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MEDIUNIDADE NA INTERNET
- Blog do Dr. Inácio Ferreira -
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OBSESSÃO ENTRE ENCARNADOS

 

Falando a respeito da obsessão entre encarnados, que, na minha modesta opinião, é a pior das obsessões, não estou querendo me referir à opressão de natureza física e mental que, de maneira impiedosa, certas pessoas exercem sobre outras.

Muito comum, por exemplo, nos depararmos com quadros de pais que subjugam filhos, e vice-versa, quanto de cônjuges que escravizam cônjuges no relacionamento que estabelecem...

Quando na Terra, tive oportunidade de me deparar com muitas situações assim, em que um espírito encarnado, praticamente, anulava o outro, impedindo o seu crescimento diante da Vida.

Uma mãe vampirizava tanto a pobre da filha, que, ao vê-las adentrando o meu consultório, eu tinha a impressão de que a dementada genitora sugava todas as energias da pobre menina, pela qual ela a todo instante chamava, impedindo que a garota saísse de seu raio de influência, ou que sequer respirasse sem a sua permissão...

Fiz o que pude para libertar a jovem daquela possessão afetiva, que, a cada dia, tornava-a mais debilitada, inclusive fisicamente, e que terminou por levá-la à pneumonia, vindo a desencarnar primeiro que sua perturbada mãe.

E o pior é que, então, criou-se tal dependência psíquica entre as duas, que, mesmo após ter desencarnado, a filha não conseguia se libertar da mãe que, poucos anos depois, igualmente veio a deixar o corpo ainda chamando, com insistência, por ela.

Quero, no entanto, através deste pequeno registro, alertar para outro tipo de obsessão que, com frequência, impera entre os que se encontram encarnados – obsessão, talvez, menos agressiva, porém não menos nociva do que aquela que mencionei entre uma senhora e sua filha única.

Trata-se de uma obsessão exercida à distância, apenas e tão somente pela força do pensamento que dispara na direção do alvo que pretende atingir...

Nesta espécie de obsessão entre encarnados, não raro, o obsessor age com plena consciência do que pretende na emissão de vibrações agressivas que, constantemente, emite na direção da vítima de sua inveja, de sua mágoa, de seu ódio...

Tais vibrações enfermiças, se não rechaçadas por quem, direta ou indiretamente, as esteja motivando, podem ir minando a sua resistência, fazendo com que, por exemplo, ele se veja dominado pelo desânimo na tarefa que cumpre.

De repente, sem explicação alguma, a vítima começa a se sentir tomado pela falta de disposição física, exteriorizando vários sintomas de doenças que, na realidade, não existem.

Então, procurando vários médicos, toma medicamentos sem necessidade de tomá-los, e, caso não venha a reagir contra tal estado de abatimento, de tanto somatizar as vibrações que recebe, pode, de fato, acabar dentro de um quadro patológico real.

Daí a necessidade de todos os que costumam despertar tais reações ao seu derredor – a alguns metros, ou alguns quilômetros de si – criarem, em nível de pensamento, defesas capazes de repelir as vibrações que desejam a sua queda e o seu fracasso.

A primeira providência para isto, evidentemente, é a de se tomar consciência de que os adversários estão sempre à espreita e dardejam vibrações negativas que mentalizam, sem pausa, contra quem querem prejudicar... A segunda providência é a de se esforçar no sentido de, sob qualquer hipótese, não lhes oferecer sintonia, criando, com base na prece e na prática do bem aos semelhantes, um escudo magnético de proteção em volta de si...

No mais, é deixar que as vibrações infelizes não encontrando receptividade da parte do destinatário, tornem ao seu anônimo remetente, cujo endereço elas conhecem, e, pela Lei de Causa e Efeito, ensinem a lição que lhe cabe aprender.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 14 de abril de 2014.

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 04h28
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VAMOS CONTAR

 

Sim, vamos contar o que, dias atrás, lhe aconteceu, para que os irmãos e irmãs que nos acompanham possam ter ideia do tamanho da luta que, desde muito, você vem enfrentando na tarefa doutrinária – luta múltipla e diversificada!

Num sábado, creio que no dia 15 de março, estava você almoçando com a família, em sua casa, logo após as atividades mediúnicas públicas no “Pedro e Paulo”, quando o telefone celular tocou e um amigo informou que alguém, do Estado de Goiás, necessitava falar com você urgentemente...

Ele precisava passar às suas mãos certa documentação alusiva a Chico Xavier, e se recusava a entregá-la a outras mãos que não fossem as suas.

Preocupado, você engoliu como pode a comida no prato, e, de novo, pegando o carro, se dirigiu ao “Pedro e Paulo”, de onde, aliás, não fazia muito, havia saído após ter cumprido exaustivo labor.

O homem calvo, de bermudas, e, estranhamente, puxando um cachorro de raça pela coleira, queria conversar em particular, e, por isto, você o convidou para um canto do salão de reuniões, no qual, minutos atrás, várias famílias, recebendo cartas de seus entes queridos, haviam sido consoladas.

Imaginando tratar-se de assunto sério, você se colocou à disposição do desconhecido, que recusou o convite para sentar-se ao seu lado num dos bancos de madeira do recinto...

- Estou aqui – disse-lhe transfigurado, quase colocando o dedo indicador da mão direita no seu nariz – para lhe fazer severa advertência sobre os livros que você vem escrevendo sobre Chico Xavier, todos eles apócrifos... Inclusive este aqui: “O Evangelho de Chico Xavier”, que tem criado sérios problemas para o espírito dele no Mundo Espiritual...

Algo aturdido, você, naturalmente, permaneceu sem ação – graças a Deus, sem lhe ocorrer a ideia de pegar aquele homem atrevido pelos fundilhos e atirá-lo porta afora da Instituição, que, cá entre nós, era o que ele, e os seus asseclas, encarnados e desencarnados, mereciam – loucura versus loucura é jogo que termina empatado!

- Sinta-se advertido! – continuou ele inflamado, como se estivesse a se desincumbir de uma missão divina, lamentando não mais poder acender uma fogueirinha para assá-lo vivo. – Este livro é completamente apócrifo, como os demais que você tem escrito... Vim até aqui para ordenar a você que pare de editá-lo! (E você, além de não pegá-lo pelos fundilhos, se esqueceu de dizer a ele que “O Evangelho de Chico Xavier” acabara de ser traduzido para o italiano – ele teria tido uma apoplexia!) Estou aqui em nome de altos Espíritos para proibir você de continuar divulgando este livro, e qualquer outro de sua lavra sobre Chico Xavier... Outra coisa – acrescentou com o seu hálito fétido, quase lhe cuspir no rosto –, você fique sabendo que o Mundo Espiritual é como é, e não como a gente quer que ele seja...

Claro, eu estava ao seu lado, mas, não sei se feliz ou infelizmente, Odilon, que estava ao meu lado, me impediu de intervir, pois, caso contrário, antes de atirá-lo no asfalto da avenida em frente, teríamos dito a ele poucas e boas, mandando que ele, recolhendo as suas pesadas vibrações, pegasse a sua camioneta e voltasse para Luziânia – sim, a placa era da cidade de Luziânia!

O infeliz irmão ainda teve o capricho de deixar com você uma apostila (ele tem um Português muito bom, você notou?!) na qual contesta, capítulo a capítulo, o que está em “O Evangelho de Chico Xavier” – uma apostila e um CD, que, com certeza, deve andar distribuindo gratuitamente por aí, destilando o seu veneno de jararaca...

Agora, o mais curioso disto tudo – e você tem documentos para provar isto –, é que, na introdução da apostila, ela exalta o trabalho de certo médium rival de Chico Xavier... Curioso, não?! Curiosíssimo! Como costumávamos dizer por aí: pau mandado!...

Convém, no entanto, meu caro, daqui para frente, você escrever uma tabuleta e afixar na parede de entrada do “Pedro e Paulo”, com os seguintes dizeres: Se você é louco, o médium aqui é mais... Cuidado! Se estiver vindo em nome de Deus, entra que não tem perigo, mas se estiver vindo em nome do Diabo, não se arrisque!...

Ora, afinal, esta gente precisa parar com tanto atrevimento, vindo tirar o nosso sossego dentro de nossa própria casa.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 7 de abril de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h18
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SOBRE O LIVRO “CARTA DE UMA MORTA”, DE MARIA JOÃO DE DEUS, E O PROJETO CHICO XAVIER

 

O livro “Cartas de Uma Morta”, de Maria João de Deus, contém, por assim dizer, o projeto que a Espiritualidade Superior haveria de colocar em prática através da mediunidade de Chico Xavier.

Ele foi psicografado em 1935, logo após “Parnaso de Além-Túmulo”, publicado pela FEB em 1932, que foi o primeiro título dos hoje quase quinhentos devidos ao trabalho do médium ao longo de 75 anos – de 1927 a 2002, quando desencarnou no dia 30 de junho!

“Cartas de Uma Morta”, não obstante, é fruto das experiências pós-morte de Maria João de Deus, que desencarnou em 1915, quando se encontrava deflagrado o confronto da Primeira Guerra Mundial. Este esclarecimento pode ser colhido no capítulo 98 da referida obra, intitulado “Um Adeus”: “Minhas páginas refletem justamente o panorama dos planos da erraticidade no desenrolar da última catástrofe mundial, que enlutou milhares de corações, quando se verificou o meu afastamento da vida material”.

A genitora de Chico Xavier, que, à época, contava apenas 25 de idade, dá a entender, no capítulo 95 do referido volume, que, então, Emmanuel, Espírito Protetor do médium, reunira no Espaço verdadeira assembleia de servidores desencarnados, exortando-os à promissora tarefa que, em nome do Cristo, seria levada avante. Vejamos a descrição que a autora faz do espírito que, provindo das Esferas Mais Altas, se materializa a fim de lhes dirigir a palavra: “Uma túnica delicada e leve, à maneira romana, caía-lhe dos ombros, mas o que sobremaneira nos encantava era o extraordinário poder atrativo que se irradiava de toda a sua personalidade”.

No capítulo seguinte, o de número 96, Maria João de Deus transcreve, em síntese, o que “um dos mais lúcidos mensageiros do Senhor”, diz àquela assembleia, que Chico, mais tarde, denominaria de “Irmãos do Arco-Íris”: “Cabe-nos operar o movimento grandioso de restauração das crenças puras. Voltemo-nos para o solo ingrato daquele mundo de experiências e provas, onde o pão, que nutre o corpo, se mistura com os prantos amargosos das almas”.

Notemos que o projeto Chico Xavier – chamemo-lo assim – estava apenas começando, mas sob a inteira confiança do Mundo Espiritual Superior – somente duas obras haviam sido produzidas, porém, a visão de Dona Carmem Perácio, a respeito da “chuva de livros”, haveria de se concretizar.

Conclamados por Emmanuel, espírito pertencente à Falange do Espírito da Verdade, aquelas entidades reunidas numa determinada região do Espaço – certamente nas proximidades de Pedro Leopoldo –, assumiram o compromisso que, há dois mil anos, diante da figura do Cristo Redivivo, os 500 da Galileia igualmente assumiram na divulgação da Boa Nova...

“Desde esse instante – escreveu Maria João de Deus -  integramos às fileiras dos que pugnam pelo aparecimento de uma nova era para a Humanidade e, laborando ao lado de todos quantos se experimentam sob o aguilhão da carne, esclarecendo-os e confortando-os, de forma indireta, sem que sintam de maneira tangível a influencia de nossa ação, nós queremos dizer a todos os homens como nos foi dito, naquele inenarrável momento:

- Sigamos a Jesus!... Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida!...”

Nos parágrafos finais da mensagem que, particularmente, a genitora dirige ao médium, no capítulo 98, as suas palavras soam proféticas, em torno das lutas que, a existência inteira, ele haveria de enfrentar no cumprimento do dever: “Exerce o teu ministério, confiando na Providência Divina.”

Seja a tua mediunidade como harpa melodiosa; porém, no dia em que receberes os favores do mundo como se estivesses vendendo os seus acordes, ela se enferrujará para sempre. O dinheiro e o interesse seriam azinhavres nas suas cordas.

Sê pobre, pensando n’Aquele que não tinha uma pedra onde repousar a cabeça dolorida e, quando à vaidade, não guardes a sua peçonha no coração. Na sua taça envenenada muito têm perdido a existência feliz no Plano Espiritual como se estivessem embriagados com um vinho sinistro.”

Portanto, de uma leitura atenta de “Cartas de Uma Morta”, o que se depreende é que o projeto Chico Xavier, que, nos primeiros anos da década de 30 apenas se desenhava, realmente transcende a análise daqueles que, por examinaram superficialmente o assunto, se mostram incapazes de compreendê-lo em sua grande transcendência.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 30 de março de 2014.

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 07h53
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“HOSPITAL DOS MÉDIUNS”,  OU “ESPERANÇA”?!...

(Perguntas ao Dr. Inácio)

 

- Dr. Inácio, a fim de desfazer dúvidas em torno de sua já extensa obra mediúnica, o senhor nos permitiria lhe endereçar algumas poucas perguntas?

- Não só as permito, como as desejo.

- O Hospital em que trabalha no Mundo Espiritual e que, aliás, foi fundado pelo senhor, tem o nome de Hospital “Esperança”?

- Não. Ele se denomina simplesmente “Hospital dos Médiuns”! Este Hospital “Esperança” deve ser outro, que não aquele no qual as atividades do Sanatório Espírita, de Uberaba, se desdobram.

- O senhor conhece o denominado Hospital “Esperança”?...

- Sinceramente, não. Sei que os doentes que se internam em qualquer hospital alimentam a esperança de se recuperarem de suas mazelas físicas e psíquicas...

- Então, o “Hospital dos Médiuns” e o Hospital “Esperança”?...

- Repito: se o chamado Hospital “Esperança” existe, sequer sei onde ele se localiza...

- As obras mediúnicas que têm surgido, através de outros médiuns, que grafam o nome do senhor com g, ou seja, Ignácio?...

- Trata-se, talvez, de uma questão de “filtragem mediúnica”... Quando encarnado, eu nunca assinei uma obra literária de minha lavra com o nome de Ignácio... Algumas delas, inclusive, eu cheguei a assinar simplesmente I. Ferreira... Certa vez, um amigo até gracejou comigo, carregando na interjeição: Ih! Ferreira!...

- O senhor acredita que a questão do nome Hospital “Esperança” também possa se relacionar com “filtragem mediúnica”?...

- Talvez – em alguns médiuns, talvez! Em outros, é pura maledicência mesmo!...

- Maledicência?! Como assim?!...

- Plágio, meu caro, plágio! Desejo de conturbar a nossa humilde tarefa...

- Mas, como escreveu Kardec, o problema não poderia estar relacionado à “universalidade do ensino dos espíritos”?!...

- Você já ouviu de algum desses médiuns tal explicação?! Eu não ouvi de nenhum... Aliás, um deles, muito ladino, apresentou a coisa como sendo uma bombástica “revelação” – fez um estardalhaço tremendo! Isto não tem outro nome que não seja: surrupiar ideia!...

- Existem confrades, Doutor, que não concordam com as suas críticas sistemáticas...

- Dizer a verdade, porventura, é criticar?! Eu não estou criticando – eu estou denunciando! É diferente... E continuarei a fazê-lo até quando bem entender!...

- O senhor, por vezes, não é muito duro?...

- Com quem não precisa de dureza, eu sou uma pomba; mas, com quem precisa eu sou uma serpente...

- Mas, um espírito superior?...

- Quem lhe disse que eu sou um espírito superior?! Por tal motivo é que eu me dou bem com o médium pelo qual costumo escrever, que é tão carregado de mazelas quanto eu... A única diferença entre nós dois é o cheiro da nicotina – ele nunca fumou!...

- Alguns são de opinião que, em seus livros, o senhor se vale de palavras chulas...

- Prefiro as palavras chulas às intenções chulas! Eu não sou um “sepulcro caiado” – sou um “sepulcro aberto”! Ou, como diz um amigo meu: - Dr. Inácio, o senhor, literalmente, é o sepulcro aberto!... Para os que não entenderem, o que ele quis dizer é que eu sou o túmulo que se escancara para o mundo... Tapem as narinas, porque o cheiro da Verdade, realmente, é desagradável!...

- Então, com o senhor, é ame-o ou deixe-o?...

- É por aí...

- Não faz questão de ser amado?...

- Não! Faço questão de amar! Eu gostar de alguém é problema meu; alguém não gostar de mim, é problema dele!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 24 de março de 2014.

 

 

  



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h04
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150 ANOS DE “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”

 

Para mim, o livro mais importante da Codificação não é “O Livro dos Espíritos”, e tampouco “O Livro dos Médiuns”, mas sim “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, que agora, no próximo mês de Abril, estará completando 150 anos de seu lançamento.

E isto porque, em minha opinião, na Doutrina Espírita, o Cristo é mais importante que Kardec, ou que qualquer outro espírito que tenha participado do movimento que culminou com o surgimento da Terceira Revelação.

Em nenhuma outra Obra do chamado Pentateuco Kardeciano, a concretização da promessa de Jesus, em relação ao advento do Consolador, se fez ou se faz tão clara.

Escrevendo e fazendo publicar “O Evangelho Segundo o Espiritismo” é que Allan Kardec se superou – foi o seu momento de maior força, e não de maior fragilidade como alguém já chegou a opinar.

Foi a partir deste terceiro livro das Obras Basilares, que o Codificador fez editar em plena maturidade do vigor intelecto-moral que lhe era próprio, prestes a completar 60 de idade, que o Espiritismo, efetivamente, passou a reviver o Cristianismo, e mostrou ao mundo a que ele viera.

“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, foi a Obra na qual Allan Kardec trabalhou mais sigilosamente, porque muitos adeptos da Doutrina já se batiam, pretendendo que o seu aspecto científico sobressaísse ao seu aspecto moral, e foi a partir de sua publicação que, intra e extramuros, as lutas do Codificador ainda mais se acirraram.

Ele, no entanto, compreendeu que os Princípios Fundamentais da Terceira Revelação, sem se clarificarem no Cristo, continuariam a ser meras informações de caráter filosófico que pouco haveriam de contribuir para a renovação íntima das criaturas.

No capítulo VI de “O Evangelho”, sugestivamente intitulado por ele de “O Cristo Consolador”, o Espírito da Verdade grafou em advertência aos adeptos de todos os tempos do Espiritismo: “Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram”!

Infelizmente, porém, “O Evangelho” prossegue sendo interpretado por muitos como apenas um livro de orações, inclusive, capaz, para alguns, com o simplesmente mantê-lo aberto dentro de casa, de exorcizar os “maus” espíritos e afastar as influências negativas...

Lamentável!

Todavia, para nós outros, sem dúvida, “O Evangelho Segundo o Espiritismo” permanece na condição do maior desafio que a própria Vida nos endereça, porque nos concita a internalizar as lições libertadoras que, há cerca de dois mil anos, o Cristo nos transmitiu...

Sem, portanto, “O Evangelho”, o Espiritismo se confundiria com uma doutrina esotérica qualquer que, igualmente, apregoa a realidade da Reencarnação, porém, repetimos, sem resultados práticos em termos da realização do Reino de Deus em nós mesmos.

Neste século e meio da publicação deste verdadeiro Best seller da literatura espiritualista em todo o mundo, em grande parte, o que o Espiritismo avançou deve a ele, porque, de fato, se no Espiritismo existe um lenço para enxugar todas as lágrimas e uma voz para confortar todos os corações que sofrem, esta voz e este lenço se encontram consubstanciados em suas luminosas páginas!...

Talvez por este motivo, e outros, quando determinado confrade, certa vez, perguntou de maneira descontraída a Chico Xavier a respeito da novidade, o médium, inspiradamente, respondeu:

- Ah, meu filho, a novidade é o Evangelho!...

Uma novidade que, para os espíritas, estará agora, no próximo mês de Abril – mês de tão significativa importância para a Doutrina –, completando 150 anos!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 17 de março de 2014.

  

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 07h35
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CARNAVAL ALÉM DA MORTE

 

Amigos me escrevem perguntando a respeito de Carnaval além da morte – se existe, ou não existe?

Lamento informar aos seus aficionados que, pelo menos, nesse degrau da escada no qual, presentemente, nos encontramos residindo, o Carnaval é uma festa que já se encontra extinta.

Claro que, por outro lado, sem que tenham qualquer caráter enfadonho, temos reuniões festivas que nos motivam o espírito à alegria, pois parece até que a única festa popular, pelo menos no Brasil, capaz de motivar o homem à alegria seja o Carnaval – e não é bem assim!

Evidente, no entanto, que, na Terra imediata, para o espírito recém-desencarnado, que não logrou colocar o pé num patamar de superior compreensão da Vida, a folia continua...

Blocos e mais blocos de foliões fora do corpo, praticamente, prosseguem pulando no mesmo compasso daqueles que se esbaldam na avenida – e não somente na famosa “Sapucaí”!

Infelizmente, hoje, em qualquer cidadezinha do interior, o Carnaval de rua, quase sempre tocado a alguma espécie de droga, é uma epidemia de caráter obsessivo! E não estou sendo moralista, não! Vocês sabem que moralismo não é comigo – estou passando longe disto! A verdade, porém, lamentavelmente, é esta: carregando nos bolsos pílulas e preservativos, e outros adereços que não nos convém mencionar, não raro, cada folião de rua encarnado se faz acompanhar, no mínimo, por mais outro... desencarnado!

Nesta festa de origem pagã, de há muito, não existe mais nenhuma ingenuidade – se é que, algum dia, ingenuidade nela realmente existiu! Eu tenha cá as minhas dúvidas...

Se a coisa se limitasse ao desfile, à fantasia, ao samba e ao flerte sem excesso de sensualidade, na entronização do corpo como descartável objeto de prazer, tudo bem; não obstante, sabemos que não é o que acontece, e infeliz da ovelhinha, ou do carneirinho, que se entregar a esta matilha de lobos famulentos...

Eu não sei se vocês sabem. Chico Xavier costumava dizer aos amigos mais próximos que o livro “Libertação”, de André Luiz, psicografado, creio, em 1949, era para ser um livro muito mais extenso que as 263 páginas que o constituem – aliás, ele chegou a ser muito mais volumoso. Todavia, depois do livro pronto, aconselhado por Emmanuel, André Luiz retirou muito do conteúdo da referida obra, que, mesmo assim, ainda ficou extraordinariamente substanciosa.

Acontece que, segundo Chico, ao descrever a cidade dos “gregorianos”, localizada na Dimensão das Trevas, o autor de “Libertação” tinha falado sobre as orgias que, pela época do Carnaval, eram promovidas lá, com verdadeiras procissões pelas ruas conduzindo andores sobre os quais os “deuses” eram os símbolos fálicos – tanto o masculino quanto o feminino! Então, os espíritos, com quase nenhuma roupa, ou nenhuma – qualquer semelhança com a atualidade é mera coincidência –, bebendo e se drogando, praticavam atos libidinosos à vista uns dos outros, em completa promiscuidade...

Por isto, sinceramente, eu não saberia dizer se, pela época do Carnaval, esta turma sobe e se junta à da Crosta, ou se é essa turma que desce e se junta à das Trevas – talvez, subindo e descendo se encontrem na metade do caminho e façam aquele fuzuê!...

Agora, extrapolando um pouquinho, se durasse apenas três ou quatro dias, o Carnaval não seria nada – os seus prejuízos dariam muito trabalho, mas, por fim, seriam reparados! No entanto, pior que, em nosso país, de Brasília ao Rio de Janeiro, ele dura o ano inteiro!...

Com as exceções de praxe, que um amigo sempre me recomenda destacar, a folia dos encarnados é tão grande que não está precisando da folia dos desencarnados, não!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 10 de março de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h03
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ENTREVISTA COM DOMINGAS

 

Com o propósito de continuar nos seus estudos sobre a Vida no Mundo Espiritual, fui, dias atrás, procurado pela nossa irmã Domingas, que, agendara uma sabatina comigo.

- Dr. Inácio – deu início à pequena entrevista –, se fosse hoje para definir o Mundo Espiritual, como o senhor o definiria?

- O Mundo dos homens desencarnados – respondi.

- O que o senhor pretende que os nossos irmãos encarnados compreendam com isto?!

- Que o Mundo Espiritual não é o mundo sobrenatural que muitos deles imaginam, ou, equivocadamente, depreendem das obras espíritas que leem.

- Como, então, definiria a Terra dos homens?...

- O Mundo dos homens encarnados – nada mais do que isto! Precisamos parar de fazer distinção entre espírito e homem, pois um não é mais que outro.

- O senhor diria que a Terra é um Plano Espiritual?...

- Sim, um Plano Espiritual no qual a matéria, vibrando numa frequência diferente, faz com que ele seja mais compacto. Simples assim. Energia é matéria e matéria é energia.

- Então, em geral, a Vida, além da morte do corpo carnal?...

- Sem tirar e nem por, é a sequência natural da Vida no corpo que se reveste do que, convencionalmente, se chama da “carne”.

- Convencionalmente?...

- O que é a “carne”, se não proteína, gordura e água?! Proteína, por exemplo, é um polímero natural formado pela reação por polimerização por condensação entre aminoácidos, unidos por ligações peptídicas – Hidrogênio, Nitrogênio, Oxigênio, Carbono, etc. Em trocados e miúdos: tudo é química – até a atração afetiva! – gracejei.

- O perispírito, também, seria “carne”?...

- A gosto do freguês! Tudo depende da terminologia que se convenciona. Esta questão de “encarne” e “desencarne”, tomada ao pé da letra, tem feito uma confusão danada... “Encarne” não quer dizer tão somente “em carne”, assim como “desencarne” não significa apenas “fora da carne”...

- Portanto, a rigor?...

- Perispírito e corpo físico, praticamente, têm a mesma constituição físico-química... A água, em estado sólido, líquido ou gasoso, é H²O! A diferença está na forma de organização das moléculas!...

- Então?...

- Então, é isto: corpo carnal e perispírito, e, consequentemente, Mundo Material e Mundo Espiritual, é resultado de uma caprichosa combinação dos átomos!...

- Quando alguém está comendo carne?...

- Pensa que está comendo carne, mas, em verdade, está “comendo” moléculas que condensam determinado tipo de energia... Uma picanha não é uma picanha! Lamento acabar com o churrasco da turma...

- Quem bebe água?...

- Ingere, ou melhor, inala H²O – Hidrogênio e Oxigênio!

- Na Terra, a carne nutre a carne?...

- É protoplasma “comendo” protoplasma... O boi como o capim que nasce na terra, o homem come o boi e, por fim, a terra come o homem, usando-o como adubo para, de novo, fazer o nascer o capim!...

- Considerações finais.

- Eu não as tenho – tudo está começando! Principalmente, o conhecimento do espírita sobre o Mundo Espiritual! Lamento os que insistem em crer que aqui seja uma fumacinha, dentro da qual todos nós, os mortos, vivemos a volitar... Haverá prantos e ranger de dentes! Para quem não tiver dentes para ranger, a gente providencia um par de dentaduras!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

 

Uberaba – MG, 3 de Março de 2014.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h09
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DE FATO, ESPÍRITO E MÉDIUM NÃO SE PERTENCEM, MAS...

 

Concordo: espírito e médium não se pertencem!...

Não obstante, convenhamos, no exercício da mediunidade, tanto da parte do espírito quanto do médium, torna-se indispensável que haja o mínimo de critério e bom senso.

O espírito seja ele qual seja não pode se manifestar pelo médium que ele escolhe por instrumento, porque, sem o consentimento do médium, a mediunidade deixaria de ser mediunidade e passaria a ser obsessão.

O mesmo, seja ele qual for, se afirma em relação ao médium, que, sem a anuência do espírito, não deve pretender que ele se expresse por intermédio de suas faculdades, porque, assim sendo, a mediunidade deixa de ser mediunidade e passa a ser mistificação.

O espírito comunicante não concede a nenhum médium procuração a que ele legalmente o represente entre os homens, mas isto não significa que todo medianeiro, por mais bem intencionado se mostre, o possa fazer à revelia do morto...

Allan Kardec, estudando a questão da identidade dos espíritos, no capítulo XXIV de “O Livro dos Médiuns”, foi, como sempre, extremamente feliz nas considerações que lhe foram inspiradas pelos Espíritos da Codificação, ao afirmar que, em relação aos espíritos comunicantes, a sua “identidade absoluta é uma questão secundária e sem importância geral”... Contudo, se o espírito, muitas vezes, não liga importância à sua humana identidade, o mesmo parece não acontecer em relação a certos médiuns, que fazem questão do nome com que o desencarnado supostamente se lhes apresente.

Eu não me esqueço de que, certa vez, ao autografar um livro de sua coautoria mediúnica, o grande Chico Xavier simplesmente grafou: Cisco Xavier! Existem, na Terra e no Mais Além, muitos Franciscos e muitos Chicos, mas, evidentemente, um Chico convencido de que não passa de Cisco não é fácil encontrar em nenhum dos Dois Lados da Vida...

No que tange à minha apagada figura, que, renascida no berço terrestre, os meus pais, Jacinto e Maria, rotularam de Inácio Ferreira de Oliveira, sinceramente não sei qual o interesse mediúnico na intenção de se atribuir a mim a autoria de obra que, em verdade, não me pertence... Eu nunca fui e nunca serei um best-seller, facilitando, economicamente, a vida das Editoras!...

Sei que é inútil, porém, apelaria no sentido de que se evitasse tal constrangimento para a Doutrina, já às voltas com tantas improbidades da parte de quem, inconsequentemente, vive enfiando os pés pelas mãos.

Imagino, no entanto, que ter a identidade usurpada deve ser o meu carma, porque ainda não me deparei, por exemplo, com quem se interessasse em se apossar da identidade do meu amigo Odilon Fernandes, ou mesmo de nossa querida Maria Rodrigues Salvador, que, em nossos arraiais, se tornou mais conhecida pelo epíteto de “Domingas”.

- Dr. Inácio – disse-me, gracejando, o amigo e poeta Eurícledes Formiga –, o senhor está importante, hein?! Disputadíssimo! Na Terra, a não ser meus filhos e o nosso amigo comum, ninguém mais ambiciona assinar os meus versos... De bom grado, pertencente quase a uma espécie em extinção, eu cederia o meu nome a quem se atravesse a cometer algumas trovas e sonetos – nem que fossem de “pé quebrado”, e de “mão” também!...

No mais, vocês me perdoem, mas é confusão além da conta... Eu não sei –  todavia, a continuar neste ritmo, dentro em breve, sem nenhuma consulta prévia a quem de direito, não haverá um morto sequer do qual, sobre a Terra, certos médiuns, não queiram lhes apor o nome na capa de seus livros!...

 

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 24 de Fevereiro de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 04h58
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PREFIRO NÃO SABER

 

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois, vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando.” – Mateus, cap. 23 – v. 13.

 

De quando a quando, nos deparamos com determinadas opiniões de confrades, a respeito da Doutrina que professamos, que, sinceramente, à luz da Fé Raciocinada, não sei muito bem como interpretá-las, ou até mesmo prefiro não saber.

Vejamos alguns exemplos disto:

- Se não está em Kardec, não é Espiritismo...

- Se os Espíritos Superiores não tocaram neste assunto na Codificação, é porque devemos esperar o Futuro...

- Se eu, que estive com Chico Xavier tantas vezes, inclusive em sua própria casa, nunca o ouvi falar a respeito de tal assunto...

- Se a Federação Espírita não referenda, eu também não...

- Em Espiritismo, toda novidade que surge é obra das Trevas...

Evidentemente, pertencendo a uma Doutrina que defende a livre expressão do pensamento, em torno desse ou daquele assunto de caráter doutrinário, todos têm o direito de se manifestar – tanto os encarnados quanto os desencarnados!

Sendo assim, tomando a liberdade – se é que a me consentem! – de opinar sobre as opiniões listadas acima, reivindico para mim o direito de dizer o seguinte:

- Se o Espiritismo estiver apenas no chamado Pentateuco Kardeciano, vocês me perdoem, mas, de minha parte, para uma Doutrina que pretende ser a “Ciência do Infinito”, é muito pouco ou quase nada...

- Pela chegada do Futuro, a que muitos companheiros de Ideal se referem, estamos esperando há quase exatos 157 anos... Com certeza, eles devem estar se referindo a um Futuro mais remoto, que, de tão remoto, não há de chegar nunca!

- Muita gente boa tem a pretensão de ter ouvido de Chico Xavier tudo o que Chico Xavier tinha para nos dizer! E, além do mais, se achavam extremamente confiáveis do inesquecível médium, que, ao conversar com eles, nada tinha a lhes ocultar a respeito de si, ou do que soubesse.

- Hoje em dia, tudo o que essa ou aquela Federação Espírita referenda, e, principalmente, não referenda, a fim de aprender a discernir por mim mesmo, eu faço questão de mais bem conhecer... (Eu devo ter sido a encarnação de Adão, ou, quem sabe, de Eva... O fruto proibido do Paraíso  é o que me interessa no pomar!)  

- Quando o livro “Nosso Lar” surgiu, em 1943, era novidade – e que novidade, que, passados 70 anos, continua na condição de novidade para muito “doutor” em Espiritismo!!! Devemos considerá-lo “obra das Trevas”?! Jesus Cristo, ao seu tempo, foi acusado de estar possuído pelo Demônio...

Então, meus caros, o que tenho a dizer a vocês é que eu vou tocando a minha vidinha por aqui, com os meus pobres arrazoados de além-túmulo, lamentando a ignorância premeditada de muita gente que, aos outros, não quer consentir o que não consente a si mesma: abrir um pouco mais a cabeça para a Verdade que, de fato, costuma provocar vertigens nos espíritos imaturos, mesmo quando esses espíritos imaturos tenham, sobre a Terra, a sua cabeça coroada por cabelos brancos!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 17 de Fevereiro de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h07
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O JARDINEIRO DIVINO

 

“Obreiros, traçai o vosso sulco; recomeçai no dia seguinte o afanoso labor da véspera; o trabalho das vossas mãos vos fornece aos corpos o pão terrestre; vossas almas, porém, não estão esquecidas; e eu, o jardineiro divino, as cultivo no silêncio dos vossos pensamentos.” – Cap. VI – de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

 

O Jardineiro Divino, evidentemente, é Jesus Cristo...

Nossas almas são as “sementes” que Lhe foram dadas a cultivar pelo Dono do Jardim...

Os nossos pensamentos constituem a “gleba” em que, pacientemente, Ele as cultiva...

O Pensamento do Cristo, materializado no Evangelho, representa as suas Mãos incansáveis revolvendo a terra na qual, um dia, deveremos florescer!...

Contudo, é preciso que isto aconteça sem violência – cada “semente” deve germinar no momento de seu próprio amadurecimento...

As experiências que vivenciamos, ao longo das estações que se sucedem, representam o adubo que nos auxilia na tão ansiada germinação...

“Sementes” existem que, em profundo estado letárgico, ainda sequer deram o menor sinal de vida...

Outras poucas, no entanto, já se encontram com longas hastes, prestes a começarem a produzir...

Raríssimas, porém, são as que já produzem sazonados frutos!...

Eis, na prática, o significado da Parábola do Semeador...

Na Revivescência do Evangelho, o Espiritismo é benfazeja chuva de ideias que o Senhor faz cair do Alto para tornar ainda mais fecunda a “gleba” de nossos pensamentos...

Como será que, na condição de “sementes”, estaremos respondendo ao zelo do Jardineiro Divino?!

Ansiamos por acordar, ou pretendemos permanecer em transe por mais longo tempo?!...

Não nos esqueçamos, por outro lado, que não nos bastará germinar e florescer...

Atentemos para o símbolo da Figueira Seca!

Aparência de bondade não é bondade.

Talvez, pior do que não germinar, seja germinar e se negar a produzir bons frutos...

Na atualidade, a própria Natureza tem nos ensinado que o tempo, embora eterno, se nos mostra, na Terra, cada vez mais condensado – árvores frutíferas de enxertia começam a produzir mal tendo se erguido do solo...

Os Pensamentos do Cristo incidem sobre os nossos à feição de Sublime Enxertia!

Não esperemos, pois, crescer demasiado para começarmos a produzir o que nos compete, porque potencialidade para tanto todas as “sementes” possuem.

Se ainda não estamos algo a produzir, corremos o risco de, por nossa própria conta, nos reduzirmos à condição da Figueira que secou até as suas raízes – não porque não era tempo de figos, mas sim porque, à margem do caminho, se contentara em ostentar apenas ramos e folhas!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 10 de Fevereiro de 2014.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h15
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“ATÉ QUANDO VOS SOFREREI?”

 

Férias de espírita, meu caro, é isto aí: trabalho em dobro! Não foi assim que aprendemos com Chico Xavier?! Turismo na Europa, com a visão da paisagem, é só enquanto o carro desliza pela autoestrada, ou, então, enquanto o comboio, encurtando distâncias, nos enseja bucólicos cenários entre os pinhais e olivais...

Estivemos sim juntos, tanto quanto possível, em sua maratona doutrinária – enquanto você entretinha contatos com os confrades encarnados, íamos, na companhia espiritual de Laurentino Simões, e outros, dialogando com tanta gente que, deste Outro Lado, vem se preocupando com o futuro espiritual do Velho Mundo!

Apenas peço a você que me perdoe se não tive como evitar que, em Portugal, a sua bagagem fosse subtraída por mãos desocupadas, que muitos atribuíram aos pobres ciganos...

Eu estava tão preocupado em lhe vigiar a alma, que me esqueci de sua mala! Numa outra encarnação, prometo lhe devolver com juros e correção monetária tudo o que estava dentro dela – umas quinquilharias que apenas serviram para aumentar o infortúnio de quem supôs que ela pudesse estar recheada de euros e dólares! 

Deixemos, pois, o inusitado episódio para lá, recordando o quanto, ao longo dos séculos, temos nos transformado em ladrões da Mensagem Cristã, furtando do Cristo a essência de suas palavras.

Em várias oportunidades de nossa maratona doutrinária, que se estendeu aos Dois Lados da Vida, a constatação que, desde a Suíça, passando pela Inglaterra e culminando em Portugal, pudemos fazer é que, de fato, como dizia Chico Xavier, a Europa está precisando de Evangelho!

O imediatismo da vida material absorveu o pensamento das criaturas encarnadas de tal modo que, infelizmente, poucos são aqueles que encontram espaço em sua mente para cogitar do que seja pertinente à Vida além da morte – o seu exercício de introspecção não vai além das células que lhes constitui a epiderme castigada pelo frio!

Todavia, meu caro, o que mais me deixou, digamos, entristecido, foi observar o mesmo fenômeno que, entre os espíritas, igualmente, se observa no Brasil: a falta de compreensão do que, verdadeiramente, a Doutrina deve significar em nossas vidas.

Poucos são aqueles que já tomaram consciência de que estão a cuidar do próprio destino, através das existências que se sucedem...

Pude, sim, verificar a ancianidade de espíritos que, há séculos e séculos, praticamente se encontram na mesma, entrando e saindo do corpo com a naturalidade de alguém que deita e se levanta de uma cama, quase que vivendo completamente na horizontal...

Ah, como é difícil, estando na carne e, por vezes, até mesmo fora dela, verticalizar o pensamento!...

Qual lhe sucedeu no silêncio das reflexões que você efetuava – reflexões que, não raro, se transformavam em conversa entre nós –, pude compreender melhor as indignadas palavras do Cristo que foram registradas pelo Evangelista Mateus, no capítulo 17, versículo 17, de seus apontamentos: “Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei?”

Sei não... Nada sou para me atrever dar ao Senhor qualquer resposta, mas, de minha parte, desconfio que, durante longuíssimo tempo, Ele ainda continuará a sofrer por nós!

O que podemos e devemos fazer é continuar a trabalhar, em dobro, porque a verdade é que o Cristo que, um dia, pregamos à cruz, permanece à espera que venhamos a resgatá-lo ao madeiro em que Ele continua a se afligir pela Humanidade inteira!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 2 de Fevereiro de 2014.

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h21
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ESCLARECIMENTO PÚBLICO: Diante dos muitos questionamentos que, estando eu atualmente em jornada doutrinária no Exterior, me têm me chegado do Brasil, da parte de diversos amigos, esclareço que nada sei a respeito de o médium Wanderley Oliveira estar psicografando obras atribuídas ao espírito Dr. Inácio Ferreira. Creio que qualquer questionamento neste sentido deve ser dirigido a ele, e não a mim, ou ao próprio Dr. Inácio Ferreira.

Carlos A. Baccelli

 

Londres, 12 de Janeiro de 2014.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 13h13
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ÚLTIMO REDUTO DA ESPERANÇA

 

Enquanto o homem não aceitar a realidade de sua própria sobrevivência, além da morte do corpo físico, ele não se sentirá verdadeiramente motivado a trabalhar em sua melhoria íntima.

E, sendo assim, consequentemente, o progresso moral da Humanidade não passará de mera aspiração de espíritos idealistas, que sonham o mesmo sonho que Jesus sonhou, e continua a sonhar para todos os homens na Terra.

Por este motivo, tanto quanto possível, os nossos esforços devem se concentrar em torno da bandeira da Imortalidade, porquanto somente ao admiti-la é que o espírito se sentirá responsável pelos seus atos, conferindo à sua existência um sentido ético.

Exortamos, pois, a encarnados e desencarnados, para que, juntos, continuemos a trabalhar na propagação das ideias que induzam o homem a refletir na continuidade da vida na Vida de além-túmulo.

Para tanto, precisamos de que o Espiritismo prossiga na condição de doutrina pujante e sempre atual, sem, contudo, perder fidelidade aos seus alicerces, que, não obstante, foram fincados com o objetivo de servirem de estrutura lógica ao edifício que apenas começa a se levantar, com o propósito de tocar o firmamento...

Carecemos de articulistas que, dos Dois Lados da Vida, através da palavra falada e escrita, forneçam suficiente material de reflexão às criaturas, a fim de que o Espiritismo, como o disse Kardec, possa ser a “Ciência do Infinito”, e não tão somente mais um “ismo” a se bater pelo maior número possível de adeptos, qual se semelhante hegemonia matemática pudesse conferir autenticidade espiritual aos princípios que defende.

A razão não mais concebe um Mundo Espiritual mágico, de natureza sobrenatural – aliás, este, além de ter sido o grande equívoco das religiões em geral, vem, igualmente, se transformando em grande empecilho para que o Espiritismo continue a se difundir entre os espíritos de bom senso, pois que, infelizmente, há uma grande tendência em se fazer da Doutrina herdeira teológica do Catolicismo, apenas com o refundir conceitos que se atrelam a uma nova terminologia.

Para muitos adeptos do Espiritismo, “Nosso Lar” veio de substituir o Céu dos eleitos, o Umbral, o Purgatório, e as Trevas, as Regiões Infernais...

Evidentemente, que tais conclusões não passam de grande equívoco de interpretação, haurido na leitura superficial que se faz das obras de André Luiz, pois o que referido Autor pretendeu foi justamente demonstrar que a Crosta Terrestre, morada temporária dos homens, não é mais que singelo degrau na escada das Dimensões nas quais, sem solução de continuidade, a Vida se manifesta no contexto da Criação Universal.

Conceitos como Reencarnação, Desencarnação, Perispírito e Mundo Espiritual, precisam, urgentemente, se ampliar, pois, caso contrário, a questão de se entrar e sair do corpo, em termos de lucidez e libertação do pensamento para o espírito, continuará significando quase nada, como, infelizmente, há séculos e séculos, quase nada, em termos éticos, vem significando, por exemplo, para os adeptos do Hinduísmo, do Budismo, ou de quaisquer outras filosofias que admitam a Palingenesia.

Os obstáculos a serem vencidos são imensos, porque, sem dúvida, em nosso próprio campo doutrinário, existem resistências, mas, afinal, este é o nosso desiderato evolutivo – enfrentar resistências dentro e fora de nós mesmos!

Doravante, toda e qualquer doutrina religiosa que, rapidamente, não se vincular ao avanço da Ciência ficará ultrapassada, mas toda a Ciência do mundo que não se iluminar no Evangelho do Cristo terminará por se transformar em instrumento de infelicidade dos que pretende beneficiar com as suas conquistas.

Que o Senhor nos auxilie no propósito de, incansavelmente, prosseguir trabalhando pelo fortalecimento da Doutrina que, na atualidade, se lhe fez depositária das Palavras de Vida Eterna, porque, ouso afirmar, neste século em que apenas cumpriu com pouco mais que seu primeiro decênio de luta, ela é o último reduto da esperança de que o homem não ceda de vez ao materialismo, e, com simples apertar de botões, não venha a transformar este mundo numa imensa bola de fogo!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 30 de Dezembro de 2013.

 

NOTA MINHA: Até Fevereiro de 2014. Abraços a todos vocês! Saúde, Paz e Alegria! Eu também vou sentir saudades...

Inácio

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h19
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BALANÇO - 2013

 

Meu filho, Jesus nos abençoe.

Final de ano chegando – tempo de efetuarmos um balanço do trabalho realizado.

Nada mal – poderia ter sido melhor, mas... nada mal!

Parabéns pela sua insônia mediúnica! Graças a ela é que temos podido dormir em relativa paz, apoiando a cabeça no travesseiro do dever cumprido...

Todavia, prepare-se para o ano que está chegando... Nada a ver com Copa do Mundo, e nem com Eleição. Our camp is other! Felizmente.

Convém que a Editora aconselhe a Gráfica a engraxar as máquinas... Não que a quantidade nos preocupe. A questão é que, não raro, em montes de cascalho é que conseguimos encontrar uma pepita de ouro...

Eu já lhe disse que médium é movido à pancada – e, no meu caso, espírito também! Em meus arquivos mnemônicos deve estar bem viva a lembrança de uma existência minha como prostituta... Quanto mais me batiam mais eu sentia prazer! Freud explica...

Então, aproveite a pequena trégua que estamos lhe dando – não pode ser maior porque, caso contrário, você ficará mal acostumado.

Sei que, de novo, você viajará ao Velho Mundo... As nossas ossadas estão por lá! Você sabe aquela caveira na mão de Hamlet, personagem de Shakespeare?! Pois é. Ela me pertence – oportunamente, reclamarei o direito de propriedade!...

Não se preocupe com o frio que, com certeza, haverá de castigá-lo – neste, com alguns casacos, a gente pode dar um jeito. E, depois, todas as casas europeias são muito bem calafetadas... O frio pior será o da indiferença de alguns pela nossa presença – aliás, como das outras duas vezes não é?!

O pessoal do contra já começou a mexer com os seus “pauzinhos” – porém, não se preocupe porque, realmente, não passam de diminutos gravetos (a minha vontade é a de escrever outra palavra, mas em consideração às senhoras e às crianças que têm acessado o nosso Blog...) que, um dia, além da morte, o fogo da Verdade há de transformar em cinza de péssima qualidade!

Deixemos, no entanto, de dar cartaz a esse povo.

Estaremos com você – nos iremos revezando e, acredite, tem gente na fila, inclusive Jack, o “estripador”, que, agora regenerado, se ofereceu para acompanhá-lo... Fique, o tempo todo, atento a tudo, porque pretendo aproveitar todo o material que, em seu espírito, ficar impregnado. Abra bem os olhos e as narinas, mas abra também os poros, porque mediunidade também é coisa que entra pelos poros... Creio que os catedráticos da Terra não sabem disto. Eu não vou explicar – o problema é deles!

Cuide de sua saúde – tome algumas vitaminas e, nas suas poucas horas de folga, tome cuidado. Eu não quero saber o que você faz com elas – eu quero saber como você estará depois delas... Espírito protetor não vive à tiracolo de médium!...

Assim que você tornar a pisar em solo brasileiro, estarei esperando por você, ao lado do computador! O regime será o mesmo: às quatro e trinta da manhã eu quero você em pé! Você está muito jovem para alegar cansaço... No “Pedro e Paulo”, Irmão José me solicita dizer que também será do mesmo jeito – sem direito a descanso nem no 7º dia! Só quando se chega a “deus” é que o espírito pode ser dar ao luxo de descansar no 7º dia...

Avisemos, contudo, aos nossos irmãos internautas que, durante todo o mês de Janeiro, seremos constrangidos a promover pequena pausa em nosso Blog – isto também vale para o Blog do Formiga –, voltando a movimentá-lo somente nos primeiros dias de Fevereiro.

No mais, é isto aí.

Feliz Natal a você e a todos os nossos irmãos internautas, com todos os seus amigos e familiares. Que o ano de 2014 lhes seja pródigo em bênçãos espirituais, o que significa dizer: em muito trabalho!...

Com o meu carinho paternal, sempre o seu –

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 23 de Dezembro de 2013.

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h11
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A INDÔMITA CORAGEM DO CRISTO

 

Não sei o que mais admiro em Jesus Cristo: se a sua infinita bondade para com os “filhos do Calvário”, ou se a sua indômita coragem de enfrentar os preconceitos da época, diante dos quais jamais capitulou...

Ao mesmo tempo em que Ele se horizontalizava para curar os enfermos e alimentar os famintos, consolar os aflitos e dar esperança aos sofredores, se verticalizava diante dos escribas e dos fariseus, que não perdia oportunidade de chamar de “hipócritas”!

Logo no princípio das anotações de Lucas, no capítulo 5, versículo 38, Ele se revela o Reformador da lei antiga, começando a incomodar a consciência dos judeus presos à secular ortodoxia: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: Não resistais ao perverso; mas a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra”.

Insurgindo-se contra os falsos profetas que enxameavam na Judeia, ousa advertir: “Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores”.

Faz questão de se banquetear na companhia dos publicanos e dos considerados pecadores, que eram odiados pelos fariseus, que, então, Nele pressentiam uma constante ameaça: “Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?” Ao que Ele, sem hesitar, responde: “Os sãos não precisam de médico, e, sim, os doentes”.

Ainda, comendo sem lavar nãos mãos, aproveita para mandar um recado aos religiosos que mais se preocupavam com a pureza exterior: “Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem”.

Aos fariseus e saduceus que Lhe pedem um sinal do céu, a fim de se certificarem de que pudesse ser Ele o Messias, respondeu: “Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas. E, deixando-os, retirou-se”.

Logo em seguida, recomenda aos discípulos, que escolhera entre os homens simples do povo: “Vede, e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus”...

Continuando a promover profunda mudança de paradigma na crença religiosa, vale-se de uma criança para afirmar, categórico: “... aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus”.

Recomenda o perdão setenta vezes sete vezes...

Ousa curar no dia de sábado...

Adverte contra o perigo das riquezas...

Aconselha a se dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus...

A respeito dos escribas e dos fariseus, torna a dizer a seus seguidores: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem”...

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes por dentro estão cheios de rapina e intemperança”...

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos, e de toda imundície”...

Na Parábola dos Trabalhadores da Vinha, Ele faz clara alusão aos gentios, que os judeus não admitiam que pudessem entrar no Reino dos Céus...

Na Parábola do Bom Samaritano, destaca as virtudes de anônimo samaritano que os judeus odiavam, inclusive, com a proibição que se lhes cruzasse o território...

Expulsa os vendilhões do templo...

E, por fim, quando supunham tê-Lo vencido na cruz, perdoa aos próprios algozes e, ao deixá-los atônitos, vence a morte e abandona o sepulcro em que os seus inimigos imaginavam O terem encerrado para sempre!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 16 de Dezembro de 2013.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h07
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