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MEDIUNIDADE NA INTERNET
- Blog do Dr. Inácio Ferreira -
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REENCARNAÇÃO PARA “ADULTOS” – PARTE IV

 

Antes que nos disponhamos a comentar a matéria desta semana, solicitamos vênia aos nossos distintos leitores para deixar uma pergunta no ar: não nos parece, no mínimo, curioso, que somente João, o Evangelista, tenha registrado o diálogo de Jesus com Nicodemos, e, posteriormente, a Sua promessa em relação ao advento do Consolador, que é o Espiritismo?! Por que os demais Evangelistas, Mateus, Marcos e Lucas, não se referiram a assuntos de tamanha transcendência tratados pelo Divino Mestre?! Algo não nos induz a pensar que João, o discípulo amado, seria a reencarnação de Allan Kardec, o Codificador, que, segundo tudo nos leva a crer, fora a única testemunha auricular de tais ensinamentos?!

Assim posto, passemos, rapidamente, a analisar o diálogo de Jesus com Nicodemos, considerado um dos principais dos judeus, e que admitia a Jesus na condição de “Mestre vindo da parte de Deus”, afirmando, em seguida, que: “... porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.”

Interessante é que a palavra de Jesus a Nicodemos, sobre o tema da Reencarnação, soa espontaneamente – sem que fosse especificamente questionado, Jesus escolheu falar a ele a respeito das Vidas Sucessivas: “Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”

Claro, não poderia ver o reino de Deus nos mundos além e, tampouco, sobre a Terra, onde, infelizmente, ele ainda não se estabeleceu.

Na sequência daquele intrigante entendimento verbal, a pergunta formulada pelo famoso doutor da lei, evidencia que, de fato, estavam tratando, em seu sentido clássico, da Lei da Reencarnação: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?”

Na resposta a Nicodemos, o Cristo não negou semelhante possibilidade, admirando-se que, na condição de teólogo, ele não compreendesse a natureza do processo reencarnatório: “Tu és mestre em Israel, e não compreendes estas cousas?”

Ambos não estavam falando a respeito do sentido figurado do “nascer de novo”, pois a questão formulada por Nicodemos era clara: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?”

Cremos que o texto-chave para melhor compreensão daquilo a que Jesus se referia, esteja nas seguintes palavras, inseridas no versículo 5, do capítulo 3, do Evangelho de João: “Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do espírito, não pode entrar no reino de Deus.” A referência ao renascimento físico e moral está evidente. Toda vida sobre a face da Terra vem da água – sem água a vida no orbe terrestre se revela impossível. O Cristo, portanto, como muitos alegam, não estava se reportando à questão do batismo... “Nascer da água” significa tornar a entrar no ventre materno, em novo renascimento, com o novo corpo em formação a desenvolver-se no líquido amniótico! Adão fora feito a partir do limo da terra, pela junção da terra com a água, vulgarmente denominada “lodo”! O corpo é mais água do que qualquer outro elemento material...

“Quem não nascer da água e do espírito” – eis a sequência lógica do processo evolutivo: renascimento físico ensejando o renascimento espiritual!

Surpreso diante da revelação, o sábio doutor da lei, que, não obstante, havia feito a Jesus pergunta de criança, ouviu Dele a advertência: “Se tratando de cousas terrenas não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais?”

Em outras palavras: Nicodemos não estava pronto para compreender a Reencarnação nem mesmo em seu processo mais simples, que ocorre sobre a Terra, e em orbes similares, quanto mais para o entendimento da Reencarnação em toda a complexidade que a envolve, em seus mecanismos nos Mundos Superiores!

Por tal motivo, ante o assunto de que temos tratado nas últimas semanas, nada nos resta se não tomar por empréstimo as divinas palavras proferidas pelo Senhor ao simpático doutor da lei: “Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto, contudo não aceitais o nosso testemunho.”

Foi como se o Mestre lhe tivesse dito: assim sendo, nada posso fazer...

 

INÁCIO FERREIRA

 

 

Uberaba – MG, 15 de dezembro de 2014.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h20
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REENCARNAÇÃO PARA “ADULTOS” – PARTE III

 

Diante do exposto nas postagens anteriores, analisemos agora o controvertido episódio da ressurreição de Lázaro, irmão de Marta e Maria, narrado no Evangelho de João, capítulo 11, versículos 1 a 46.

Pelo que se depreende da leitura do texto evangélico, Lázaro, de fato, estava morto, ou seja, havia desencarnado – é o próprio Cristo que o testifica.

“Isto dizia, e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme estará salvo. Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu...” (João, capítulo 11, versículos 11 a 14).

Teria Jesus enganado os discípulos a respeito da verdadeira situação de Lázaro, ou, ainda, se enganado na interpretação de sua suposta morte?! Impossível.

Não resta dúvida: Lázaro havia morrido! Ele estava sepultado há quatro dias e já cheirava mal... Quatro dias, ou seja, noventa e seis horas, naquele clima quente do Oriente Médio, são mais que suficientes para que um corpo entre em estado de putrefação!  Inclusive, no versículo 44, pode-se ler: “Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço.” Ora, não tivesse Lázaro morrido anteriormente, com certeza teria morrido por asfixia, já que, no ato da preparação do corpo para sepultamento, os judeus cobriam inteiramente o rosto do cadáver – inclusive, eles tinham, como alguns têm até hoje, o hábito de colocar uma pedra dentro da boca do morto, evitando-se que ele venha a questionar o motivo da própria morte.

Nos versículos seguintes, 43 e 44, João registra: “E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora. Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras, e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o, e deixai-o ir.” (os destaques são nossos).

No caso de Lázaro, percebe-se, claramente, que, após ter desencarnado, ele volta a ocupar o próprio corpo, religando-se a ele e o vitalizando. Os laços perispirituais que o ligavam à forma física, segundo se depreende, já haviam sido rompidos claramente.

No livro “A Gênese”, Allan Kardec, com muita propriedade, no capítulo XV – “Os Milagres do Evangelho” –, analisa, dentre outras, o tema da chamada ressurreição da filha de Jairo, do filho da viúva de Naim e de Lázaro. Escrevendo sobre as ressurreições da filha de Jairo e do filho da viúva de Naim, o Codificador esclarece: “Há, pois, toda probabilidade de que, nos dois exemplos acima citados, apenas houve síncope e letargia. Jesus mesmo o dizia, positivamente, em relação à filha de Jairo: Esta moça não está morta, ela apenas está adormecida.” Notemos, pois, que, no caso da jovem, a palavra de Jesus é totalmente diversa de quando Ele se refere ao irmão de Marta e Maria, dizendo: “Lázaro morreu”!

Escrevendo, especificamente, sobre Lázaro, Kardec afirma o seguinte: “A ressurreição de Lázaro, digam o que disserem, não invalida de modo nenhum esse princípio. Diz-se que ele já estava há quatro dias no sepulcro; mas sabe-se que há letargias que duram oito dias, e mesmo mais.” Acontece, porém, no caso do amigo de Betânia, existe um detalhe significativo: Lázaro já cheirava mal, evidenciando que o seu corpo entrara em decomposição...

Em torno do tema da ressurreição de Lázaro, escrevendo nas páginas de “A Gênese”, o Codificador, na tentativa de explicar o inusitado fenômeno, o faz no condicional: “... em certos indivíduos há decomposição parcial do corpo”; “E quem podia saber se ele cheirava mal? É sua irmã Marta que o diz; mas como sabia? Lázaro se achava enterrado há quatro dias, ela supunha isso, mas não podia ter certeza.”...

A verdade, porém, é que o Senhor, que curara cegos e paralíticos, e limpara leprosos, também possuía poder para ordenar que o espírito de Lázaro reentrasse em seu próprio corpo, e voltasse a ocupá-lo antes de sua completa desintegração.

Podemos, pois, dizer, que há possibilidade de o simpático irmão de Marta e Maria, por quem Jesus chorou, na mesma existência reencarnou duplamente, religando-se ao corpo do qual ele se encontrava desligado. Se um espírito pode vir a ocupar o corpo de outra pessoa, com o afastamento do espírito que o habitava, por que o mesmo espírito não poderia, em tempo hábil, voltar ao corpo que lhe pertenceu?! Foi justamente esta crença que inspirou os adeptos da crença no Juízo Final, a respeito da ressurreição generalizada dos mortos, quando, então, levantando-se do pó, eles haverão de ser julgados... Mas isto é outra história.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 8 de dezembro de 2014.    

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h29
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REENCARNAÇÃO PARA “ADULTOS” – PARTE II

Voltando a abordar o assunto aqui tratado na semana passada, e, por mim, publicado no espaço deste Blog, a respeito da “reencarnação” de Sobha Ram no corpo do garoto Jasbir, o Dr. Ian Stevenson teve o cuidado de considerar em sua obra – “Reencarnação – Vinte Casos” (“Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação”), que: “A mudança completa levou, no máximo, algumas semanas e talvez muito menos tempo. Além disso, precisamos lembrar que houve uma grande mudança de personalidade, incluindo a recusa de comer os alimentos da família porque, supostamente, ela pertencia e uma casta inferior.
“O caso, assim, difere muito em relação àqueles de crianças que parecem se lembrar de vidas anteriores por um período de vários anos e, ao fazer isso, mais ou menos misturam a personalidade anterior com a presente, em desenvolvimento.” (destaquei)
Parágrafos adiante, o Dr. Stevenson registra: “Jasbir disse que em seus sonhos às vezes via o sadhu (homem sagradodesencarnado a quem ele dizia (na infância) ter conhecido como Sobha Ram depois da morte deste. Devemos lembrar-nos que Jasbir disse que esse sadhu havia aconselhado o desencarnado Sobha Ram a ‘assumir’ o corpo de Jasbir, que havia morrido.”
Agora, não vamos aqui entrar no mérito da questão sobre o porquê de Sobha Ram ter “reencarnado” no corpo de Jasbir, morto por varíola, aos três anos e meio. As causas, evidentemente, podem ser as mais variadas possíveis, e, sem dúvida, comportariam estudos específicos – talvez, alguns de nossos leitores se animem a especular neste sentido, o que seria um excelente exercício de ordem espiritual, lhes ampliando o campo intuitivo.
De nossa parte, queremos apenas refletir sobre um ponto: nas questões de transplante de órgãos, como fica, a nível perispiritual, equacionada a questão?!
Transplante de pele, cabelo, coração, rins, fígado, estômago, córnea, dente, osso, rosto, etc?! Transplante de língua (Esse é perigoso! Conforme o doador, melhor que se fique mudo!).
A “Folha de São Paulo”, em sua edição de 23 de maio de 2014, noticiou que o Hospital das Clínicas realizou o primeiro transplante multivisceral no paciente José Cícero Lira da Silva, de 33 anos: fígado, intestinos delgado e grosso, pâncreas e estômago!
Evidentemente, que a Ciência ainda deverá caminhar muito até que o completo sucesso dos transplantes multiviscerais seja alcançado – esta é outra questão. Não obstante, o referido paciente transplantado, “recebeu”, praticamente, 1/3 do corpo humano! Os órgãos doados pertenciam a uma criança de dez anos, que desencarnara num acidente.
Será que o Mundo Espiritual não “saberia”, ou não “poderia”, em condições excepcionais, “transplantar” o espírito para um corpo inteiro?! Não será isto o que os Espíritos Superiores disseram a Kardec, na pergunta 183 de “O Livro dos Espíritos”, ao respondê-la: “A infância é por toda parte uma transição necessária, mas não é sempre tão estúpida como entre vós.” (Tradução de J. Herculano Pires, conforme direitos cedidos à Editora e Encadernadora Lumen Ltda. – Rua Solon 806 – São Paulo – Capital).
Chico dizia que a Ciência iria desenvolver o corpo humano em laboratório, e que o espírito haveria de reencarnar nele sem problema algum, e aí a mulher se libertaria do parto... (“Chico Xavier – o Santo de Nossos Dias”, capítulo “As Grandes Reencarnações”, de R. A. Ranieri – Editora Eco).
Será possível que, em Mundos Superiores, o espírito, ao reencarnar, já não possa evitar o chamado período “estúpido” da infância – algumas outras traduções amenizam o termo –, ocupando um corpo mais desenvolvido?! Chico dizia que o período da infância na Terra é como se fosse um tempo de doença para o espírito...
Bem, o Natal está chegando, e, junto com o médium, dentro de mais algumas semanas, vou preparar a minha vara de pescar – claro que, a exemplo de Chico Xavier, sem anzol e sem minhoca! Vocês hão de ficar livres de mim, e de meus devaneios, por uns tempos.
Enquanto isto, minha gente, vamos pensando...
Abraços.
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 1º de dezembro de 2014.

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 08h19
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REENCARNAÇÃO PARA “ADULTOS”

 

Efetivamente, não há, nem mesmo no Mundo Espiritual, quem tudo saiba sobre Reencarnação – estando encarnado ou desencarnado, arrogar para si tal possibilidade, no mínimo, é petulância.

Reflitamos, por exemplo, o que o extraordinário Chico, no livro intitulado “Valiosos Ensinamentos com Chico Xavier”, da lavra do confrade Cezar Carneiro de Souza – edição IDE, Araras - SP –, disse no capítulo 82 – “Um Fato Insólito”. Estando com Martins Peralva, autor de “Estudando a Mediunidade”, no dia 1º de abril de 1973, na cidade de Araguari, Estado de Minas Gerais, estabeleceu-se curioso diálogo entre ambos:

- Chico, li o livro do autor oriental (Lobsang Rampa) que você me recomendou. Um fato me intrigou bastante, pois um personagem na história morre e um outro espírito é ligado ao seu corpo e passa a viver aqui na Terra, enquanto o espírito do que morreu se desliga e vai para a Espiritualidade. Isso é uma troca de espíritos que contradiz a Doutrina Espírita. Em “O Livro dos Espíritos” não encontramos tal afirmação. E aí, Chico, como ficamos?

O lúcido médium, calmo e com a segurança de quem sabe o que fala, disse:

- Não, Peralva, o fato não contradiz os ensinamentos da nossa Doutrina, não há contradição naquele relato contido no livro do autor do Oriente.

- Acho impossível que uma pessoa venha a desencarnar e um outro espírito seja ligado ao corpo morto, e a este reanime, e passe a viver entre nós. Como pode ser isso? (...)

O Chico, após ouvi-lo com atenção, enfatizou:

- Olha, gente, vou dizer a vocês: existem revelações da Espiritualidade Superior que surgiram no Oriente e que, por enquanto, não podem ser transmitidas para o Ocidente, nem mesmo por Kardec. Não se assustem, mas é isso mesmo. As coisas, às vezes, parecem ser impossíveis. Por exemplo: eu chego aqui nesta fazenda, que é bem rústica e antiga, para ver se se pode instalar energia elétrica. Com meus poucos conhecimentos, eu observo e falo que é impossível pôr eletricidade. Porém, vem um engenheiro, faz um estudo e diz: - É possível sim. Nessa casa pode pôr eletricidade. E põe!!!

O livro em questão, que Chico recomendara a Peralva que lesse, é o “Entre os Monges do Tibete”, de Lobsanga Rampa. Em certo parágrafo de seu capítulo 7, o Lama Mingyar Dondup, em conversa com Lobsang, disse-lhe: “O seu corpo atual sofreu demais e não tardará a falhar. Nós estabelecemos um contato no país da Inglaterra. Essa pessoa quer deixar o corpo dela. Nós o levamos para o plano astral e examinamos o assunto com ele. Ele tem a maior pressa em partir e fará tudo que quisermos. A nosso pedido, ele mudou de nome, passando a outro mais adequado a você. A vida dele não tem sido feliz, e ele, por seu próprio gosto, rompeu as ligações com os parentes. Nunca fez amigos, e está em grau harmônico com você. Por enquanto, não falaremos mais sobre ele, porque mais tarde, antes de você tomar o corpo dele, verá um pouco de sua vida, também.”

Não fiquemos, porém, somente com a palavra de Chico Xavier e de Lobsang Rampa. No livro “Reencarnação – Vinte Casos”, do Dr. Ian Stevenson, desencarnado em 2007, obra recentemente traduzida e editada pela Editora “Vida&Consciência Ltda.”, de São Paulo, Capital, o renomado cientista apresenta “O Caso de Jasbir”, que, na primavera de 1954, acometido por varíola, depois de ser considerado morto, já estava para ser enterrado. O menino de três anos e meio, no entanto, no outro dia, pela manhã, antes do enterro, começou a se movimentar. Em resumo: “Passaram-se alguns dias até o menino conseguir falar de novo, e algumas semanas até ele conseguir se expressar com clareza. Quando começou a falar, mostrou uma clara transformação de comportamento. Disse, então, que era o filho de Shankar do vilarejo de Vehedi e desejava voltar para lá. Jasbir se recusava a comer na casa dos Jat, afirmando ser de uma casta superior, por ser um brâmane – chamava-se, então, Sobha Ram, um jovem que, aos 22 de idade, fora envenenado e caíra de uma carroça batendo com a cabeça.  Maiores detalhes, evidentemente, o leitor interessado poderá colher diretamente na obra citada.

Esclarecemos, no entanto, que o Dr. Stevenson, em seus estudos do caso “Jasbir” afasta completamente a hipótese de possessão, concluindo por um caso de reencarnação, no qual um espírito “substituiu” o outro em seu corpo.

De fato, o aprofundamento de certos temas no Espiritismo, entre eles a Reencarnação, é somente para “adultos”, porquanto, à semelhança de Nicodemos, nem os mesmo os doutores da lei demonstram amadurecimento espiritual para tanto.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 24 de novembro de 2014.

 

   

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h10
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CADA MUNDO COM A SUA POPULAÇÃO, ENCARNADA E DESENCARNADA

 

No livro “O Céu e o Inferno”, em seu capítulo III – “O Céu” –, Allan Kardec, inspirados pelos Espíritos Superiores, escreveu com lógica insofismável: “Embora os espíritos estejam por toda parte, os mundos são as sedes onde eles se reúnem, de preferência, em razão da analogia que existe entre eles e aqueles que os habitam. Ao redor dos mundos avançados afluem os espíritos superiores; ao redor dos mundos atrasados, pululam os espíritos inferiores. A Terra é ainda um destes últimos. Cada globo tem, pois, de alguma forma, sua população própria em espíritos encarnados e desencarnados, que se alimenta, em maior parte, pela encarnação e a desencarnação dos mesmos espíritos.” (destaquei)

Mais claro impossível. Cada globo, ou cada Esfera, ou, ainda cada Dimensão, com a “sua população própria em espíritos encarnados e desencarnados”...

Vamos exemplificar: a Terra, um dos globos do Universo, possui a sua população encarnada e desencarnada, e, assim, deve ser com todos os globos habitados do Universo físico.

Imaginando a Terra, com as suas Esferas, que, com ela, perfazem o número de Sete Esferas, é natural se pensar que cada uma dessas Esferas possui a sua população “encarnada” e “desencarnada”...

Notemos que Kardec, com a sua sabedoria e precisão, não se esqueceu de grafar no texto: “Cada globo tem, pois, de alguma forma...” Sim, porquanto, assim como não podemos tomar a vida do homem na Terra como padrão uniforme para a vida dos espíritos nos mais diferentes mundos, não podemos concluir que as condições de vida dos espíritos que pululam ao redor das diversas Esferas sejam as mesmas.

Evidentemente, por exemplo, que a população invisível da Dimensão das Trevas difere da população invisível da Dimensão da Terra! E assim, em consequência, para as consideradas Sete Esferas da Terra, sejam elas mais, ou menos, materiais.

A população invisível da Esfera em que me encontro, denominada, genericamente, de Umbral, existe e é algo diferente da população invisível que rodeia a Humanidade encarnada.

Difícil de entender?! Nem tanto. Façamos um esforço.

A rigor, a verdadeira população invisível da Terra é a que se localiza no Umbral Grosso, porquanto a que se situa no Umbral Fino, onde fica localizada a cidade de “Nosso Lar”, embora igualmente invisível para os encarnados, é uma população fixa – os seus integrantes, como se pode ler na obra de André Luiz, aí constituem família, estudam, trabalham e até mesmo procriam.

Os maiores candidatos à reencarnação imediata na Terra são, em geral, os que desencarnam e permanecem nas suas proximidades, em suas sub-Dimensões – muitos deles, inclusive, inconscientes do fenômeno da própria desencarnação.

O assunto, reconhecemos, é complexo, e exige maior esforço no campo da reflexão e da análise.

Se assim não fosse, como os espíritos, que se dizem situados nas Trevas, conseguiriam subir e se comunicar nas reuniões de desobsessão, que são levadas a efeito nos Centros Espíritos da Terra?!

Muitos desses espíritos comunicantes, em verdade, são aqueles que estão vivendo no Umbral Grosso, e que, para se comunicarem, não têm que subir, mas, sim, descer!

De qualquer maneira, o assunto fica lançado para saudável discussão entre os estudiosos sérios da Doutrina.

Gregório, personagem do livro “Libertação”, encontrava-se “encarnado” nas Trevas... Vocês se recordam que Gúbio, André Luiz e Elói, a fim de serem percebidos por ele, tiveram que se materializar?!

Seria possível que Gregório, estando “encarnado” nas Trevas, se comunicasse numa sessão de desobsessão na Terra?! Seria possível que um médium de psicofonia o “recebesse”?! A nosso ver, somente se, em seus instantes de desprendimento natural, ele deixasse o corpo! Quantos encarnados, em seus momentos de desdobramento, com o seu corpo espiritual, descem à Dimensão das Trevas?! Ou mesmo quantos outros, logram subir às Esferas Superiores, deixando na Terra o seu pesado veículo físico, e, às vezes, até mesmo o seu perispírito mais grosseiro?!

André Luiz, em “Nosso Lar”, foi levado a se encontrar com a sua mãe, habitante da Esfera seguinte, através de seu corpo mental – ele deixou o seu perispírito ressonando na cidade espiritual em que passara a viver além da morte.

No capítulo 36, intitulado “O Sonho”, André Luiz, de maneira sucinta, descreve o fenômeno de seu desprendimento, indo visitar a mãe na outra Dimensão: “Eu sabia perfeitamente, que deixara o veículo inferior no apartamento das Câmaras de Retificação, em ‘Nosso Lar’, e tinha absoluta consciência daquela movimentação em plano diverso.”

Enquanto o estado de inconsciência é característico de quem “sonha” nas Dimensões Inferiores – como na Terra, por exemplo –, a consciência desses estados de desdobramento, nas viagens astrais, a partir da Dimensão do Umbral Fino parece que vai se acentuando.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 17 de novembro de 2014.

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h07
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500.000 ACESSOS! MEIO MILHÃO DE VOTOS! ESTOU ELEITO!...

 

Sinceramente, eu me considero um homem extremamente feliz, e sou profundamente grato a tantos amigos, espalhados pelo Brasil e pelo mundo...

Não sendo candidato a nada, nunca imaginei que fosse tão votado assim – inclusive, internacionalmente! Tem chegado voto até do Velho Mundo! 

Contudo, quero externar a minha gratidão aos meus milhares de correligionários, e prometo-lhes...

Estão vendo?! Logo, logo vou aprender a fazer discurso... Também com tantos exímios professores, mormente nesses tempos de eleição...

Mas, evidentemente, tudo isto é brincadeira.

Vocês sabem que, a rigor, eu me sinto, no Paraíso, aencarnação da própria maçã proibida...

Deram-me 500.000 mordidas!!!

E ainda não me devoraram todo...

Não resistiram à tentação da serpente!...

Evas e Adões, Adões e Evas...

Kkkkkkk!...

Teve gente que me mordiscou às escondidas, acreditam?! Por debaixo do pano... “Não existe pecado do lado de baixo do Equador...” Nem do lado de cima...

Os inquisidores quiseram saber qual era o sabor da minhacarne...

Provaram, gostaram da maçã, mas, somente para o paladar alheio, porque... preferiram continuar comendo jaca!

Claro, no Movimento Espírita, a jaca está liberada...

De minha parte, nada contra esta fruta, que eu sempre adorei, mormente o seu doce em calda!

Agora, quem foi que nos disse que a maçã é a fruta do pecado?! Não sejamos injustos! Na Bíblia não está escrito nada disto... A maçã é fruta injustiçada até na fábula da Branca de Neve e os Sete Anões!...

Deixando, porém, de lado, como diria o célebre Odorico Paraguaçu, tais discussões pomarísticas, a verdade é que eu nunca esperei que este Blog blogasse tanto!!!

E o sucesso dele, caros eleitores, é devido a vocês, e também, claro, aos nossos queridos bichanos...

Posso, por este motivo, reivindicar o título de o primeiro espírito blogueiro da História!

Tem gente que ainda questiona o modo com que, estando no Além, eu recebo cartas... Ora, que preconceito é este?! Espírito, então, só tem que ser remetente?! Não pode ser destinatário?!...

Gente! Tem gente que anda precisando estudar mediunidade um pouco mais, ou seja: de dar outra mordida na maçã! Mas, por favor, que eles cuidem do hálito, porque, para a maçã, o problema não é tanto a dor da mordida que leva – todo fruto é masoquista! –, mas sim o hálito do mordedor que morde...

Meninos e meninas escovem os dentes!

Cuidado, porque tem hálito ao qual nem a pobre da serpente, com todo o seu veneno, consegue resistir! 

O bafo da maledicência é terrível, só comparável ao bafo do fundamentalismo espírita que tenta se disfarçar pondo uma bala de hortelã na boca!...

Obrigado, meus caros amigos e minhas queridas irmãs! Distintos advogados de defesa, que se me constituíram graciosamente! Graças a vocês, é que eu (ops!) – o médium ainda não foi parar na fogueira!...

500.000 abraços para todos vocês! Meio milhão de beijos – como dizia Chico Xavier: pasteurizados!... Beijopasteurizado não tem graça, mas tudo bem... Vindo de Chico Xavier até beijo não pasteurizado eu aceito!...

Kkkkkkk!...

Ah, como eu adoro ser proibido!...

Já me acostumei tanto que, quando me liberarem, eu protocolarei 500.000 reclamações nos Órgãos competentes!...

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 10 de novembro de 2014.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 22h47
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DECLARAÇÕES DO PAPA SOBRE O “GÊNESIS” E O ESPIRITISMO

 

“O mesmo sucede com a Gênese, onde é preciso enxergar as grandes verdades morais sob figuras materiais, as quais, tomadas ao pé da letra, seriam tão absurdas, como em nossas fábulas, se tomássemos ao pé da letra as cenas e os diálogos atribuídos aos animais.” – Allan Kardec, em “A Gênese”, cap. XII – Gênese Mosaica.

 

A imprensa internacional, de maneira resumida, está publicando o que, dias atrás, o Papa Francisco, discursando na Pontifícia Academia de Ciências, disse a respeito da Teoria da Evolução e do Big Bang.

“Deus não agiu como um mago, com uma varinha mágica capaz de criar todas as coisas.”

“A evolução da Natureza não é incompatível com a noção de criação, pois exige a criação de seres que evoluem.”

“A criação do mundo não é obra do caos, mas deriva de um princípio supremo que cria por amor.”

“O homem foi criado com uma característica especial – a liberdade – e recebe a incumbência de proteger a criação, mas quando a liberdade se torna autonomia, destrói a criação e o homem assume o lugar do Criador.”

“Ao cientista, portanto, sobretudo ao cientista cristão, corresponde a atitude de interrogar-se sobre o futuro da Humanidade e da Terra; de construir um mundo humano para todas as pessoas e não para um grupo ou para uma classe de privilegiados.”

Evidentemente que, na oportunidade, o pronunciamento do Papa Francisco deve ter sido mais substancioso, mas, mesmo apresentado em síntese, pela imprensa, não poderia ser mais revolucionário e promissor.

Nas palavras ditas por ele, sem dúvida, ficou implícita a ideia da Reencarnação e da Lei de Ação e Reação, porquanto impossível que a Evolução se explique sem a lógica das vidas sucessivas e do livre arbítrio, através dos quais o homem se constrói.

Não sabemos quanto tempo o atual Pontífice haverá de sobreviver com a sua liderança e lucidez, que representa uma mudança sem precedentes nos rumos da Igreja, com inevitáveis consequências sobre os dogmas seculares em que ela se apoia.

Sabemos que, nos bastidores da Vida física e espiritual, tramas já vêm sendo urdidas para obstá-lo em seus acenos de que os tempos são outros e de que a Igreja precisa mudar – mas não somente a Igreja, e sim as religiões em geral, notadamente àquelas que insistem em continuar apegadas à letra que mata!

Como, por exemplo, a tais declarações, haverão de reagir os Criacionistas, que chegam a dividir os meios acadêmicos nos centros culturais mais avançados do mundo?!

E os judeus que têm feito da Bíblia, notadamente nas páginas do Antigo Testamento, e os muçulmanos, no Corão, pretexto para as suas guerras de caráter racial e pretensão de hegemonia no campo da fé?!

Acreditamos que os próprios cientistas, que, enchendo o peito de empáfia, se declaram ateus, não esperavam esse gesto conciliatório sem precedentes, que, outra vez, aproxima a Religião da Ciência, e vice-versa.

Esse Papa, em verdade, é um espírito diferente, mostrando que Deus possui, em toda parte, inesgotável legião de anônimos servidores da Verdade, que, à semelhança da luz do Sol, de maneira imperceptível, se infiltra em todos os lugares, e, gradativamente, sem que menos se espere, ofusca a visão dos que se habituaram a propagar a escuridão.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 3 de novembro de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h19
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“BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO”

 

De quando a quando, na imprensa espírita, surgem críticas infundadas sobre o teor da excelente obra “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, da lavra mediúnica de Chico Xavier, psicografada por Humberto de Campos, cuja primeira edição veio a lume em 1938.

Alguns, mais exaltados, censuram a postura do autor espiritual que, em capítulo específico, destaca a importância do trabalho desenvolvido pela “Federação Espírita Brasileira”, que, de fato, em décadas passadas cumpriu com relevante papel na defesa dos postulados espíritas.

Todavia, sem, outra vez, desejar entrar no mérito do chamado “Pacto Áureo”, e das atividades doutrinárias atuais da FEB, que, em muitos aspectos, não coadunam com o nosso pensamento, desejamos dizer que a controvertida questão, de o Brasil vir a ser, ou não, a futura Pátria do Evangelho, não depende unicamente da conduta, ou mesmo do desejo, dos espíritas.

Para que no Brasil se concretize a esperança que a Espiritualidade Superior nele deposita, na proposta que encerra o livro de Humberto de Campos, evidentemente, muita coisa necessita mudar...

No caráter do povo...

Na idoneidade dos políticos...

Na sinceridade dos religiosos...

E, por aí vai.

Não será pela lavratura de um decreto de natureza espiritual, que, a rigor, não existe, e ao som de clarinadas angelicais, que o Brasil haverá de se tornar a Pátria do Evangelho!

E, caso não venha a ser o que dele se espera que seja, nada há de se estranhar, ou de culpar a Espiritualidade que referendou a obra de Humberto de Campos, porque, afinal, a inicialmente escolhida Pátria do Evangelho, a Judeia, se transformou em sangrento campo de batalha!

Do Espiritismo em seu berço, pouco mais resta que o dólmen de Allan Kardec, no Père-Lachaise, em Paris, a difundir os princípios da Terceira Revelação, que, praticamente, foram sepultados por várias guerras que, envolvendo a França, assolaram a Europa.

Prefaciando o mencionado livro, Emmanuel escreveu: “Peçamos a Deus que inspire os homens públicos, atualmente no leme da Pátria do Cruzeiro, e que, nesta hora amarga em que se verifica a inversão de quase todos os valores morais, no seio das oficinas humanas, saibam eles colocar muito alto a magnitude dos seus precípuos deveres.”

Infelizmente, contudo, a nosso ver, em relação aos homens públicos, salvo uma exceção ou outra, isto está muito longe de acontecer – não por falta de inspiração dos Planos Maiores, mas por falta de receptividade das mentes humanas que se encontram no leme da promissora Pátria do Cruzeiro!

Neste sentido, pedimos vênia para, igualmente, dizer que, movido por interesses subalternos, até mesmo ao homem comum está faltando amor pelo Brasil, para que, de uma vez por todas, ele consiga se erguer no concerto das nações, e não mais se apresente ao mundo de modo tão miseravelmente desmoralizado como vem acontecendo.

Humberto de Campos, no último parágrafo do seu “Esclarecendo”, exortou: - “Brasileiros (...)! Não nos compete estacionar, em nenhuma circunstância, e sim marchar, sempre, com a educação e com a fé realizadora, ao encontro do Brasil, na sua admirável espiritualidade e na sua grandeza imperecível.”

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 24 de outubro de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h18
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OBSESSÃO “NATURAL” E “ANTINATURAL”

 

Bem, vamos lá. O que eu entendo por obsessão “natural” e obsessão “antinatural”?!

Vou tentar resumir.

Obsessão “natural” é aquela que determinadas mentes, encarnadas ou desencarnadas, ainda um tanto quanto primárias, se vinculam ao nosso psiquismo, não com o intuito ou propósito declarado de nos vampirizar.

Não chega a ser, propriamente, uma patologia.

O homem encarnado não carrega em seu corpo milhares de vidas microscópicas que com ele devem evoluir?! A flora e fauna não são parasitadas por seres que delas se nutrem?!

A questão é que certas mentes, um pouco mais evolvidas, devem se responsabilizar por outras, que, então, passam a girar à sua órbita, “alimentando-se” de seus conhecimentos, de sua força espiritual, enfim, de tudo quanto elas ainda não sabem produzir e não sejam capazes de obter à custa de esforço próprio.

Os planetas do Sistema não se equilibram ao derredor de uma estrela única, que é o Sol?! E mesmo o Sol, por sua vez, com o seu cortejo de mundos, não se deixa arrastar por outro que, em brilho e grandeza, lhe é superior?!

E a chamada obsessão “antinatural”, o que seria?!

Ela é motivada pelo ódio, pela inveja, pela mágoa, pelo desejo de vingança...

Esta, sim, é patogênica, e tem uma tendência de se agravar, inclusive levando à possessão e/ou loucura, decretando a morte.

Não há, sobre a Terra, e mesmo no Mais Além, quem não padeça de alguma das muitas espécies de manifestação da obsessão “natural”! Sim, porquanto, mentalmente, com maior ou menor poder de atuação, todos nos responsabilizamos pela condução de determinado grupo de espíritos...

A Humanidade, por exemplo, não vive em estreita simbiose com a Mente do Cristo – a Luz do Mundo! – como a Lhe sugar as energias, das quais, psiquicamente, se alimenta, ou deve aprender a se alimentar?!

O líder encarnado de uma família na Terra, muitas vezes, não toma sobre os seus ombros o fardo de problemas que diz respeito a cada integrante da parentela e do grupo como um todo?!

Não nos queixemos, pois, daqueles espíritos mais débeis que, para caminhar, necessitam de nosso auxílio como escora, pois, de certa maneira, todos nós vivemos no exercício da obsessão “natural” sobre alguém.

Não há, pois, quem não seja o obsessor espontâneo de alguém, nem quem, neste exato momento, não esteja sendo vítima de um processo de obsessão “natural”.

Antes que se cronifique, a influencia que deve ser detectada e combatida, é a obsessão “antinatural”, que sempre, ou quase sempre, objetiva a destruição da vítima pelo algoz.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 20 de outubro de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h11
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A ÁGUA NO MUNDO ESPIRITUAL

 

Ante a atual crise de falta d’água no Brasil e no mundo, em que muita gente, inclusive os espíritas mais ortodoxos, no sentido de pedir chuva aos deuses, ou – ops! – aos seres elementais, quase tem sido levada a retomar o antigo hábito religioso de ir, em procissão, lavar o “Cruzeiro”, convém que reflitamos no que, através de Chico Xavier, na obra “Nosso Lar”, André Luiz escreveu há mais de setenta anos.
Discorrendo sobre a importância da água também no Mundo Espiritual – entenda quem o possa entender! –, Lísias comentou com André: “Imagine que este é um dos raros serviços materiais do Ministério da União Divina!” Ou seja, na cidade Nosso Lar, o assunto da água é considerado de tamanha importância que é cuidado diretamente pelo seu mais alto Ministério...
Não estaria passando da hora de cada país, na Terra, principalmente o Brasil, detentor, talvez, em maior abundância, dos últimos recursos hídricos do orbe, abolindo certos Ministérios governamentais obsoletos, dados à corrupção e à falcatrua, criar o Ministério da Água?!
Mas, vejamos o profético texto que André Luiz escreveu num dos parágrafos do capítulo 10, intitulado no “No Bosque das Águas”: “O homem é desatento, há muitos séculos; o mar equilibra-lhe a moradia planetária, o elemento aquoso fornece-lhe o corpo físico, a chuva dá-lhe pão, o rio organiza-lhe a cidade, a presença da água oferece-lhe a bênção do lar e do serviço; entretanto, ele sempre se julga o absoluto dominador do mundo, esquecendo que é filho do Altíssimo, antes de qualquer consideração. Virá tempo, contudo, em que copiará nossos serviços, encarecendo a importância dessa dádiva do Senhor.”!
Vale a repetição:
- “Virá tempo, contudo, em que copiará nossos serviços, encarecendo a importância dessa dádiva do Senhor.”
Será que a atual crise de falta d’água, dentre outros objetivos, não estará surgindo para nos ensinar a sermos muito mais cuidadosos com o planeta em que já vivemos, vivemos ou, ainda, haveremos de viver?!
A valorizarmos mais, por exemplo, a água que o petróleo, que tem sido motivo de tanta desavença no mundo?!
Não estaremos prestes a copiar certa película de Hollywood, “A Guerra do Fogo”, na antevéspera do filme “A Guerra da Água”, protagonizado, dos Dois Lados da Vida, por personagens reais?!
Fontes alternativas de energia sempre haverão de ser criadas, mas o que nos poderá substituir o precioso líquido?!...
Encerremos estas reflexões com os sábios apontamentos de André Luiz, ainda no mesmo capítulo da magistral obra, concebida mediúnicamente nos idos de 1943:
“Nos círculos religiosos do planeta, ensinam que o Senhor criou as águas. Ora, é lógico que todo serviço criado precisa de energias e braços para ser convenientemente mantido.”
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 13 de outubro de 2014.



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 08h10
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“DR. INÁCIO, O SENHOR ESTÁ DOENTE?”

 

Na semana passada, por que cedi o espaço deste Blog para uma página de Irmão José, que, em tudo quanto escreve ou fala, sempre nos merece reflexão, atenciosa amiga me dirigiu o seguinte questionamento: - Dr. Inácio, o senhor está doente?!...

Achei interessante a pergunta dela, que, acima de tudo, expressou a sua fraterna preocupação para com este seu servidor, e, em consideração aos seus cuidados por mim, aproveito para responder que não... Não estive e nem estou doente! Acrescentando que, felizmente, nos últimos, tempos, a doenceira, que tanto acomete o homem, mormente quando ele se encontra encarnado na Terra, tem dado um tempo comigo...

Não que, em meu atual corpo, que, no Espiritismo, denominamos perispírito, eu não seja suscetível de contrair, aqui, essa ou aquela enfermidade, que possa mandar-me para a cama por período mais ou menos longo, ou mesmo, de novo, para o cemitério!

Vocês sabem: o que não falta deste Outro Lado é serviço médico e hospitalar, e não apenas para problemas de ordem somática, porque as nossas clínicas para tratamento de natureza espiritual e psicológica andam repletas!

O corpo espiritual, também chamado perispírito, semelhantemente ao corpo carnal, adoece, envelhece e... morre!

Acredito, sinceramente, que isto tudo não seja novidade para aqueles que procuram estudar as obras de André Luiz, pela lavra mediúnica de Chico Xavier, com a mente um pouco menos obnubilada pelo dogmatismo.

Somente com o seu maior aperfeiçoamento, o espírito, através de seu envoltório, vai conseguindo livrar-se de tantos achaques de natureza física, que também o acometem além da morte.

Portanto, minha irmã, seria natural que, por estar doente, eu, qual acontece ao médium, faltasse vez ou outra à minha atividade mediúnica, você não acha?! Afinal, sou quase tão humano quanto ele e você – e, talvez, mais humana que vocês dois juntos!...

Mas, sinceramente, este não foi o motivo do por que de, na semana passada, termos transcrito a excelente página de Irmão José, que todos reverenciamos na condição de elevado Mentor – aliás, sou de parecer que, de quando a quando, eu deveria ceder o meu lugar a ele neste Blog – a ele que teria, e tem, muito mais, e melhor, a dizer do que eu mesmo.

Mas, querida irmã, não se preocupe, porque, a bem da verdade, nos últimos anos, a não ser sentir uma leve indisposição ou outra, eu sequer fiquei resfriado uma única vez... Se fumando os cigarros que eu fumava, tinha uma saúde de ferro, imagine agora que eu deixei de ser sócio da “Souza Cruz”!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

 

Uberaba – MG, 6 de outubro de 2014. 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h15
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MEDITANDO COM IRMÃO JOSÉ

 

 

ESQUECE-TE

 

 

Se buscas esquecer

A dor que te acicata...

 

O problema difícil,

Que, há muito, te atormenta...

 

A constante lembrança

Do passado infeliz...

 

A mágoa que ficou

De alguém que te feriu...

 

O revés que sofreste

Por tua invigilância...

 

Faze o bem a quem possas,

Esquecendo a ti mesmo.

 

Irmão José

 

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, em Uberaba – MG).

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h15
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A PROTEÇÃO

 

Tempos atrás, tive oportunidade de ouvir curioso diálogo travado entre um amigo que, abraçando a tarefa mediúnica, estava prestes a reencarnar, e o irmão que, da Vida Espiritual, procurava encorajá-lo na decisão tomada, assumindo, inclusive, o compromisso de assisti-lo na jornada prestes a ser iniciada.

- Não tenha medo! – dizia o companheiro ao futuro médium. – Sei que a sua luta não será pequena, mas, em qualquer circunstância, servir a Jesus é um privilégio...

- Sei disto – respondia o interlocutor, cabisbaixo. – Todavia, temo fracassar... A verdade é que eu ainda não me sinto a altura de tamanha responsabilidade...

- Neste sentido, quem de nós estará?! - Se formos esperar que estejamos totalmente prontos, quando haveremos de estar?! Porventura, a árvore frondosa e coberta de frutos não começa por uma semente?! Que rio caudaloso terá se formado sem que, em suas origens, não passasse de humilde filete d’água entre as pedras do chão?!...

- Você tem razão, mas...

- De certa maneira, o seu receio de falhar denota amadurecimento interior no campo da prudência, porque você não partirá ignorando as dificuldades que lhe haverão de permear os passos...

- Necessitarei redobrar a vigilância...

- Não se esqueça de que mais vigilância sempre significa mais trabalho... Procure não conceder tempo à ociosidade, através da qual a tentação possa se infiltrar e alcançar os seus escusos objetivos...

- Você promete me proteger?! – perguntou o médium ao espírito que lhe serviria de Guia. – Vou necessitar de sempre recorrer aos seus préstimos pessoais...

- Na medida do possível, estarei, sim, atento... Ambos sabemos que, para realizar algo de positivo, todos nós carecemos do benéfico concurso de alguém... O exercício da mediunidade implica somatório de esforços... Não se preocupe, porque você não estará sozinho...

- Eu sei que, com os seus próprios recursos, não há quem possa lograr êxito espiritual na difícil travessia que a reencarnação representa para os nossos tentames de ordem superior... Ai de mim, se não puder contar com a benignidade de nossos Maiores, e, em particular, com a tutela que estou lhe reivindicando...

Após efetuar ligeira pausa, o candidato às lides da mediunidade na Terra enxugou discretas lágrimas que lhe escorriam dos olhos, e voltou a perguntar:

- Você promete me proteger?! Temo que o esquecimento do passado no qual, dentro em breve, mergulharei, me faça perder o foco que precisarei manter a todo instante... Quanta gente se desviando do caminho reto! Afinal, eu poderei apenas ser mais um...

- Não pense assim... Isto não acontecerá! Confiemos na Providência Divina... Quantos têm se desviado não estavam muito convictos do caminho que eles se dispuseram a trilhar... Depois de constatarem os próprios equívocos nos atalhos que tomaram, haverão de voltar a ele com maior coragem e determinação...

- Mas – insistiu o amigo na obtenção da resposta direta que, de maneira reiterada, desejava ouvir soar nos lábios do companheiro –, você promete me proteger?!...

Sem maiores delongas, o Guia, elucidando o que parecia ser de extrema importância para que o médium se sentisse mais seguro no empreendimento reencarnatório à vista, simplesmente respondeu:

- Sim, eu lhe prometo proteção constante...  Prometo que nunca deixarei você sem problemas!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 22 de setembro de 2014.

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h11
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TRANSP..ORAR E TRANSPIRAR
 
Nada contra a oração.
Ao contrário, todos nós precisamos orar muito, e sempre.
Mas, sobretudo, orar com sinceridade.
Não como os escribas e fariseus, que, com as suas longas orações, pretendiam devorar as casas das viúvas...
Orar, sim, mas sem chegar a transp...orar
Muitos companheiros de Ideal transp...oram com facilidade – e, cada vez mais, estão transp...orando!
Em outras palavras, rezam demais!
Transp...oram demais e transpiram de menos!
Isolam-se em suas casas.
Trancam-se em seus quartos.
Procuram a maior quietude possível para ficarem zen...
Nada querem com as frentes de luta, onde alguns poucos perseveram sob o fogo-cerrado da batalha.
Sempre dispostos a transp...orar, nada há que os faça transpirar!
Só praticam a Caridade se o necessitado lhes bater à porta do comodismo...
Ausentam-se do Centro Espírita – em desapoio aos companheiros, não o frequentam com regularidade.
Não descem de seu apartamento, ou não saem de sua casa, para atravessar a rua, em visita à Instituição defronte.
Muitos, ao som de uma música new age e ao cheiro de uma vela perfumada, ouvindo o marulhar de pequena cascata movida à eletricidade, chegam a dizer – que o venerável Benfeitor nos perdoe a heresia! – que foram visitados pelo Dr. Bezerra de Menezes...
E, ainda por cima, como se o Dr. Bezerra não tivesse nada mais a fazer, afirmam que ele se demorou com eles.
Jesus, na atualidade do mundo, está carecendo mais de amigos da transpiração que datransp...oração!
De gente disposta a arregaçar as mangas, e – permitam-me fazer propaganda da minhafábrica! – empunhar a piaçava...
Gente de obras com fé, e não de fé sem obras!
Que compreenda que o melhor meio de transp...orar é transpirar, e transpirar abundantemente nas leiras do Bem.
Sob o sol causticante das provas, ou dos vendavais das decepções, das ingratidões, das calúnias, dos ataques, das humilhações...
O Céu, ao que sei, não é dos que transp...oram, mas sim dos que transpiraram...
No Monte das Oliveiras, Jesus transp...orou ao Pai, transpirando sangue, porque, Nele, não havia mais nenhuma gota de suor a ser transpirada!...
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 15 de setembro de 2014. 
  



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 08h03
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“CHICO” E “CHIC”

 

Do meu ponto de vista,

pelo que, desde muito tempo,

tenho observado,

o Espiritismo, na atualidade,

está se dividindo em Espiritismo Chico

e Espiritismo Chic!

Não sei por que, mas fato é que,

alguns adeptos da Doutrina,

parecem ter implicado

com a pobre da última vogal da palavra Chico,

e, sumariamente, a baniram,

ou a estão pretendendo banir...

E não me venham com sofismas,

alegando que, seja como for,

o Espiritismo é sempre Chic

porque não é, e tampouco será!

Pois, ele só prosseguirá sendo

verdadeiramente Chic

se continuar sendo

autenticamente Chico!...

Creio que, justamente por isto,

metaforicamente falando,

ao meu ver,

o problema maior do Espiritismo,

em seu Movimento,

está sendo

excesso de consoantes

e falta de vogal!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 9 de setembro de 2014.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Dr. Inácio Ferreira às 05h25
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