para fazer brotar uma única semente...

Devo a Ti tudo o que faço e tudo o que sou!

Sem a Tua luz, sou apenas treva, e nada mais!...

No entanto, Mestre, se algo eu posso solicitar-Te por adjutório no Ano Novo, peço que não me deixes sozinho comigo mesmo, porque serei um desastre...

E, mesmo sem merecer, não me deixes sem a vassoura na mão, porque, Senhor, eu preciso varrer o chão de minha própria alma, entulhada de pó...

Conceda-me, por bondade, ainda e sempre, até quando eu não for abatido pela minha própria insanidade, a bênção de continuar servindo em Teu nome...

Se não for possível curar-me, não me deixes enlouquecer de todo – mas deixa-me, Senhor, com a minha loucura pessoal, isentando-me da loucura alheia, que, sinceramente, por vezes, parece-me ser uma perturbação muito maior que a que eu tenho...

Abençoa os meus estimados amigos, os que estimam serem meus inimigos, os meus novos planos de trabalho para 2015, o pobre do médium que, em minhas mãos, tem sofrido mais que bengala de cego, e os meus bichanos...

Abençoa, Senhor, perante os tribunais da inquisição espírita, que grassa na atualidade do mundo, quantos nos têm advogado a causa nos livros que me encorajo a escrever, expondo em suas páginas as ideias que exponho por livre expressão de meu pensamento...

Bem, é isto, Senhor!

Que o Senhor também seja abençoado por Deus, nosso Pai, porque, mesmo sendo quem És, não deve ser fácil aguentar a corja humana da qual, na condição de desencarnado, infelizmente, eu continuo fazendo parte.

Assim seja!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 22 de dezembro de 2014.

 

·       Estaremos de volta na primeira semana de fevereiro de 2015.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h11
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REENCARNAÇÃO PARA “ADULTOS” – PARTE IV

 

Antes que nos disponhamos a comentar a matéria desta semana, solicitamos vênia aos nossos distintos leitores para deixar uma pergunta no ar: não nos parece, no mínimo, curioso, que somente João, o Evangelista, tenha registrado o diálogo de Jesus com Nicodemos, e, posteriormente, a Sua promessa em relação ao advento do Consolador, que é o Espiritismo?! Por que os demais Evangelistas, Mateus, Marcos e Lucas, não se referiram a assuntos de tamanha transcendência tratados pelo Divino Mestre?! Algo não nos induz a pensar que João, o discípulo amado, seria a reencarnação de Allan Kardec, o Codificador, que, segundo tudo nos leva a crer, fora a única testemunha auricular de tais ensinamentos?!

Assim posto, passemos, rapidamente, a analisar o diálogo de Jesus com Nicodemos, considerado um dos principais dos judeus, e que admitia a Jesus na condição de “Mestre vindo da parte de Deus”, afirmando, em seguida, que: “... porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.”

Interessante é que a palavra de Jesus a Nicodemos, sobre o tema da Reencarnação, soa espontaneamente – sem que fosse especificamente questionado, Jesus escolheu falar a ele a respeito das Vidas Sucessivas: “Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”

Claro, não poderia ver o reino de Deus nos mundos além e, tampouco, sobre a Terra, onde, infelizmente, ele ainda não se estabeleceu.

Na sequência daquele intrigante entendimento verbal, a pergunta formulada pelo famoso doutor da lei, evidencia que, de fato, estavam tratando, em seu sentido clássico, da Lei da Reencarnação: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?”

Na resposta a Nicodemos, o Cristo não negou semelhante possibilidade, admirando-se que, na condição de teólogo, ele não compreendesse a natureza do processo reencarnatório: “Tu és mestre em Israel, e não compreendes estas cousas?”

Ambos não estavam falando a respeito do sentido figurado do “nascer de novo”, pois a questão formulada por Nicodemos era clara: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?”

Cremos que o texto-chave para melhor compreensão daquilo a que Jesus se referia, esteja nas seguintes palavras, inseridas no versículo 5, do capítulo 3, do Evangelho de João: “Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do espírito, não pode entrar no reino de Deus.” A referência ao renascimento físico e moral está evidente. Toda vida sobre a face da Terra vem da água – sem água a vida no orbe terrestre se revela impossível. O Cristo, portanto, como muitos alegam, não estava se reportando à questão do batismo... “Nascer da água” significa tornar a entrar no ventre materno, em novo renascimento, com o novo corpo em formação a desenvolver-se no líquido amniótico! Adão fora feito a partir do limo da terra, pela junção da terra com a água, vulgarmente denominada “lodo”! O corpo é mais água do que qualquer outro elemento material...

“Quem não nascer da água e do espírito” – eis a sequência lógica do processo evolutivo: renascimento físico ensejando o renascimento espiritual!

Surpreso diante da revelação, o sábio doutor da lei, que, não obstante, havia feito a Jesus pergunta de criança, ouviu Dele a advertência: “Se tratando de cousas terrenas não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais?”

Em outras palavras: Nicodemos não estava pronto para compreender a Reencarnação nem mesmo em seu processo mais simples, que ocorre sobre a Terra, e em orbes similares, quanto mais para o entendimento da Reencarnação em toda a complexidade que a envolve, em seus mecanismos nos Mundos Superiores!

Por tal motivo, ante o assunto de que temos tratado nas últimas semanas, nada nos resta se não tomar por empréstimo as divinas palavras proferidas pelo Senhor ao simpático doutor da lei: “Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto, contudo não aceitais o nosso testemunho.”

Foi como se o Mestre lhe tivesse dito: assim sendo, nada posso fazer...

 

INÁCIO FERREIRA

 

 

Uberaba – MG, 15 de dezembro de 2014.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h20
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REENCARNAÇÃO PARA “ADULTOS” – PARTE III

 

Diante do exposto nas postagens anteriores, analisemos agora o controvertido episódio da ressurreição de Lázaro, irmão de Marta e Maria, narrado no Evangelho de João, capítulo 11, versículos 1 a 46.

Pelo que se depreende da leitura do texto evangélico, Lázaro, de fato, estava morto, ou seja, havia desencarnado – é o próprio Cristo que o testifica.

“Isto dizia, e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme estará salvo. Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu...” (João, capítulo 11, versículos 11 a 14).

Teria Jesus enganado os discípulos a respeito da verdadeira situação de Lázaro, ou, ainda, se enganado na interpretação de sua suposta morte?! Impossível.

Não resta dúvida: Lázaro havia morrido! Ele estava sepultado há quatro dias e já cheirava mal... Quatro dias, ou seja, noventa e seis horas, naquele clima quente do Oriente Médio, são mais que suficientes para que um corpo entre em estado de putrefação!  Inclusive, no versículo 44, pode-se ler: “Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço.” Ora, não tivesse Lázaro morrido anteriormente, com certeza teria morrido por asfixia, já que, no ato da preparação do corpo para sepultamento, os judeus cobriam inteiramente o rosto do cadáver – inclusive, eles tinham, como alguns têm até hoje, o hábito de colocar uma pedra dentro da boca do morto, evitando-se que ele venha a questionar o motivo da própria morte.

Nos versículos seguintes, 43 e 44, João registra: “E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora. Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras, e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o, e deixai-o ir.” (os destaques são nossos).

No caso de Lázaro, percebe-se, claramente, que, após ter desencarnado, ele volta a ocupar o próprio corpo, religando-se a ele e o vitalizando. Os laços perispirituais que o ligavam à forma física, segundo se depreende, já haviam sido rompidos claramente.

No livro “A Gênese”, Allan Kardec, com muita propriedade, no capítulo XV – “Os Milagres do Evangelho” –, analisa, dentre outras, o tema da chamada ressurreição da filha de Jairo, do filho da viúva de Naim e de Lázaro. Escrevendo sobre as ressurreições da filha de Jairo e do filho da viúva de Naim, o Codificador esclarece: “Há, pois, toda probabilidade de que, nos dois exemplos acima citados, apenas houve síncope e letargia. Jesus mesmo o dizia, positivamente, em relação à filha de Jairo: Esta moça não está morta, ela apenas está adormecida.” Notemos, pois, que, no caso da jovem, a palavra de Jesus é totalmente diversa de quando Ele se refere ao irmão de Marta e Maria, dizendo: “Lázaro morreu”!

Escrevendo, especificamente, sobre Lázaro, Kardec afirma o seguinte: “A ressurreição de Lázaro, digam o que disserem, não invalida de modo nenhum esse princípio. Diz-se que ele já estava há quatro dias no sepulcro; mas sabe-se que há letargias que duram oito dias, e mesmo mais.” Acontece, porém, no caso do amigo de Betânia, existe um detalhe significativo: Lázaro já cheirava mal, evidenciando que o seu corpo entrara em decomposição...

Em torno do tema da ressurreição de Lázaro, escrevendo nas páginas de “A Gênese”, o Codificador, na tentativa de explicar o inusitado fenômeno, o faz no condicional: “... em certos indivíduos há decomposição parcial do corpo”; “E quem podia saber se ele cheirava mal? É sua irmã Marta que o diz; mas como sabia? Lázaro se achava enterrado há quatro dias, ela supunha isso, mas não podia ter certeza.”...

A verdade, porém, é que o Senhor, que curara cegos e paralíticos, e limpara leprosos, também possuía poder para ordenar que o espírito de Lázaro reentrasse em seu próprio corpo, e voltasse a ocupá-lo antes de sua completa desintegração.

Podemos, pois, dizer, que há possibilidade de o simpático irmão de Marta e Maria, por quem Jesus chorou, na mesma existência reencarnou duplamente, religando-se ao corpo do qual ele se encontrava desligado. Se um espírito pode vir a ocupar o corpo de outra pessoa, com o afastamento do espírito que o habitava, por que o mesmo espírito não poderia, em tempo hábil, voltar ao corpo que lhe pertenceu?! Foi justamente esta crença que inspirou os adeptos da crença no Juízo Final, a respeito da ressurreição generalizada dos mortos, quando, então, levantando-se do pó, eles haverão de ser julgados... Mas isto é outra história.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 8 de dezembro de 2014.    

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h29
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REENCARNAÇÃO PARA “ADULTOS” – PARTE II

Voltando a abordar o assunto aqui tratado na semana passada, e, por mim, publicado no espaço deste Blog, a respeito da “reencarnação” de Sobha Ram no corpo do garoto Jasbir, o Dr. Ian Stevenson teve o cuidado de considerar em sua obra – “Reencarnação – Vinte Casos” (“Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação”), que: “A mudança completa levou, no máximo, algumas semanas e talvez muito menos tempo. Além disso, precisamos lembrar que houve uma grande mudança de personalidade, incluindo a recusa de comer os alimentos da família porque, supostamente, ela pertencia e uma casta inferior.
“O caso, assim, difere muito em relação àqueles de crianças que parecem se lembrar de vidas anteriores por um período de vários anos e, ao fazer isso, mais ou menos misturam a personalidade anterior com a presente, em desenvolvimento.” (destaquei)
Parágrafos adiante, o Dr. Stevenson registra: “Jasbir disse que em seus sonhos às vezes via o sadhu (homem sagradodesencarnado a quem ele dizia (na infância) ter conhecido como Sobha Ram depois da morte deste. Devemos lembrar-nos que Jasbir disse que esse sadhu havia aconselhado o desencarnado Sobha Ram a ‘assumir’ o corpo de Jasbir, que havia morrido.”
Agora, não vamos aqui entrar no mérito da questão sobre o porquê de Sobha Ram ter “reencarnado” no corpo de Jasbir, morto por varíola, aos três anos e meio. As causas, evidentemente, podem ser as mais variadas possíveis, e, sem dúvida, comportariam estudos específicos – talvez, alguns de nossos leitores se animem a especular neste sentido, o que seria um excelente exercício de ordem espiritual, lhes ampliando o campo intuitivo.
De nossa parte, queremos apenas refletir sobre um ponto: nas questões de transplante de órgãos, como fica, a nível perispiritual, equacionada a questão?!
Transplante de pele, cabelo, coração, rins, fígado, estômago, córnea, dente, osso, rosto, etc?! Transplante de língua (Esse é perigoso! Conforme o doador, melhor que se fique mudo!).
A “Folha de São Paulo”, em sua edição de 23 de maio de 2014, noticiou que o Hospital das Clínicas realizou o primeiro transplante multivisceral no paciente José Cícero Lira da Silva, de 33 anos: fígado, intestinos delgado e grosso, pâncreas e estômago!
Evidentemente, que a Ciência ainda deverá caminhar muito até que o completo sucesso dos transplantes multiviscerais seja alcançado – esta é outra questão. Não obstante, o referido paciente transplantado, “recebeu”, praticamente, 1/3 do corpo humano! Os órgãos doados pertenciam a uma criança de dez anos, que desencarnara num acidente.
Será que o Mundo Espiritual não “saberia”, ou não “poderia”, em condições excepcionais, “transplantar” o espírito para um corpo inteiro?! Não será isto o que os Espíritos Superiores disseram a Kardec, na pergunta 183 de “O Livro dos Espíritos”, ao respondê-la: “A infância é por toda parte uma transição necessária, mas não é sempre tão estúpida como entre vós.” (Tradução de J. Herculano Pires, conforme direitos cedidos à Editora e Encadernadora Lumen Ltda. – Rua Solon 806 – São Paulo – Capital).
Chico dizia que a Ciência iria desenvolver o corpo humano em laboratório, e que o espírito haveria de reencarnar nele sem problema algum, e aí a mulher se libertaria do parto... (“Chico Xavier – o Santo de Nossos Dias”, capítulo “As Grandes Reencarnações”, de R. A. Ranieri – Editora Eco).
Será possível que, em Mundos Superiores, o espírito, ao reencarnar, já não possa evitar o chamado período “estúpido” da infância – algumas outras traduções amenizam o termo –, ocupando um corpo mais desenvolvido?! Chico dizia que o período da infância na Terra é como se fosse um tempo de doença para o espírito...
Bem, o Natal está chegando, e, junto com o médium, dentro de mais algumas semanas, vou preparar a minha vara de pescar – claro que, a exemplo de Chico Xavier, sem anzol e sem minhoca! Vocês hão de ficar livres de mim, e de meus devaneios, por uns tempos.
Enquanto isto, minha gente, vamos pensando...
Abraços.
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 1º de dezembro de 2014.

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 08h19
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REENCARNAÇÃO PARA “ADULTOS”

 

Efetivamente, não há, nem mesmo no Mundo Espiritual, quem tudo saiba sobre Reencarnação – estando encarnado ou desencarnado, arrogar para si tal possibilidade, no mínimo, é petulância.

Reflitamos, por exemplo, o que o extraordinário Chico, no livro intitulado “Valiosos Ensinamentos com Chico Xavier”, da lavra do confrade Cezar Carneiro de Souza – edição IDE, Araras - SP –, disse no capítulo 82 – “Um Fato Insólito”. Estando com Martins Peralva, autor de “Estudando a Mediunidade”, no dia 1º de abril de 1973, na cidade de Araguari, Estado de Minas Gerais, estabeleceu-se curioso diálogo entre ambos:

- Chico, li o livro do autor oriental (Lobsang Rampa) que você me recomendou. Um fato me intrigou bastante, pois um personagem na história morre e um outro espírito é ligado ao seu corpo e passa a viver aqui na Terra, enquanto o espírito do que morreu se desliga e vai para a Espiritualidade. Isso é uma troca de espíritos que contradiz a Doutrina Espírita. Em “O Livro dos Espíritos” não encontramos tal afirmação. E aí, Chico, como ficamos?

O lúcido médium, calmo e com a segurança de quem sabe o que fala, disse:

- Não, Peralva, o fato não contradiz os ensinamentos da nossa Doutrina, não há contradição naquele relato contido no livro do autor do Oriente.

- Acho impossível que uma pessoa venha a desencarnar e um outro espírito seja ligado ao corpo morto, e a este reanime, e passe a viver entre nós. Como pode ser isso? (...)

O Chico, após ouvi-lo com atenção, enfatizou:

- Olha, gente, vou dizer a vocês: existem revelações da Espiritualidade Superior que surgiram no Oriente e que, por enquanto, não podem ser transmitidas para o Ocidente, nem mesmo por Kardec. Não se assustem, mas é isso mesmo. As coisas, às vezes, parecem ser impossíveis. Por exemplo: eu chego aqui nesta fazenda, que é bem rústica e antiga, para ver se se pode instalar energia elétrica. Com meus poucos conhecimentos, eu observo e falo que é impossível pôr eletricidade. Porém, vem um engenheiro, faz um estudo e diz: - É possível sim. Nessa casa pode pôr eletricidade. E põe!!!

O livro em questão, que Chico recomendara a Peralva que lesse, é o “Entre os Monges do Tibete”, de Lobsanga Rampa. Em certo parágrafo de seu capítulo 7, o Lama Mingyar Dondup, em conversa com Lobsang, disse-lhe: “O seu corpo atual sofreu demais e não tardará a falhar. Nós estabelecemos um contato no país da Inglaterra. Essa pessoa quer deixar o corpo dela. Nós o levamos para o plano astral e examinamos o assunto com ele. Ele tem a maior pressa em partir e fará tudo que quisermos. A nosso pedido, ele mudou de nome, passando a outro mais adequado a você. A vida dele não tem sido feliz, e ele, por seu próprio gosto, rompeu as ligações com os parentes. Nunca fez amigos, e está em grau harmônico com você. Por enquanto, não falaremos mais sobre ele, porque mais tarde, antes de você tomar o corpo dele, verá um pouco de sua vida, também.”

Não fiquemos, porém, somente com a palavra de Chico Xavier e de Lobsang Rampa. No livro “Reencarnação – Vinte Casos”, do Dr. Ian Stevenson, desencarnado em 2007, obra recentemente traduzida e editada pela Editora “Vida&Consciência Ltda.”, de São Paulo, Capital, o renomado cientista apresenta “O Caso de Jasbir”, que, na primavera de 1954, acometido por varíola, depois de ser considerado morto, já estava para ser enterrado. O menino de três anos e meio, no entanto, no outro dia, pela manhã, antes do enterro, começou a se movimentar. Em resumo: “Passaram-se alguns dias até o menino conseguir falar de novo, e algumas semanas até ele conseguir se expressar com clareza. Quando começou a falar, mostrou uma clara transformação de comportamento. Disse, então, que era o filho de Shankar do vilarejo de Vehedi e desejava voltar para lá. Jasbir se recusava a comer na casa dos Jat, afirmando ser de uma casta superior, por ser um brâmane – chamava-se, então, Sobha Ram, um jovem que, aos 22 de idade, fora envenenado e caíra de uma carroça batendo com a cabeça.  Maiores detalhes, evidentemente, o leitor interessado poderá colher diretamente na obra citada.

Esclarecemos, no entanto, que o Dr. Stevenson, em seus estudos do caso “Jasbir” afasta completamente a hipótese de possessão, concluindo por um caso de reencarnação, no qual um espírito “substituiu” o outro em seu corpo.

De fato, o aprofundamento de certos temas no Espiritismo, entre eles a Reencarnação, é somente para “adultos”, porquanto, à semelhança de Nicodemos, nem os mesmo os doutores da lei demonstram amadurecimento espiritual para tanto.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 24 de novembro de 2014.

 

   

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h10
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CADA MUNDO COM A SUA POPULAÇÃO, ENCARNADA E DESENCARNADA

 

No livro “O Céu e o Inferno”, em seu capítulo III – “O Céu” –, Allan Kardec, inspirados pelos Espíritos Superiores, escreveu com lógica insofismável: “Embora os espíritos estejam por toda parte, os mundos são as sedes onde eles se reúnem, de preferência, em razão da analogia que existe entre eles e aqueles que os habitam. Ao redor dos mundos avançados afluem os espíritos superiores; ao redor dos mundos atrasados, pululam os espíritos inferiores. A Terra é ainda um destes últimos. Cada globo tem, pois, de alguma forma, sua população própria em espíritos encarnados e desencarnados, que se alimenta, em maior parte, pela encarnação e a desencarnação dos mesmos espíritos.” (destaquei)

Mais claro impossível. Cada globo, ou cada Esfera, ou, ainda cada Dimensão, com a “sua população própria em espíritos encarnados e desencarnados”...

Vamos exemplificar: a Terra, um dos globos do Universo, possui a sua população encarnada e desencarnada, e, assim, deve ser com todos os globos habitados do Universo físico.

Imaginando a Terra, com as suas Esferas, que, com ela, perfazem o número de Sete Esferas, é natural se pensar que cada uma dessas Esferas possui a sua população “encarnada” e “desencarnada”...

Notemos que Kardec, com a sua sabedoria e precisão, não se esqueceu de grafar no texto: “Cada globo tem, pois, de alguma forma...” Sim, porquanto, assim como não podemos tomar a vida do homem na Terra como padrão uniforme para a vida dos espíritos nos mais diferentes mundos, não podemos concluir que as condições de vida dos espíritos que pululam ao redor das diversas Esferas sejam as mesmas.

Evidentemente, por exemplo, que a população invisível da Dimensão das Trevas difere da população invisível da Dimensão da Terra! E assim, em consequência, para as consideradas Sete Esferas da Terra, sejam elas mais, ou menos, materiais.

A população invisível da Esfera em que me encontro, denominada, genericamente, de Umbral, existe e é algo diferente da população invisível que rodeia a Humanidade encarnada.

Difícil de entender?! Nem tanto. Façamos um esforço.

A rigor, a verdadeira população invisível da Terra é a que se localiza no Umbral Grosso, porquanto a que se situa no Umbral Fino, onde fica localizada a cidade de “Nosso Lar”, embora igualmente invisível para os encarnados, é uma população fixa – os seus integrantes, como se pode ler na obra de André Luiz, aí constituem família, estudam, trabalham e até mesmo procriam.

Os maiores candidatos à reencarnação imediata na Terra são, em geral, os que desencarnam e permanecem nas suas proximidades, em suas sub-Dimensões – muitos deles, inclusive, inconscientes do fenômeno da própria desencarnação.

O assunto, reconhecemos, é complexo, e exige maior esforço no campo da reflexão e da análise.

Se assim não fosse, como os espíritos, que se dizem situados nas Trevas, conseguiriam subir e se comunicar nas reuniões de desobsessão, que são levadas a efeito nos Centros Espíritos da Terra?!

Muitos desses espíritos comunicantes, em verdade, são aqueles que estão vivendo no Umbral Grosso, e que, para se comunicarem, não têm que subir, mas, sim, descer!

De qualquer maneira, o assunto fica lançado para saudável discussão entre os estudiosos sérios da Doutrina.

Gregório, personagem do livro “Libertação”, encontrava-se “encarnado” nas Trevas... Vocês se recordam que Gúbio, André Luiz e Elói, a fim de serem percebidos por ele, tiveram que se materializar?!

Seria possível que Gregório, estando “encarnado” nas Trevas, se comunicasse numa sessão de desobsessão na Terra?! Seria possível que um médium de psicofonia o “recebesse”?! A nosso ver, somente se, em seus instantes de desprendimento natural, ele deixasse o corpo! Quantos encarnados, em seus momentos de desdobramento, com o seu corpo espiritual, descem à Dimensão das Trevas?! Ou mesmo quantos outros, logram subir às Esferas Superiores, deixando na Terra o seu pesado veículo físico, e, às vezes, até mesmo o seu perispírito mais grosseiro?!

André Luiz, em “Nosso Lar”, foi levado a se encontrar com a sua mãe, habitante da Esfera seguinte, através de seu corpo mental – ele deixou o seu perispírito ressonando na cidade espiritual em que passara a viver além da morte.

No capítulo 36, intitulado “O Sonho”, André Luiz, de maneira sucinta, descreve o fenômeno de seu desprendimento, indo visitar a mãe na outra Dimensão: “Eu sabia perfeitamente, que deixara o veículo inferior no apartamento das Câmaras de Retificação, em ‘Nosso Lar’, e tinha absoluta consciência daquela movimentação em plano diverso.”

Enquanto o estado de inconsciência é característico de quem “sonha” nas Dimensões Inferiores – como na Terra, por exemplo –, a consciência desses estados de desdobramento, nas viagens astrais, a partir da Dimensão do Umbral Fino parece que vai se acentuando.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 17 de novembro de 2014.

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h07
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