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MEDIUNIDADE NA INTERNET
- Blog do Dr. Inácio Ferreira -
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VALEM UMA FORTUNA

 

Caro amigo R: Jesus nos abençoe.

 

Escrevo esta pequena missiva apenas em consideração às suas dúvidas sinceras.

Você tem sido companheiro de grande valor.

Infelizmente, no entanto, depois de tantos anos de Doutrina, você ainda não conseguiu a sua independência de pensamento.

Tem medo da crítica.

Sobretudo, receio de que, dentro do Movimento, a sua posição seja questionada.

Aceite um conselho: não se iluda ao seu próprio respeito, e, tampouco, a respeito dos outros.

Não desencarna assim, não.

Enquanto você ainda dispõe de certo tempo no corpo, que, em breve, haverá de deixar, procure ampliar o horizonte de suas concepções em torno da Vida além da morte.

Acredite: ela é muito maior, e mais complexa, do que possa constar nos melhores livros, que você, em vários lustros, possivelmente, tenha compulsado.

Não se apegue à letra tanto assim – inclusive (isto, talvez, lhe venha a soar como nova heresia minha), à letra da Codificação!

Não dê valor a cargos e posições – e, mesmo ao nome-rótulo que você conquistou com trabalho e suor, não dê valor. Isto tudo é ilusão.

Aqueles que conseguem percorrer longas distâncias, para, por fim, baterem às portas de luz da Verdade, quase sempre, somente podem contar com a companhia da própria consciência, e de mais ninguém.

Não continue fazendo Espiritismo para agradar um suposto poder intelectual que nele não existe, e nem nunca existirá.

Não tema retaliações, pois, no máximo, haverão de dizer que você, quase no termo da existência, tornou-se obsedado, ou, se forem mais caridosos, que caiu vítima de “Alzheimer”.

Os parentes de Jesus também diziam que Ele havia perdido o espírito, e, várias vezes, conforme se pode ler no Evangelho, tentaram se apoderar Dele, porque, afinal, Ele os estava comprometendo.

Na experiência carnal, é muito fácil reincidirmos em antigos equívocos no campo da fé, principalmente quando não ousamos romper com os elos da pesada corrente da ortodoxia que nós próprios forjamos.

Por isto, meu caro, encha-se de coragem e, embora com as pernas enfraquecidas pelo tempo, ouse um passo além. Recorda-se de Paulo, em Hebreus, capítulo 12, versículos 12 e 13?! – “... restabelecei as mãos decaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os vossos pés...”

Deixa essa turma para trás, pois, com quem, se imaginando na vanguarda, se compraz na retaguarda, fazer o quê?!

Não fuja ao testemunho.

Rompa com o establishment espírita e siga adiante.

Seja livre.

Reivindique o direito de ser você mesmo.

Se meia dúzia de Centros Espíritos continuarem lhe convidando para proferir palestras, o que você quer mais?! Se meia dúzia de amigos continuarem lhe prestigiando a palavra, acredite que você ainda estará contando com um público enorme!...

Têm duas coisas que, na atualidade, como dizia minha mãe, está reduzindo os espíritas “a pó de traque”: poder e dinheiro! Esta dupla das trevas tem promovido um verdadeiro arraso em nossas fileiras!

Não, não se preocupe. Você não vai ter que pagar nada pelo que estou lhe dizendo...  Eu não vou lhe cobrar um centavo sequer por estas palavras, mas, verdadeiramente, elas valem uma fortuna.

Se puder, enriqueça-se com elas.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 21 de julho de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h19
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A LOGO DA COPA

 

Agora, passado o placar de jogo de “basquete” da Alemanha contra o Brasil, embora na condição de desencarnado, vocês me permitam algo dizer em prol da reflexão que carece de ser efetuada por todos os brasileiros, que deveriam estar mais preocupados em fazer do Brasil a Pátria do Evangelho – condição que, infelizmente, parece nos estar escapando!

De imediato, assim que foi anunciada a Copa de 2014 no Brasil, começou a circular na mídia a “logo” escolhida para a sua divulgação, e, como sempre, alguns espíritas encontraram grande semelhança entre o desenho estilizado de três mãos, em verde e amarelo, como se estivessem segurando uma bola de futebol, com a postura do médium Chico Xavier, quando se concentrava para psicografar...

Realmente, a semelhança é muito grande, principalmente se levarmos em consideração que, para psicografar, enquanto a destra deslizava vertiginosamente sobre as laudas, Chico apoiava a cabeça na mão esquerda, espalmada na fronte...

Por conta de tal “coincidência”, muitos começaram a dizer que o Hexa seria nosso, ou seja, dos brasileiros, encarnados e desencarnados, posto que, deste Outro Lado, muitos são os que continuam apaixonados pelo chamado “esporte das multidões”.

Aumentando a “suspeita” de que, no Maracanã, no próximo dia 13, a Seleção Canarinho seria campeã, havia o fato de que o Penta, conquistado em 2002, coincidira com a data de desencarnação de Chico, ocorrida a 30 de junho – de repente, colocaram o Médium na condição de “patrono” da Seleção, ele que, no máximo, na juventude, sem nunca ter dado um chute na bola, fora secretário do “Pedro Leopoldo Futebol Clube”.

Acontece, porém, que, deixando de lado a paixão-mor do brasileiro por futebol – eu que, na condição de torcedor do Uberaba Sport Club, ainda lamento até hoje a fatídica derrota do Brasil – aquela, sim, era Seleção! –, em 1982, no Sarriá, para a Itália, acredito que o Logo da Copa-2014, recentemente finda, quer dizer coisa mais transcendente do que, simplesmente, o sonho do título do Hexa.

Não lhes parece que, na referida figura estilizada, Chico apoiando a cabeça com a mão esquerda espalmada, não nos estaria convidando a refletir, de maneira mais adulta e responsável, sobre os destinos do Brasil?!

Ele que, em duas oportunidades, foi considerado um dos brasileiros mais importantes da História – a última no dia 3 de Outubro de 2012, dez anos após a sua desencarnação, com 71,4% dos votos, em promoção do Sistema Brasileiro de Televisão –, não teria, espiritualmente, comparecido como inspiração para o artista do Logo da Copa-2014, com a nos dizer de que está passando da hora de o Brasil criar juízo?!

Que está passando da hora de o Brasil, a partir do “campeonato nacional das eleições”, no próximo mês de Outubro, escolher melhor os seus governantes, e, sem Pelé ou Neymar, mostrar que é bom de bola também fora dos gramados?!...

Por isto, eu, que nada sei, acho que a grande derrota no futebol para a Alemanha pode ser transformada em grande vitória social para o Brasil, agora, daqui mais alguns dias, com o Brasil, então, dando ao mundo uma demonstração de que o brasileiro também sabe ser craque fora de campo – porque, não nos iludamos: a tragédia dentro de campo, na Copa de 2014, é consequência de uma tragédia fora de campo, que começou já faz muito tempo!

Contra a Alemanha, no “Mineirão”, Estado natal de Chico Xavier, a prorrogação se fez impossível, mas a verdade é que, diante do mundo em expectativa, o jogo para o Brasil está apenas começando, e por mais que o placar nos seja atualmente adverso, é possível virar o jogo e derrotar a corrupção, a mentira, a falcatrua, a “ditadura” branca, o tráfico de consciências, etc., e fazer deste País o que, por determinação do Senhor, ele está fadado a ser no concerto das nações.

Emmanuel e Chico Xavier são os patronos espirituais do Brasil, e, certamente, não nos abandonariam em momento tão delicado de nossa História.

Eis o que eu, sucintamente, penso sobre a derrota acachapante contra a Alemanha no futebol – tinha que ser acachapante, e, por este motivo – acreditem –, como que por ação de forças invisíveis, os jogadores brasileiros pareciam mostrar as pernas amarradas dentro do campo.

Faça você agora, no próximo mês de outubro, a sua parte – mostre que você é um craque de salário mínimo, mas que sabe fazer gols mais bonitos que Pelé e Neymar.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 14 de julho de 2014.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h03
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JESUS E A IMORTALIDADE

 

A prova da imortalidade está na raiz da sobrevivência do Cristianismo, pois, se Jesus não tivesse dado prova de sua própria imortalidade, os Apóstolos não teriam encontrado forças para levar adiante a mensagem da Boa Nova.

Logo após o episódio da crucificação, temendo severas represálias contra os seguidores do Mestre, os Apóstolos se trancaram, e assim permaneceram durante três dias, esperando que a promessa de sua ressurreição se concretizasse.

Tanto assim é que o fato da ressurreição foi documentado pelos quatro Evangelistas – Mateus, Marcos, Lucas e João.

No capítulo 28, versículos de 1 a 10, das anotações de Mateus, nós ficamos sabendo que Maria Madalena, na companhia de outra Maria, “ao entrar o primeiro dia da semana”, ou seja, no domingo de Páscoa, é enviada a ver o sepulcro – os Apóstolos estavam tão receosos de serem presos, e, talvez, submetidos à mesma condenação do Mestre, que não ousavam sair de casa.

Em Marcos, capítulo 16, versículos de 1 a 8, ficamos sabendo que a outra Maria, que acompanhava Madalena, era mãe de Tiago, e que, além dela, também se fazia acompanhar de Salomé.

No Evangelho de Lucas, capítulo 24, versículos de 1 a 12, outra personagem feminina é acrescentada como testemunha da ressurreição: Joana, provavelmente, a mulher de Cusa.

João Evangelista, no capítulo 20, versículos de 1 a 10, diz com clareza que foi Madalena quem tomou a iniciativa de avisar os Apóstolos que o Senhor havia ressurgido dos mortos: “Então, correu e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo a quem Jesus amava, e disse-lhes: Tiraram do sepulcro o Senhor e não sabemos onde o puseram.”

Somente, então, Simão Pedro e o próprio João, que seria o futuro Evangelista, se encheram de coragem e foram ao sepulcro – sendo que João, por ser mais jovem, “correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro...”

João, que duvidava da ressurreição do Mestre, escreve de próprio punho no versículo 8, do já citado capítulo de suas anotações: “Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu e creu.” (destaquei)

Posteriormente, sabemos que Jesus Redivivo, além de se mostrar a Madalena, aparece aos próprios Apóstolos, inclusive consentindo que Tomé, a fim de se certificar de que não estava sendo vítima de processo alucinatório, lhe tocasse as chagas.

Os Apóstolos, portanto, tiveram várias provas materiais da sobrevivência do Senhor, inclusive, mais tarde, o ex-rabino Saulo de Tarso, que, de imediato, se converte ao Cristianismo.

Constatamos que, no que pese a excelência da mensagem da Boa Nova e no quanto, ao longo de três anos, os Apóstolos pudessem testemunhar dos feitos do Cristo, se Ele não tivesse ressuscitado, ou seja, vencido a morte de maneira espetacular, deixando escancarada a porta do túmulo vazio, a verdade é que eles teriam recuado...

Paulo, mais tarde, escrevendo a sua Primeira Carta aos Coríntios, grafou no capítulo 15, versículo 14: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã a vossa fé...”

Realmente, não existe prova maior de que a morte não existe que a sobrevivência do Cristianismo, quando, igualmente, durante cerca de trezentos anos, os cristãos, a exemplo do Mestre, convictos de que não morreriam, testemunhariam nos circos de martírio em favor da Causa.

Não nos esqueçamos de que, com o Senhor ainda no corpo, com os Apóstolos demonstrando a sua fragilidade humana, Judas o traiu, Simão Pedro o negou, e os demais, no momento decisivo, debandaram – não houve um sequer que levantasse a voz para defendê-Lo!

Sendo assim, como poderiam eles, sem mais contarem com a companhia direta do Mestre, enfrentar tudo o que enfrentaram na luta pelo Evangelho, sem a certeza de que, em Espírito, Ele os assistia e acompanhava?!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 7 de julho de 2014.

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h12
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“DOUTOR, MANEIRA AÍ!”

 

- Doutor, maneira aí! – quase que posso ouvir você me dizer.

Não maneiro, não.

Contemporizar não é comigo.

Chega de ficar em cima do muro.

O que aconteceu ao Cristianismo é culpa nossa. Você quer que o que está em vias de acontecer ao Espiritismo, seja culpa nossa, de novo?!

Por isto, não maneiro, não.

Quem não quiser me ler, não leia.

Quem quiser jogar o que escrevo na lata de lixo, digo que ela fica logo aí debaixo do lugar onde ele está sentado.

Eu seria capaz de pregar Jesus na cruz, mas não seria capaz de adulterar uma palavra saída da boca Dele.

Chantagem comigo, não funciona – nunca funcionou.

Nem com o médium, felizmente, pois o dia que com ele funcionar, eu o deixarei, e vou procurar outro médium no prostíbulo.

Jesus disse aos doutores da lei que as prostitutas haveriam de precedê-los em sua entrada no Reino de Deus.

Claro, como não se ir parar na cruz depois disto?!

Então, meu caro, se quiser maneirar, maneira você.

Eu já cansei de dizer que não sou espírito Mentor, e não estou interessado em ser.

Sou capaz de deitar no chão para um necessitado me pisar, e até fazer xixi em cima de mim, mas, para quem não precisa, não vem que não tem.

Agora, vou dizer uma coisa: sei que não sou espírito Mentor, mas sei também que desde que Chico Xavier desencarnou Mentor encarnado não tem nenhum.

A escassez é tremenda – tempo das vacas magras.

Querendo demonstrar uma humildade que não tem, tem gente aí na Terra engolindo uma saparia.

Nada é capaz de fazer mais mal à Doutrina que um espírita pecador querer se fazer passar por santo.

Eu não tenho loja de máscaras.

Convencionou-se que espírito obsessor só se comunica em reunião de desobsessão. Comigo, se ferraram, porque eu sou alfabetizado, e psicografo – escrevo livros. E daí?! Os livros são meus. Escrevo e publico o que eu quiser.

Não venham querer me enquadrar – neste esquadro de vocês, eu não me enquadro. Fico torto, mas não me enquadro!

Vocês vão ter que me aguentar como eu sou.

Amem-me, ou odeiem-me.

“Assim, porque és morno, e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca...”

Tem muita coisa boa no Movimento Espírita, mas também tem muita hipocrisia.

Eu vou dizer a vocês: para mim, o melhor do Movimento Espírita está na cozinha de um Centro Espírita, onde uns dois ou três, considerados ignorantes em termos de conhecimento doutrinário, estão fazendo sopa para os pobres.

E o pior, salvo exceções, está na cúpula.

Eta, turminha! Haverá pranto e ranger de dentes...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 30 de junho de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h22
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ABORTO – DIRIMINDO DÚVIDAS
 
A fim de dirimir certas dúvidas, alimentadas por alguns opositores nossos, quanto à nossa opinião sobre a prática do aborto, que, talvez, em alguma ocasião, não tenhamos tido oportunidade de deixar o suficientemente clara, em definitivo, digo o seguinte:
1º - Sou contra a prática do aborto indiscriminado.
2º - No aborto em caso de estupro, sou favorável em se ouvir e se acatar a opinião de quem está diretamente envolvido no processo, ou seja: a mulher que foi violentada.
3º - Neste sentido, creio que o homem não deve impor à mulher uma gravidez, fruto de estupro, não desejada por ela – esta segunda violência, certamente, seria pior que a primeira.
4º - Que, neste sentido, o espírito candidato à reencarnação, que, muitas vezes, motivou a violência sexual que se consumou, procure uma forma mais digna de renascer.
5º - Nos casos chamados de “anencefalia”, que os avanços da Ciência têm possibilitado detectar, creio que, a respeito do aborto do embrião anencéfalo, precisamos, uma vez mais, ouvir a opinião da mulher, que, em hipótese alguma, deve ser constrangida pela sociedade a carregar no ventre uma criança que, dificilmente, vingará, ou sobreviverá mais que algumas semanas.
6º - Não creio que Deus esteja dotando a Ciência de recursos tecnológicos para aumentar os tormentos da mulher, ensejando a ela saber, com meses de antecedência, que o embrião que traz em seu ventre, e com o qual ela dormirá e se levantará semanas após semanas, é um corpo destituído de vida intelectual e moral.
7º - Em muitos casos de “anencefalia”, consentir na prática terapêutica do aborto, caso seja este o desejo da mulher, será, sem dúvida, lhe preservar a saúde mental, evitando mesmo traumas que poderão induzi-la à loucura ou/e ao suicídio.
8º - De minha parte, embora respeitando as opiniões contrárias, digo ser extremamente difícil que um espírito reencarnante “agarre-se” apenas e tão somente ao tronco encefálico, ou seja, à parte posterior e ínfima de um cérebro que não se formou e nem se formará.
9º - Mesmo que isto fosse possível, a ligação do espírito reencarnante ao tronco encefálico, não justificaria que nós, os espíritas, defensores da Reencarnação, quiséssemos fazer prevalecer a nossa crença, cerceando o direito da mulher de, no caso específico de anencefalia, decidir sobre levar, ou não, a sua própria gravidez adiante.
10º - No que tange à prática do aborto, os espíritas têm silenciado a sua opinião sobre a “pílula do dia seguinte” e mesmo do chamado “DIU” – Dispositivo Intrauterino –, que, na opinião de alguns estudiosos, são expedientes igualmente abortivos – muitos têm se calado a respeito, porque as suas esposas, ou filhas, ou netas, ou sobrinhas, ou irmãs, fazem, ou fizeram, uso de tais expedientes.
11º - Sou ainda de opinião que, principalmente, na gravidez por estupro, a mulher deve, sem dúvida, ser esclarecida quanto à bênção da maternidade, e quanto aquele rebento em seu ventre, concebido de maneira tão vil, pode vir a significar para a sua vida, caso, através da ampliação de sua própria capacidade de amar, ela consiga superar o ato de violência de que foi vitimada.
12º - A questão do aborto em caso de estupro e anencefalia, não estando claramente prevista na Codificação Kardeciana, nos remete ao campo da livre opinião, sendo que, evidentemente, no mínimo, nos cabe respeitar o ponto de vista de companheiros outros, sem que, por discordarem do nosso, de Evangelho nas mãos avancemos contra eles destilando todo o nosso ódio de natureza teológica, prestes a lhes reacender as fogueiras inquisitoriais que, certamente, ainda não nos exaurimos de acender.
13º - Penso que, em síntese, neste arrazoado, fica expresso e manifesto o meu parecer sobre o assunto, evocando para mim o direito de fazê-lo, e de, uma vez por todas, dá-lo por encerrado, de vez que, sinceramente, ando enfarado de lidar com a maledicência e com a ignorância de tantos que, na condição de espíritas, se julgam os senhores absolutos da razão.
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 23 de junho de 2014.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 07h17
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COMPROMISSO ESPIRITUAL

 

Falemos francamente.

Quem, na atualidade, estando encarnado, ou até mesmo desencarnado, deseja abraçar alguma espécie de compromisso espiritual?!

Estamos nos referindo aos adeptos do Espiritismo, ou, pelo menos àqueles que lhe são simpatizantes.

Quase todo Centro Espírita está cheio de pessoas interessadas em receber o passe...

Centro que mantém a denominada reunião de “cura” costuma colocar gente pelo ladrão...

Naquele em que existe o trabalho do receituário mediúnico, a disputa por uma receita dos espíritos é sempre muito grande...

Noutro em que se psicografam mensagens dos entes queridos desencarnados, os interessados enumeram-se às dezenas...

Todavia, o trabalho assistencial da Casa conta com a colaboração daquela meia dúzia que se sobrecarrega nos bastidores!

Duas senhoras que costuram para os pobres...

Um voluntário que, ao mesmo tempo, é encanador e eletricista e carpinteiro e jardineiro e...

Um casal abnegado que cuida de confeccionar a sopa...

Um amigo que se preocupa com a conta da energia elétrica, e... Ah, com o não deixar faltar papel higiênico no banheiro!

A tribuna, talvez, seja o lugar mais disputado, pois a turma que gosta de falar é sempre em maior número da que gosta de fazer.

O que dizermos, então, dos adoradores de cargos?! – estes, por vezes, chegam a se atritar uns com os outros e, rapidinho, perdem a compostura, olvidando as mais comezinhas noções de fraternidade – neles, a pureza doutrinária vai para onde costuma ir a vaca, ou seja: para o brejo!...

E os frequentadores do Centro?! Para dizer a verdade, muitos toleram a palestra por causa do passe ao final da reunião e um golinho d’água fluidificada...

E, também, cá entre nós, tem cada palestrinha – a gente não sabe se o orador está empenhado em falar de Jesus ou dele mesmo!...

É uma coisa horrorosa.

Em alguns oradores o vedetismo é tanto que se a plateia não se sacolejar de rir de suas piadas, ele fica aborrecido e chora...

Neles, tem mais piada na palestra do que palestra na piada!...

E os médiuns videntes fajutos?! Sabem tudo do passado alheio, mas nada sabem do próprio presente – e muito menos do futuro que os aguarda, onde haverá pranto e ranger de dentes – e este ranger de dentes vale também para quem tenha dentadura!...

Enfim, a turma da Terra não anda mesmo querendo compromissar-se espiritualmente!

Para a maioria, Deus deixou de ser Pai para ser lacaio – lacaio da Humanidade!...

Alguns, se não forem curados em quinze dias no Centro Espírita, vão para as igrejas evangélicas...

Outro dia, alguém me ameaçou: - Dr. Inácio, vamos ver se o senhor existe mesmo... Cura-me desta dor de cabeça crônica!...

Curar o referido confrade de sua dor de cabeça crônica não seria problema – o difícil, quase impossível, creio que até para Jesus Cristo, seria curá-lo de sua preguiça crônica!...

Neste sentido, para o Senhor, foi mais fácil ressuscitar a Lázaro, que estava morto, já fedendo no túmulo, do que fazer ressurgir das catatumbas um espírito indolente!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

 

Uberaba – MG, 16 de junho de 2014. 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h00
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SEM ALLAN KARDEC E CHICO XAVIER NÃO EXISTE ESPIRITISMO

 

Claro, Jesus em primeiro lugar, porque, afinal, a proposta do Espiritismo é a de reviver o Cristianismo – o Consolador Prometido! Sem Jesus Cristo, no centro de nossas aspirações espirituais, nada faz e nada faria sentido!

Todavia, depois de Jesus, devo dizer, em alto e bom som, que sem Allan Kardec e Chico Xavier não existe Espiritismo – e não com Kardec apenas o Espiritismo existiria.

Sem dúvida, devemos a Kardec a Codificação, através da qual a Doutrina Espírita se alicerça em seus fundamentos. No entanto, se ela permanecesse restrita ao conteúdo do Pentateuco, de fato, não passaria de uma doutrina do século XIX, sem fôlego diante do vertiginoso avanço da Ciência no século XX e, muito menos, no século XXI!

Chico Xavier atualizou Kardec, desdobrou a Codificação, modernizou o Espiritismo.

E, quando nos referimos a Chico Xavier, evidentemente, estamos nos referindo à extraordinária Obra Psicográfica, de autoria dos Espíritos por seu intermédio, que, a nosso ver, deveria ser anexada ao Pentateuco, como indispensável encarte de luz.

Louvores a Kardec! Os adeptos do Espiritismo – que é doutrina progressista, e não estanque –, não obstante, não podem e não devem continuar de pensamento estacionado, de espírito apegado à letra da Codificação, como os adeptos de outras crenças religiosas, paradas no tempo e no espaço.

Sem Chico Xavier, e seu ímpar trabalho mediúnico, a situação do Espiritismo, na atualidade, seria de expectativa, em face das inúmeras perguntas formuladas pela razão, e que haveriam de permanecer sem respostas – então, à semelhança da Igreja Católica, com os seus dogmas, tudo haveríamos de relegar aos domínios do mistério, talvez, inclusive, chegando a ameaçar com a excomunhão a quem ousasse cogitar de outras verdades, se não aquelas subordinadas ao arbítrio de pseudolideranças...

Aliás, esta prática da excomunhão, já vem sendo adotada pela liderança caolha do Movimento, acovardada no exercício do pensamento, porque não lhe interessa mais profundo conhecimento da Verdade que mais responsabilize os seus representantes diante das realidades do Mundo Espiritual.

Contudo, a Verdade, para existir, não consulta a boa vontade de quem seja, e, completamente alheia ao boquejo maledicente ao redor de seus passos, continua, imperturbável, cumprindo com o seu elevado desiderato, reduzindo à sua própria insignificância quantos a ela resistem escudados em seus mesquinhos interesses.

Louvores, sim, a Kardec, mas, igualmente, louvores a Chico Xavier, sem cuja Obra e exemplo de vida, talvez nós, sem passarmos de modernos teosofistas, ainda estivéssemos encerrados em nossos templos de fé, sem lograrmos a popularização da Doutrina que Chico logrou – os nossos templos não seriam mais que modestas pirâmides frequentadas por meia dúzia de iniciados, a repetir os mantras da Codificação!

Chico, com a sua vivência do Evangelho, colocou o Espiritismo nas ruas, e, com o seu trabalho mediúnico, aproximou o Mundo Espiritual da Terra – e, doa a quem doer, esta é a realidade!

Por isto tudo e muito mais, causa-nos espanto a falta de autocrítica de alguns adeptos da Doutrina, que, por exemplo, ousam criticar a Obra de Emmanuel e André Luiz, sem o aval do mais modesto currículo que seja, porque tais companheiros fazem somente o que, até agora, aprenderam a fazer melhor: criticar!

Porque, alguns deles, cursaram certas Universidades do mundo, e exibem alguns cartuchos debaixo dos braços, substituindo a pedra do anel clerical de outrora por uma pseudopedra preciosa que os habilita ao exercício, muitas vezes, medíocre de uma profissão que não sabem dignificar, imaginam-se investidos de autoridade para contestar a Obra Mediúnica de um médium semialfabetizado, que, integrante da Falange dos Espíritos do Senhor, ao receber a ordem de seu comando, à semelhança de uma estrela cadente, se corporificou na Terra, “para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos.”!

Ora, bolas! Sem Allan Kardec e Chico Xavier não existe Espiritismo, e nem os espíritas existiriam!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião íntima do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã do dia 28 de maio de 2014, em Uberaba – MG).    

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h11
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ESCREVER PARA A TERRA

 

Escrever, mediúnicamente, para a Terra, não é fácil – não é tão simples quanto parece!

Muitos imaginam, de maneira equivocada, que o espírito possa tudo – basta que esteja fora do corpo para que deixe de ser gente...

Isto não é assim, não.

Em qualquer escrita, de natureza mediúnica, muitas dificuldades devem ser superadas – aliás, qualquer espécie de comunicado mediúnico, tanto para o espírito quanto para o médium, possui muitas implicações.

O Mundo Espiritual não é sobrenatural, e a gente, ou seja, os desencarnados, não somos detentores dos poderes que muitos nos atribuem.

Vou tomar a mim mesmo como exemplo...

Para escrever, através do médium com o qual eu me compromissei – e isto, desde muito tempo –, eu preciso estar bem, e espírito desencarnado, sendo igual a uma pessoa, nem sempre está bem – a menos que já tenha transcendido a sua condição humana – e este não é o meu caso, e acredito que não seja o da maioria do Lado de Cá...

Depois, necessito primeiro atender as obrigações que me vinculam à minha nova condição existencial, porque, afinal, não estando mais encarnado, eu não posso viver em veraneio na Terra!

Tenho, igualmente, que trabalhar na obtenção do pão de cada dia, porque em meu atual domicílio não chove maná...

Ainda há outro problema, sobre o qual poucos refletem: como é que vocês acham, por exemplo, que eu supere a barreira das Dimensões diferentes, e, com extrema frequência, possa estar entre vocês escrevendo, ou dizendo os meus pitacos?! Talvez deduzam que a mesma carruagem de fogo que arrebatou Elias ao céu, me arrebate no Além e, tão misteriosamente quanto conduziu o profeta, me conduza para a Terra...

Este é assunto que eu ainda espero abordar assim que possível – não neste Blog, porque, infelizmente, não posso estar colocando muita coisa inédita aqui – eles copiam! E o que é pior: copiam defeituosamente! Falsificam a assinatura, mas não falsificam a minha pobre figura...

Agora, tratemos da questão do médium, que é complexíssima.

Eu estando bem, preciso rezar muito para que, igualmente, o médium esteja bem, e, no mínimo, seja compromissado com o trabalho.

E, sobretudo, não seja um médium que, ao empunhar a caneta ou se sentar diante do computador, não fique exigindo do espírito uma prova de identidade – sim, porque, determinados médiuns, querem que lhes apresentemos, inclusive, atestado de óbito...

O mais difícil para qualquer espírito comunicante não é trabalhar, mas convencer o médium a trabalhar – com disciplina e amor à Causa.

Hoje, infelizmente, existem médiuns com mais amor à causa de si mesmos do que à Causa do Cristo!  Eles querem aparecer como autores, darem autógrafos, participarem de Bienais, estarem no topo do ranking dos livros mais vendidos...

Por fim, como escreveu Kardec, precisamos vencer a influência do meio: não se trata dos pensamentos contrários, porque destes, a bem da verdade, a gente aprende a se esquivar... Eu me refiro à barulheira do mundo, ao buzinaço, às motos que passam acelerando a toda, às requisições familiares, aos compromissos sociais do médium, às suas indisposições estomacais, às suas noites mal dormidas, aos seus abalos emocionais, e, para encurtar a lista, até às suas diarreias!

Eu já escrevi com o médium – coitado! – tendo que correr ao banheiro de quinze a quinze minutos... Eu escrevia um pouquinho, sentava e esperava ele voltar do trono. Fazer o quê?!...

- Dr. Inácio – pedia-me ele –, ajuda-me...

Em silêncio, contrariando certas orientações médicas, eu tinha vontade de lhe dizer:

- Meu caro, toma um Imosec!...

Pois se um Imosec pode resolver, para que permanecer na expectativa de uma intervenção espiritual para curar uma diarreia?!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 2 de junho de 2014.

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 08h01
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 DE “ADONDE QUE VÉVE OS MORTOS”...

 

- Dr. Inácio, alguns amigos dizem que se o senhor não fosse tão crítico em seus livros, eles poderiam vender bem mais do que vendem...

- Talvez, sim, pudessem vender mais do que vendem, mas, então, eu estaria vendendo com eles a minha própria consciência.

- Se, porventura, algo pudesse retificar em algum dos livros que, até o presente, o senhor escreveu e publicou, retificaria?...

- Nada, nem uma vírgula! A minha convicção em tudo o que escrevi é sempre, a cada dia, maior.

- Sequer abrandaria o seu estilo?...

- Mais ainda?! Caso viesse a fazê-lo, viraria “maria-mole”... Aliás, como doce, é muito gostoso, mas como estilo literário...

- A campanha contra os seus livros tem sido acirrada...

- A verdade sempre incomoda os... acomodados! Lamento o incomodo! Desculpem o mau jeito... na coluna dorsal de seu personalismo!...

- O senhor é proibido em muitas livrarias...

- Se algo eles tivessem escrito, teriam feito o mesmo com Sócrates e Jesus Cristo – portanto, estou em muito boa companhia, você não acha?! A um deram uma taça de cicuta, e ao Outro deram uma cruz... A mim, por enquanto, apenas censura – não mereci mais do que isto!...

- Dizem que o senhor é um espírito baixo...

- De fato, mas como é que um espírito tão baixo quanto sou pode perturbar a quem se coloca em patamar tão elevado?! Desconfio, portanto, que essa turma está no mesmo nível em que me encontro, ou seja: ao rés do chão, e...  comendo pó!...

- O senhor sempre foi assim? Quer dizer: quando encarnado, o senhor era exatamente assim?...

- Eu vou pedir a Dorival Caymmi alguns de seus versos emprestados: “Eu nasci assim/ Eu cresci assim/ Eu sou mesmo assim/ Vou ser sempre assim...”

- Dizem que, quando encarnado, o seu estilo literário era outro...

- De fato. Acho que estou melhorando... Segundo o meu amigo revisor, Prof. Fausto De Vito, apenas continuo cometendo os mesmos erros de Português! Realmente, estou precisando estudar...

- O senhor se comunicaria por outro médium?

- Não tenha nada contra, não, mas, cá entre nós, eu custei amansar este cavalo... Agora que ele está manso de coçar, cheio de cicatrizes das esporadas que levou, e só relincha para me cumprimentar quando chego para subir em seu lombo e me deixar cavalgar como quero...

- Dizem que os seus livros são muito apreciados na Umbanda...

- Oxalá, meu Pai! Se eu souber que vou contrariar um pessoal aí, essa gente do Elitismo, eu arranjo uma bengala, acendo um cachimbo, pego uma dor na lombar, me curvo em 45 graus, sento num banquinho e aprendo a falar mizifio...

- Outros dizem que o senhor é um “câncer” no Espiritismo...

- Sim, eu dou muitas metástases! Além do mais, sendo do mês de julho, o meu signo é de Câncer... Dizia o já mais que desencarnado Omar Cardoso, que uma das qualidades do canceriano é a tenacidade! Talvez, no meu caso, seja mera coincidência...

- O que o senhor escreve é supervisionado pelo Dr. Odilon Fernandes, Irmão José, ou outro espírito?...

- Todos esses são muito bons amigos, dos quais, sinceramente, eu não sou digno de desatar as sandálias, mas quem me supervisiona é Jesus Cristo! O dia em que Ele me vetar, eu estou vetado! Enquanto isto não acontecer, sinto, mas muita gente vai ter que me aguentar!...

- Suas considerações finais.

- Em minhas considerações finais, vou evocar o espírito do grande humorista Chico Anysio: - “Eu sou aquele que vem do aquém do além, adonde que véve os mortos! Tomou, papudo? Não creu neu, se finouce. Minha vingança será malígrina!...”

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 26 de maio de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h04
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REENCARNAÇÃO NO MUNDO ESPIRITUAL

(Resposta aos argumentos contrários)

 

Respondendo aos argumentos contrários à tese da Reencarnação no Mundo Espiritual, que apresentamos em várias das obras de nossa lavra mediúnica, daqueles que, evidentemente, pudemos ter acesso, queremos dizer que, infelizmente, alguns deles nos pareceram de grande ingenuidade e inconsistência, indignos até de serem emitidos por quem se considera adepto de uma Doutrina que, sobretudo, prima pela Fé aliada à Razão.

 

1 – Os espíritos não se reproduzem.

Este, sem dúvida, nos pareceu o argumento mais frágil de todos, porque, óbvio, espírito não se reproduz – são os corpos que se reproduzem, e, sendo o perispírito o corpo do espírito, claro está que, assim como corpo físico, ele pode se reproduzir.

2 – Os espíritos não fazem sexo no Mundo Espiritual.

Se os espíritos não fazem sexo no Mundo Espiritual, então os órgãos genitais que continuam possuindo em seus perispíritos são apetrechos inúteis – e claro está que eles os possuem, porque, ipsis literis, o perispírito é a matriz para o corpo físico em formação.

3 – Os espíritos fazem sexo, mas não procriam.

Então, “a emenda fica pior que o soneto”, porque a finalidade do sexo na Terra seria mais nobre do que a sua finalidade no Mundo Espiritual – os espíritos fariam sexo por mero prazer!

4 – A Codificação nada fala a respeito do assunto.

A Codificação não fala a respeito de tudo, e o Espiritismo, sendo uma doutrina de natureza dinâmica, não está toda ela contida na Codificação – somente os seus Princípios Básicos, inamovíveis, foram expostos no Pentateuco Kardeciano. Em face da inseminação artificial, e dos fetos congelados, o que teria a Codificação a dizer?! 

5 – Com que finalidade os espíritos reencarnariam no Mundo Espiritual?

Com a mesma finalidade com que reencarnamos na Terra: aprender e ensinar, em necessária reciclagem, dando continuidade ao processo evolutivo, que nos parece infinito e que não se limita ao binômio “Terra-Mundo Espiritual” apenas, mas que, da Terra, se estende às diferentes Dimensões Espirituais, das quais o orbe terrestre não passa de singela morada na Casa do Pai.

6 – O sexo é algo degradante...

Então, o próprio Cristo teria nascido dessa “degradação”... Se Ele possuía poderes para tal, por que não teria nascido, por exemplo, através de geração espontânea?! Os defensores desse ponto de vista estão perto de se fazerem adeptos do Docetismo, que, no Espiritismo, teve em Jean-Baptiste Roustaing, contemporâneo de Allan Kardec, o seu representante mor.

7 – Em o Mundo Espiritual, tudo é criação da mente... Os animais, as árvores, as flores...

Sobre a Terra, o que não seria criação da mente? Uma casa, uma ponte, um automóvel, um avião, um navio, um relógio... Tudo isso é criação da mente imaginativa do homem, que, após a concepção intelectual, trata de materializar temporariamente o objeto de sua criação.

8 – Por que revelação tão transcendente não seria feita através de um luminar da Espiritualidade Superior?...

Deixemos que o Cristo responda a essa interpelação: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas cousas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos”!

 

Enfim, se vocês souberem de mais alguma objeção à tese da Reencarnação no Mundo Espiritual, que valha a pena perder tempo com ela, por favor, nos comuniquem – caso contrário, sinceramente, temos mais o que fazer.

 A tese da Reencarnação no Mundo Espiritual é dessas que, quando se esboçam, se impõem por sua lógica insofismável, e, sendo assim, todos os ataques que possam sofrer apenas lhes servem de maior força de propagação.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 19 de maio de 2014.

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 09h19
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SEM DÚVIDA

 

Sem dúvida, o de que o espírito mais necessita para manter a serenidade íntima e, consequentemente, avançar com segurança, nas sendas da Evolução, é de trabalho aliado ao silêncio e de silêncio aliado ao trabalho.

*

Trabalho silencioso, através do cumprimento de seus deveres cotidianos, a começar dentro do lar, na tarefa, muitas vezes, sacrificiosa, de compreender sem esperar compreensão.

*

Quase sempre, o adepto do Espiritismo, fascinado com realizações que considera de maior relevância espiritual, acaba por olvidar as diminutas obrigações junto ao grupo familiar...

*

Quer se lançar ao desenvolvimento de seus dons mediúnicos, intercambiando com os domiciliados no Mais Além, mas não se preocupa com a vivência do amor no relacionamento amistoso com os que respiram ao seu lado.

*

Aprofunda conhecimentos teóricos sobre a Reencarnação, contudo não aproveita a oportunidade que, na encarnação atual, lhe está sendo concedida de se aproximar de possíveis desafetos, aos quais se observa ligado pelos laços da consanguinidade.

*

Reporta-se à vida noutras Dimensões, no entanto, com facilidade se esquece de que se encontra habitando uma delas, e que o esforço de elevação que poderia empreender alhures é o mesmo que é chamado a empreender sobre o orbe em que renasceu.

*

Por si só, o conhecimento da Mensagem Espírita pouco significa para aqueles que não priorizem a sua incorporação à própria personalidade, transfigurando-se, eles mesmos, num dos mais importantes livros de nossa literatura.

*

Os maiores e mais eficazes divulgadores do Espiritismo não são exatamente aqueles que, por vezes, falam eloquentemente para imensas plateias que se maravilham com o seu verbo, mas, sim, aqueles que, através de seu exemplo silencioso, despertam essa ou aquela consciência desde muito adormecida.

*

Busquemos, pois, na condição de espíritas, efetuar indispensável avaliação a respeito de nosso posicionamento diante da Doutrina que abraçamos, procurando saber se não estaremos apenas nos transformando em seus propagandistas profissionais, como quem se dispõe a gritá-la de megafone aos ouvidos alheios, dispensando-nos, no entanto, de repeti-la, exaustivamente, a nós mesmos, até que, por fim, consigamos interiorizá-la o mínimo possível.

*

Infelizes daqueles que se preocupam somente em lançar o bom grão no campo espiritual que não lhes pertence, abandonando a sua gleba íntima à ação da tiririca.

*

Tenhamos, pois, cautela, porque, não raro, a desencarnação costuma surpreender com um mergulho nas trevas aquele que, sobre a Terra, se imagina na condição de missionário da luz.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 12 de Maio de 2014.

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h07
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ESPÍRITAS DOENTES

 

Não, não estamos desejando nos referir àqueles companheiros de Ideal que, por vezes, a ele tanto se doam que, com o passar do tempo, terminam por observar, em pleno campo de luta, o declínio das próprias forças do corpo que dignificam na existência...

Nem tampouco nos referimos àqueles outros irmãos que, compreendendo a necessidade da quitação de débitos adquiridos no pretérito, renascem com problemas orgânicos que, não raro, os limitam em suas atividades em prol da Causa a que se consagram.

Ao escrever sob o assunto-título que nos inspira este arrazoado, queremos nos reportar aos confrades que, em sua militância doutrinária, por falta de defesas espirituais contra o personalismo e a vaidade, terminam por adoecerem do espírito gravemente. E, de maneira lamentável, na atualidade, são muitos os que se encontram quase que completamente tomados por semelhante quadro patológico de tratamento complexo e difícil...

São eles os que se supõem investidos de uma missão divina e se permitem alucinar em plena tarefa, ensejando, de forma concomitante, a atuação dos espíritos inimigos da Doutrina, que, em essência, são os adversários do Cristo no serviço de espiritualização da Humanidade.

Anulados em seu discernimento por absoluta falta de cultivo da virtude da humildade, passam a se crer na condição de luminares da Espiritualidade Superior encarnados na Terra, ou, então, medianeiros na posse de elevados mandatos que objetivam a reforma dos postulados de Allan Kardec, que, em seus Princípios básicos, sempre haverão de permanecer na vanguarda da Terceira Revelação.

De outras vezes, sem maiores pretensões, estabelecem conflitos que, se não se generalizam no Movimento, promovem inúmeras perturbações localizadas, influenciando dezenas e dezenas de espíritos invigilantes que, mentalmente, se lhes submetem aos preceitos de ordem pessoal, através dos quais extravasam as suas frustrações de mando e poder.

Criam eles tantos atalhos perigosos para os que, por si mesmos, não conseguem manter o foco no objetivo a ser alcançado, que se responsabilizam pela falta de aproveitamento real do tempo na encarnação dos grupos que passam a dominar, manipulando-os ao seu talante.

Repetimos: nos dias que correm, são muitos os espíritas adoecidos pela incontida ânsia de se revelarem mais do que efetivamente são, porque, para que realmente se tornassem grandes, não souberam se apequenar, aprendendo a servir ao lado daqueles que se engrandeceram nas últimas fileiras do testemunho a Jesus Cristo!...

Acautelemo-nos para que, assim adoecidos, eles não nos adoeçam, e para que, doentes por nossa vez, não nos transformemos em agentes do contágio da enfermidade que se generaliza em nossas fileiras, vitimando companheiros que, em outras circunstâncias, haveriam de ser de extremo valor para a Causa.

Poucas são as mentes e poucos são os corações que, diante da luz esplendorosa que o Espiritismo irradia, se encontram imunes ao deslumbramento que nos pode impedir a visão de nossas deficiências e imperfeições, na falsa impressão de que a claridade que se projeta em torno de nossos passos parte de nós mesmos, e não da inesgotável fonte de luz que ele representa em nossas vidas.

Se assim, porventura, detectamos em nós o menor traço da doença espiritual que têm comprometido a encarnação de tantos e tantos irmãos de fé espírita, ao ponto de eles se considerarem mais saudáveis que outros, peçamos a Jesus que nos auxilie na cura de tão grave mazela, nem que para isto necessitemos de experimentar qualquer abalo que, de inesperado, nos reduza à nossa própria insignificância.

Mil vezes cair, do que continuar caminhando equivocadamente, sem a bênção de uma pedra que nos intercepte os passos!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

 

Uberaba – MG, 5 de maio de 2014.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h10
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REFLEXÕES EM TORNO DA LEI DE CAUSA E EFEITO

 

Amigos vários nos têm escrito solicitando que teçamos algumas considerações em torno da Lei de Causa e Efeito, e isto porque, segundo alegam, não entendem a ação de espíritos que, em desencarnando, continuam vinculados ao mal, agindo em desfavor da Humanidade.

- Não estariam eles, após a morte do corpo, colhendo o que semearam?! – indagam com certa incompreensão, na expectativa de que todos, assim que deixam o corpo, venham a sofrer a consequência imediata dos desmandos praticados.

A questão dessa aparente impunidade pós-morte, evidentemente, ainda se prende às nossas antigas concepções religiosas de Céu, Inferno e Purgatório, que determinariam o destino dos espíritos mal tivessem eles fechado os olhos para o cenário da Vida Física.

Porém, não acontece exatamente assim conforme, durante séculos e séculos, devido a informações equivocadas, os homens se habituaram a crer.

No livro “E a Vida Continua...”, de André Luiz, psicografado, em 1968, por Chico Xavier, Evelina Serpa, um dos personagens da obra, de formação católica, conversando com o Irmão Cláudio, endereça a ele a seguinte pergunta: - Então, morrer?!... qual a novidade em torno disso? qual o maior interesse em nos reconhecermos redivivos? Sem rodeios, o mencionado Instrutor lhe respondeu: - As incógnitas da vida exterior, com os desafios delas resultantes, são as mesmas; entretanto, se a criatura aspira efetivamente a realizar uma tomada de contas encontra neste novo mundo surpresas, muitos fascinantes, no estudo e redescoberta de si mesma. (destaquei) Somos, cada um de nós, um astro de inteligência a perquirir... e a aperfeiçoar por nós próprios.

O que se pode depreender do texto acima?!

Por mais que isto nos possa surpreender, ou melhor, surpreender os nossos irmãos encarnados, algumas deduções interessantes podem dele ser extraídas. Senão vejamos:

1 – De fato, após a desencarnação, nem todos os espíritos experimentam de imediato as consequências da Lei de Causa e Efeito.

2 – Sendo assim, em deixando o corpo carnal, não poucos são aqueles que continuam com a ideia fixa no mal que se lhes cristalizou na mente.

3 – Delinquentes desencarnados podem, não raro, no agravamento de seus débitos, prosseguir delinquindo por tempo indeterminado – inclusive, podem desencarnar e tornar a reencarnar na condição de delinquentes...

4 – Para que a criatura, efetivamente, possa, diante do tribunal da própria consciência, realizar uma “tomada de contas”, é indispensável que ela aspire, ou, ainda que timidamente, deseje que isto venha a suceder.

5 – A condição espiritual que induz qualquer infrator da Lei Divina ao remorso, já representa, para ele, uma “luz no fim do túnel”...

6 - A Lei, evidentemente, em benefício de seu próprio infrator, possui mecanismos de constrangimento, que, não obstante, nunca agem de maneira a lhe anular o livre arbítrio por completo... Isto foi elucidado por Allan Kardec nas páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo 5, parágrafo 8: “As tribulações podem ser impostas a espíritos endurecidos, ou extremamente ignorantes, para levá-los a fazer uma escolha com conhecimento de causa.” (destaquei)

7 – Nenhuma infração cometida contra a Lei ficará sem justa reparação, mas para esta reparação a vontade do espírito infrator deve concorrer, pois, caso contrário, a mudança lhe haveria de ser uma imposição – e, tendo sido criado livre, o espírito não é obrigado à prática do bem ou do mal. 

Claro que, à pequena lista de deduções apresentadas acima, outras poderão ser acrescentadas pelos irmãos e irmãs que convidamos a refletirem conosco sobre a transcendente questão em pauta.

Resumindo: mais cedo ou tarde, todos haveremos de colher o que plantamos, mas como, onde e quando tal se verificará não é da competência da vontade dos que não estejam envolvidos no processo, porque diz respeito apenas à ação da Lei e a consciência de cada um.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 28 de abril de 2014.

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 07h53
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IDEIA OBSESSIVA PERSISTENTE

 

Acautele-se contra a ideia obsessiva persistente, que, volta e meia, esteja a influenciá-lo.

Pode ser, por exemplo, que ela se manifeste em forma de sugestão de que está doente, ou, então, de que você esteja cansado.

Todos os dias, de maneira discreta, ela o visita, fazendo com que experimente sintomas de doenças que não existem, ou de sinais de cansaço que não se justifica.

Claro que, a princípio, você a rechaça, afugentando da cabeça os pensamentos que a veiculam, e, que, no fundo, desejam inutilizá-lo para o trabalho.

Contudo, se não tomar providências mais sérias para vencê-la, ela terminará por somatizar-se, utilizando o seu próprio psiquismo para vampirizar-lhe o corpo.

De repente, então, os sintomas e sinais que experimenta se mostrarão mais intensos, fazendo com que você comece a peregrinar de médico em médico, ou permanecer a maior parte do tempo deitado.

Assim, se ela conseguir subjugá-lo, a doença que não existe passará a existir, e o seu cansaço imaginário se tornará real.

Quando menos esperar, você estará tomando um número enorme de medicamentos, que, de fato, através de suas reações adversas, poderão fazer com que um quadro patológico se instale...

Noutra hipótese, a sua prostração moral, transfigurando-se em abatimento físico, ao conduzi-lo à imobilidade, impedirá que tenha ânimo para despender o mínimo esforço que lhe requisite os braços...

Acautele-se, porque, nem sempre, os espíritos obsessores que tencionam prejudicá-lo, manifestam-se às claras, facilitando o diagnóstico da influência nociva que lhes esteja a sofrer.

Não raro, a fim de interferir em seu aproveitamento na atual experiência reencarnatória, eles pelejam para, simplesmente, anulá-lo em sua capacidade de trabalho e realização.

Fazendo com que você, ao se transformar em doente crônico, cruze os braços, eles se darão por satisfeitos, e deixarão que o resto corra por conta de seus medos e queixas sistemáticas, com os quais, infelizmente, muitos passam a ocupar a maior parte do tempo nos dias que, inutilmente, se lhes sucederão.

Portanto, mesmo que, em face de suas lutas e provas, esteja, possivelmente, se sentindo algo doente ou cansado, não se permita no interromper de suas atividades materiais, e muito menos de suas tarefas de natureza espiritual.

Não se entregue à ideia obsessiva de que, por exemplo, na atualidade, você esteja morando num corpo excessivamente desgastado, ou mesmo prestes a desencarnar, empreendendo viagem de volta à Pátria Espiritual...

Quase todas as maiores vitórias que o espírito é capaz de alcançar contra as imperfeições em si mesmo, acontecem justamente quando ele se veja arrastando para cumprir com o dever, e não quando exatamente ele possa dispor de movimentos livres para caminhar por onde os seus pés possam levá-lo.

E, depois, é melhor que você, realmente doente ou cansado, tombe em serviço, do que venha a expirar em cima de uma cama.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 21 de abril de 2014.

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 19h21
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OBSESSÃO ENTRE ENCARNADOS

 

Falando a respeito da obsessão entre encarnados, que, na minha modesta opinião, é a pior das obsessões, não estou querendo me referir à opressão de natureza física e mental que, de maneira impiedosa, certas pessoas exercem sobre outras.

Muito comum, por exemplo, nos depararmos com quadros de pais que subjugam filhos, e vice-versa, quanto de cônjuges que escravizam cônjuges no relacionamento que estabelecem...

Quando na Terra, tive oportunidade de me deparar com muitas situações assim, em que um espírito encarnado, praticamente, anulava o outro, impedindo o seu crescimento diante da Vida.

Uma mãe vampirizava tanto a pobre da filha, que, ao vê-las adentrando o meu consultório, eu tinha a impressão de que a dementada genitora sugava todas as energias da pobre menina, pela qual ela a todo instante chamava, impedindo que a garota saísse de seu raio de influência, ou que sequer respirasse sem a sua permissão...

Fiz o que pude para libertar a jovem daquela possessão afetiva, que, a cada dia, tornava-a mais debilitada, inclusive fisicamente, e que terminou por levá-la à pneumonia, vindo a desencarnar primeiro que sua perturbada mãe.

E o pior é que, então, criou-se tal dependência psíquica entre as duas, que, mesmo após ter desencarnado, a filha não conseguia se libertar da mãe que, poucos anos depois, igualmente veio a deixar o corpo ainda chamando, com insistência, por ela.

Quero, no entanto, através deste pequeno registro, alertar para outro tipo de obsessão que, com frequência, impera entre os que se encontram encarnados – obsessão, talvez, menos agressiva, porém não menos nociva do que aquela que mencionei entre uma senhora e sua filha única.

Trata-se de uma obsessão exercida à distância, apenas e tão somente pela força do pensamento que dispara na direção do alvo que pretende atingir...

Nesta espécie de obsessão entre encarnados, não raro, o obsessor age com plena consciência do que pretende na emissão de vibrações agressivas que, constantemente, emite na direção da vítima de sua inveja, de sua mágoa, de seu ódio...

Tais vibrações enfermiças, se não rechaçadas por quem, direta ou indiretamente, as esteja motivando, podem ir minando a sua resistência, fazendo com que, por exemplo, ele se veja dominado pelo desânimo na tarefa que cumpre.

De repente, sem explicação alguma, a vítima começa a se sentir tomado pela falta de disposição física, exteriorizando vários sintomas de doenças que, na realidade, não existem.

Então, procurando vários médicos, toma medicamentos sem necessidade de tomá-los, e, caso não venha a reagir contra tal estado de abatimento, de tanto somatizar as vibrações que recebe, pode, de fato, acabar dentro de um quadro patológico real.

Daí a necessidade de todos os que costumam despertar tais reações ao seu derredor – a alguns metros, ou alguns quilômetros de si – criarem, em nível de pensamento, defesas capazes de repelir as vibrações que desejam a sua queda e o seu fracasso.

A primeira providência para isto, evidentemente, é a de se tomar consciência de que os adversários estão sempre à espreita e dardejam vibrações negativas que mentalizam, sem pausa, contra quem querem prejudicar... A segunda providência é a de se esforçar no sentido de, sob qualquer hipótese, não lhes oferecer sintonia, criando, com base na prece e na prática do bem aos semelhantes, um escudo magnético de proteção em volta de si...

No mais, é deixar que as vibrações infelizes não encontrando receptividade da parte do destinatário, tornem ao seu anônimo remetente, cujo endereço elas conhecem, e, pela Lei de Causa e Efeito, ensinem a lição que lhe cabe aprender.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 14 de abril de 2014.

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 04h28
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